sexta-feira, 28 de maio de 2010

Aerosmith: Estacionamento da FIERGS, Porto Alegre, 27/05/2010


Após a maratona de shows de maio, tive a feliz surpresa de ser o ganhador da promoção para o ingresso do Aerosmith em Porto Alegre. O exorbitante preço do ingresso mais a ida a São Paulo haviam afastado essa possibilidade, mas com a aquisição "de grátis" para ir assistir ao grupo, me preparei emocionalmente para conseguir capturar e absorver a primeira passagem do mesmo por terras gaúchas, a qual me surpreendeu positivamente.

Realizado no estacionamento da FIERGS (mesmo local onde ocorreu o show do Guns N' Roses), desde o início ficava claro que o número de pessoas seria menor em comparação ao Guns, creio que principalmente por causa do preço (130 reais o mais barato). Facilmente entrei na FIERGS, sem filas ou incomodações, e me posicionei no setor Premium, a poucos metros do palco.

Ainda cansado por causa da viagem ao show do UFO, fiquei escorado na barreira de divisão de pistas, com uma visão perfeita do palco e telões e também tentando me abrigar da fina garoa que caiu constantemente durante todo o espetáculo, chegando em alguns momentos a ser uma forte chuva.

O público de pouco mais de 15.000 pessoas era composta em grande maioria por gurias adolescentes, prontas para berrar e chorar ao som dos últimos clássicos do grupo como "Cryin'" e "I Don't Want To Miss A Thing" (e isso me preocupava, será que vão tocar algo das antigas?), tornando a visão ainda mais fácil.

As 21 horas, subiu ao palco a banda catarinense SantoGraau, abaixo de vaias, que honestamente não entendi por que. Tocando músicas próprias e alguns covers, o grupo teve o momento de auge quando chamou um ícone do rock gaúcho, Alemão Ronaldo, que cantou a clássica "Não Sei", levando o público ao delírio. Além disso, a SantoGraau ainda tocou "O Tempo Perdido" (Legião Urbana) e fez a introdução de "Back In Black", levando uma vaia colossau por não tocar a mesma até o fim.


Abaixo de mais vaias, o grupo saiu do palco, liberando-o para os roadies arrumarem tudo para a grande atração da noite. Sacos de proteção começaram a ser removidos e pode se perceber o grande palco do grupo, com uma prolongação sobre o público que permite aos membros ter um contato direto com a plateia.

Exatamente as 22 horas (horário marcado), um pano preto com o logotipo do grupo caiu do alto da plataforma do palco. Ali, o pano ficou tremulando por alguns instantes, até que finalmente caiu e o Aerosmith entrou com tudo, tocando "Love In A Elevator" e "Mama Kin'", já mexendo com meus joelhos e braços. Duas pedradas de cara me situaram do momento que estava vivendo, uma das maiores bandas de todos os tempos, com a sua formação clássica, interpretando os maiores sucessos de seus 40 anos de carreira.


A partir de então, Steven Tyler (voz, gaita), Joe Perry (guitarras), Brad Whitford (guitarras), Tom Hamilton (baixo) e Joey Kramer (bateria), desfilaram embaixo de muita chuva como poucos conseguem fazer. O grupo alterou som antigos com outros novos, conquistando tanto a mulherada quanto aos gaudérios da antiga.


Ja ná terceira canção, "Falling In Love", Steven puxou um "E aí gaúchos!", e surpreendeu novamente com "Dream On", uma das mais lindas canções da carreira da banda. A sequência dos anos 90 com "Living On The Edge", "Jaded", "Crazy" e "Cryin'" me fizeram voltar ao Hollywood Rock de 94, onde o grupo tocou e muito naquela noite no Rio de Janeiro, e onde percebia que eles eram muito bons tocando rock, me fazendo buscar os primeiros e ótimos álbuns como Aerosmith e Rocks.


Steven deixou o palco para Kramer mandar ver em um belo solo, onde jogou as baquetas ao público e tocou a la Bonham, somente com as mãos. Depois, Steven voltou e tocou bateria junto com Kramer. A partir de então o show, mudou.


O Aerosmith mandou ver em "Lord Of The Things" (com destaque para Brad) e em seguida, homenageou uma fã com "I Don't Want To Miss A Thing". Steven se mexia por todo o palco, e mesmo abaixo de chuva, ele e Perry constantemente andavam sobre a plataforma, agitando a galera. Steven aos poucos foi tirando a roupa, e parecia pedir mais chuva para refrescar seu corpo, parecendo uma espécie de Mick Jagger com rebolados desincronizados, danças estranhas e muito, mas muito carisma.


As cinco canções finais foram sensacionais. "Rag Doll" mostrou por que Perry é o único grande guitarrista solo do Aerosmith (lembrando que ele foi substituído no início dos anos 80 por Jimmy Crespo), enquanto "What It Takes" e "Sweet Emotion" foram recheadas de improvisos.

"Stop Messing Around", cantada por Perry, passou quase despercebida, devido ao fato do que o grupo fez com o bluesão de "Baby Please Don't Go", uma longa viagem instrumental onde Perry jogou-se sobre a bateria de Kramer, enquanto Tyler cantava com altos agudos e num pique avassalador. O show encerrou-se com a mais que surpreendente "Draw The Line", um petardo nos ouvidos das menininhas, que pareciam não entender que aquele era o verdadeiro Aerosmith, e não o fazedor de baladas melosas para angariar fundos.


Antes do Bis, o belíssimo telão começou a mostrar imagens das capas de todos os álbuns oficias da banda, e assim vieram mais duas surpresas, a clássica "Walk This Way" e o cover de "Train Kept A Rollin", onde o grupo marcou sua estaca definitivamente, comprovando o porque eles estão até hoje unidos e tocando, afinal, poucas bandas tem um repertório tão variado, abrangendo tantos fãs desde a molecada até os cinquentões.


Uma gigantesca bandeira do Brasil tremulava no telão como pano de fundo para o logo do Aerosmith, e aos poucos, o Estacionamento da Fiergs foi esvaziando de forma tranquila e silenciosa.

Na fria e chuvosa noite de quinta, que lavou o corpo da gauchada, Steven Tyler e cia. lavaram a alma daqueles que presenciaram o último grande show de uma maratona que começou ainda em janeiro, com a vinda do Metallica.

Que o segundo semestre esteja tão bem recheado quanto foi este primeiro, e longa vida para o Aerosmith.


Set list

Love In A Elevator
Mama Kin
Falling In Love (Is Hard On The Knees)
Pink
Dream On
Living On The Edge
Jaded
Crazy
Cryin'
Solo de Joey Kramer
Lord Of Things
I Don't Want To Miss A Thing
Rag Doll
What It Takes
Solo de Tom Hamilton
Sweet Emotion
Stop Messing around
Baby Please Don't Go
Draw The Line

Bis

Walk This Way
Train Kept A Rollin

quinta-feira, 27 de maio de 2010

UFO: Carioca Club, São Paulo, 26/05/2010


Um objeto voador não identificado passou na Wild, Willing and Innocent cidade de São Paulo na última quarta-feira, 26 de maio de 2010, no bairro do Pinheiros em uma rua chamada Cardeal Arcoverde.

Aqui temos um relato de quem testemunhou a passagem do objeto. Os horários citados correspondem com os acompanhados por quem vos escreve, podendo variar de indivíduo para indivíduo, mas os intervalos de tempos são reais.

Este Phenomenon está ainda sendo observado pelo Brasil, com passagens por Goiânia, Belo Horizonte e Recife, e algumas consequências do contato com os seres extraterrestres já são conhecidos, como a insanidade temporária, voz rouca e lágrimas rolando instantaneamente. Policiais e exército ,por conhecer apenas pagode, axé e funk carioca, ainda estão em busca de mais informações sobre o fato, mas os que lá estiveram, sabem muito bem quem eram os alienígenas, conhecidos em outras terras simplesmente pelo nome de UFO.

Seguem então algumas sequências de uma noite memorável e histórica na capital paulista:

Porto Alegre, 25 de maio de 2010.

06:00 - Parto da capital gaúcha em direção a capital paulista, por conta de um vírus chamado waynianus schenkeris moggs parkius. O vírus se instalou em uma espécie de abdução que sofri a pouco mais de quatro anos, quando sozinho em casa, uma Flying V aterrisou no meu toca-discos e acabou me picando enquanto ouvia o LP Strangers In The Night. Tal vírus está causando consequências inimagináveis em meu corpo, sofrendo principalmente da doença conhecida como airinstrument, variando bastante na forma de adaptação do vírus, ora balançando as mãos para o ar, ora dedilhando o ar com apenas dois dedos e ora como que segurando algo, balançando o braço e dedilhando cordas imaginárias e apertando alavancas mais imaginárias ainda.

07:25 - Aterriso na capital paulista

São Paulo, 26 de maio de 2010.

17:00 - trânsito caótico na capital paulista. Na hora do rush, saio da Galeria do Rock, no coração de São Paulo, com algumas aquisições, me dirigindo para o bairro Pinheiros.

18:00 - uma pequena aglomeração começa a se formar em frente ao local Carioca Club. Chego no local quase que movido Mechanixamente. Conversando com pessoas da aglomeração, descubro que o local é tradicional ponto de festa de pagode. Mas naquela noite, a experiência seria diferente. Sinto que vários estão contaminados pelo mesmo vírus que eu, em uma espécie de Obsession por algo que ainda está para acontecer. Alguns legionários podem ser vistos na foto abaixo.


18:15 - uma van encosta em frente ao local. De dentro dela surge um alienígena chamado Andy Parker, que toca bateria. As pessoas do lado de fora gritam. Pouco depois, outra van chega, trazendo mais dois seres, Phil Mogg (voz) e Paul Raymond (teclados). Sem saber a língua do nosso querido Brasil, e cercados pelos seguranças, atravessam a pequena legião de seguidores que está aumentando com o passar do tempo.

18:25 - outra van encosta. De lá, surge o incrível alienígena baixinho Vinnie Moore, que toca guitarra, e também o recém contratado para comandar o ritmo da experiência no baixo, Rob deLuca. Os poucos legionários se debatem em busca de um contato com ambos, e Moore acaba fazendo duas assinaturas: para quem vos escreve e mais um cidadão que veio do Rio de Janeiro, entrando rapidamente no recinto. A rápida passagem do guitarrista foi registrada na foto abaixo.

19:00 - mais e mais pessoas que de alguma forma foram contaminadas através dos anos pelo waynianus schenkeris moggs parkius vão se unindo aos demais, de forma pacífica e sem Forceit qualquer contratempo.

20:00 - As portas do local se abrem. Incrível a forma como aquela pequena multidão se mexe, de forma simples e lenta, posicionando-se dentro do recinto como que cada um sabendo exatamente aonde teria que ficar. À direita do corredor de entrada, um palco está montado, tendo um grande telão em frente onde uma partida de futebol está rolando, assim como sons saem de caixas de som aquecendo as pessoas para a experiência a seguir.

21:00 - uma hora de atraso, e agora, No Place To Run. As portas do local se fecham e espécimes no palco correm para todo lado ajeitando os últimos detalhes, e somos informados que mais 15 minutos são necessários para estarmos Flying para outra dimensão.

21:30 - Showtime. O telão sobe ao teto e é possível ver os alienígenas se posicionando no centro do palco. Cerca de 1000 pessoas (não sei a capacidade do local, mas estava lotado, e estou me baseando em informações de locais) começam a berrar de forma insana. Um longo sustain surge da guitarra, e o grupo de alienígenas, batizado carinhosamente de UFO, sobe ao palco detonando, tocando um clássico ufoniano, "Let It Roll". Estou localizado exatamente em frente ao palco, grudado na barreira de proteção, e incrivelmente, todas as pessoas se comportam de maneira única, regidos por Mogg, cantando a letra e balançando-se em seu local, sem atrapalhar o companheiro ao lado.

21:32 - começa o lindo solo de Moore, reproduzindo fielmente o solo do grande alien Michael Schenker, e ainda acrescentando o seu estilo de forma espetacular. As primeiras lágrimas brotam dos olhos de vários presentes.

21:34 - Moore retoma o tema principal, pulando exatamente para o local onde estou. Ali, temos o primeiro contacto mais próximo com o ser, tocando em sua guitarra, em suas pernas e também trocando apertos de mão. Literalmente, estamos Making Contact com o guitarrista.


21:36 - o peso de "Mother Mary" surge. Ver Mogg com seus trejeitos e o gordinho Parker tocando é fabuloso. Estamos sendo abduzidos de forma pacífica. O UFO vai mexendo no organismo dos presentes de forma vital, manipulando braços, pernas e bocas de forma surpreendente.

21:53 - recebo nas mãos a palheta de Moore, após alguns tapas em busca da mesma, logo após a audição da fantástica "Out In The Street", a primeira surpresa da noite.

21:57 - Mogg tenta se comunicar na língua nativa, falando "Obrigado" e "Por favor, jame um medíco rapído". Detonam "This Kids". Detalhe para o alien Raymond, que toca teclados, guitarra e também canta. O segundo contacto com Moore ocorre, com ele solando na minha cara e ainda pedindo para ajudá-lo com a alavanca, como mostra a foto abaixo. Arrepiante!!!


22:11 - deLuca puxa o riff de "Cherry". Percebesse claramente que as canções estão em um tom mais baixo do que o original, mas isto não interfere na absorção do evento. "Cherry" é cantada em uníssono pelos presentes.

22:22 - após mais alguns sons, a segunda surpresa. Os riffs pesados da introdução de "Love To Love" são entoados nas caixas de som. Mais lágrimas!!

22:24 - Moore assume o violão e temos o início da letra de "Love To Love", cantada de forma emocionante por Mogg.

22:28 - Moore começa seu maravilhoso solo. Lágrimas na minha face quase não deixam ver os mágicos dedos do guitarrista solando como se fosse o último solo de sua vida, arrancando uivos da guitarra que foram ouvidos do outro lado do planeta.

22:30 - Encerra-se "Love To Love".

22:35 - deLuca arranca a bandeira brasileira das mãos de uma seguidora e coloca a mesma aberta em frente à bateria.


22:43 - durante o solo de "Too Hot To Handle", deLuca e Moore colocam seus instrumentos nas costas e começam a tocar, conforme foto abaixo. Moore e eu fizemos o terceiro contacto da noite, onde ele sola com a boca diante de meus olhos ainda marejados.


22:46 - Menos de 10 cm me separam da guitarra de Moore, e ele está tocando o riff de "Lights Out". Aja voz e pique para acompanhar o peso de Parker e o baixo galopante de deLuca. Não é o alienígena mais querido de todos, Pete Way, mas é bem competente. Nesta canção perco a voz. A mão na imagem abaixo é a minha.


22:53 - Após mais um maravilhoso solo de Moore e de Mogg falar "lights Out São Paulo", encerra-se a abdução. Os seguidores agora já com o vírus em ebulição dentro do corpo de cada um, grita insanamente pela banda, quase que agonizando em busca de uma cura para o que estão sentindo, e que na verdade não querem parar de sentir.

23:00 - O UFO retorna ao palco para arrebatar de vez à todos. deLuca está com uma camisa personalizada do local. Raymond assume a guitarra e tocam um blues de pouco mais de dois minutos, muito bom. Detonam então "Rock Bottom", com Moore de novo em cima de mim. Aqui, meu resto de voz foi para o espaço. Os próximos 15 minutos seriam os mais rápidos da minha vida.

23:04 - Lágrimas durante a estrofe do "where do you go".

23:05 - Começa o solo de Moore. Perfeição a flor da pele. O alien humilha a guitarra, com escalas e notas rápidas de deixar babando. Mogg abandona o palco.

23:14 - Moore termina seu solo dando alavancadas na guitarra bem no meu nariz. Alguém bate na minha câmera e acabo perdendo alguns segundos da filmagem que estava fazendo do Phenomenon, mas é possível ver o alienígena em frente a camera no final do vídeo amador que disponibilizei no youtube.

23:18 - Termina "Rock Bottom"!! Eu e mais 800 pessoas no mínimo precisamos de atendimento médico, pois o coração está saindo pela boca.

23:21 - Mogg chama o doutor em "Doctor Doctor", e a cura se dá com todos cantando juntos o tema principal e através dos gritos com o nome da canção.

23:30 - Lights Out! O UFO leva a sua nave embora, deixando os presentes com um olhar de que um milagre ocorrera. Vários se abraçam, enquanto outros ficam paralizados absorvendo cada segundo daquele instante, e pensando: "You Are Here". Mais lágrimas correm de meus olhos, e percebo que outros também estão a chorar.



São Paulo, 27 de maio de 2010,

01:17 - Retorno para a casa onde consegui abrigo na capital paulista.

14:53 - Aterriso em Porto Alegre, com a sensação de ter sido curado do vírus waynianus schenkeris moggs parkius. Porém, constato que os alienígenas do UFO nos enganaram, pois acabaram colocando um vírus adicional que permite rever cada segundo do Phenomenon quando você fecha os olhos, tendo as imagens nitidamente gravadas na retina de cada um presente no Carioca Club naquela quente noite de maio.

Set list:

Let It Roll
Mother Mary
Daylight Goes To Town
Out In The Street
This Kids
Cherry
Only You Can Rock Me
Hell Driver
Love To Love
Ain't No Baby
Too Hot To Handle
Lights Out

Bis

Rock Bottom
Doctor Doctor

segunda-feira, 24 de maio de 2010

ZZ Top: Pepsi On Stage, Porto Alegre, 23/05/2010


A noite abafada do último domingo abrigou uma multidão no Pepsi On Stage para ver o último dos três shows pelo Brasil de uma das mais importantes bandas americanas na história do rock. Nada mais na menos que o ZZ Top está passando pela América do Sul, e os gaúchos foram privilegiados com 2 horas de um boogie pesado e contagiante.

Com 40 anos de carreia, o grupo veio pela primeira vez ao Brasil, tocando duas noites em São Paulo e uma na capital gaúcha. A plateia, formada em sua maioria pelos quarentões, lotou as dependências do Pepsi On Stage, mesmo com o show sendo em dia e horário pouco incomum. As 22 horas, horário marcado, o ZZ Top subiu ao palco (graças a uma boa pessoa não teve banda de abertura), detonando "Got Me Under Pressure".


Um problema no som (falta de energia elétrica no palco) fez com que a banda tocasse apenas essa música, saindo do palco rapidamente para os roadies tentarem solucionar a questão. 5 minutos se passaram e o grupo voltou. Billy Gibbons (guitarra, voz) e Dusty Hill (baixo, voz) estavam trajados igualmente, com instrumentos de mesma cor e claro, ostentando as longas barbas que tornaram o grupo ainda mais reconhecidos mundialmente. A única diferença era que Gibbons não usava chapéu, enquanto Hill estava com um imenso chapelão de cowboy. Já Frank Beard (bateria, voz) apresentou seus cabelos brancos e principalmente, muita pegada atrás dos bumbos.


Após mais dois clássicos ("Waitin' For The Bus" e "Jesus Left Chicago"), novamente um problema de som surge, e o ZZ Top sai do palco por alguns minutos. Tudo arrumado, o trio retorna detonando a épica "Pincushion" com uma perfeição inigualável, além de uma loira fantástica dançando sensualmente no telão.


A partir de então, o show transcorreu de forma quase que computadorizada, com as tradicionais danças sincronizadas de Gibbons e Hill e espetaculares execuções para diversos clássicos do grupo. Antes de "Future Blues", Gibbons, em português, chama ao palco Cássia, uma linda loira subiu que começa a "entrevistar" o guitarrista em português mesmo. Na hilariante sequência, a moça pergunta como o grupo veio para o Brasil, de avião? De barco? E a resposta é "De bicileta". Gargalhadas rolam e a entrevista continua. Perguntado se iriam tocar blues, Gibbons responde que sim. Então, Cássia fala "aonde está seu chpaéu para tocar blues" e Gibbons "não tenho chapéu". A solução encontrada aparece em uma fantástica morena com trajes bem insinuantes, que trás o chapéu para Gibbons.

Gibbons reclama que o português é muito técnico, e manda ver "Future Blues". O público delira. O guitarrista entrega a palheta para um fã durante "Rock Me Baby", e sem a palheta, apenas com a mão esquerda, manda ver em um espetacular solo, provando que sentimento vale muito mais que técnica.


No telão, imagens de clipes e também da banda em ação rolam de forma contagiante, assim como outras imagens mais psicodélicas. Em "Hey Joe", o grupo tocou com Jimi Hendrix às costas, lembrando que Hendrix sempre considerou Gibbons o maior guitarrista que ele já viu tocar.


Outros momentos especiais foram quando Gibbons mostrou a parte traseira de sua guitarra, com a palavra "CERVEJA" escrita em letras garrafais, a aula de slide guitar que o mesmo deu em "Just Got Paid", os instrumentos verde-limão cheios de brilhantes em "Sharp Dressed Man" e "Legs", sendo que em "Sharp ...", os bumbos de Beard (formados por aros de bicicleta) começaram a rodar como se fosse realmente uma bicileta andando pelas ruas.


No Bis, os tradicionais instrumentos feitos com uma espécie de lã de ovelha (os também conhecidos como instrumentos de pelúcia) são a principal atração, e a banda detona "La Grange" (conhecida da gurizada recente pelo jogo Guitar Hero III) e a mais que cantada "Tush". O ZZ Top saiu do palco ovacionado, tendo feito um show realmente espetacular.

Aqueles que não foram, só lamento, perderam uma aula de bom gosto e simplicidade.


Set list:


Got Me Under Pressure
Waiting For The Bus
Jesus Just Left Chicago
Pincushion
I'm Bad, I'm Nationwide
Future Blues
Rock Me Baby
Cheap Sunglasses
My Head's In Mississipi (trecho)
I Need You Tonight
Hey Joe
Brown Sugar
Party On The Patio
Just Got Paid
Gimme All Your Loving
Sharp Dressed
Legs

BIS

Viva Las vegas
La Grange
Tush

sábado, 22 de maio de 2010

UFO Parte IV



Dois anos se passaram e Mogg teve a ideia de trazer o UFO das cinzas. Para isso, chamou o velho companheiro Paul Raymond para os teclados, e agregou novos e virtuosos instrumentistas para as demais posições, com Paul Gray no baixo, "Atomik" Tommy McClendon (Tommy M) nas guitarras e Jim Simpson na bateria. Os ensaios começam e logo um novo contrato com a Chrysalis é feito, permitindo o lançamento do primeiro álbum do grupo em 2 anos.


A fraca volta do UFO

Assim, em novembro de 1985 chegava as lojas Misdemeanor, que poderia ser tratado mais como um disco solo de Mogg do que da carreira do UFO. O disco abre com "This Time", onde uma esganiçante guitarra acompanhada por baixo e teclados faz a introdução, com a faixa desenvolvendo-se em um acompanhamento fraco, repleto de sintetizadores e vocalizações, escapando-se apenas o solo do virtuoso Tommy M.

"One Heart" trás um bom riff acompanhado pelo solo de Tommy M, com uma irritante participação de Raymond acompanhando os vocais, em uma típica canção para propaganda de cigarros, seguida por "Night Run", onde os teclados são a principal atração.

A bonita introdução de "The Only Ones" apresenta uma melosa balada, com um solo de Tommy M que não se encaixa na proposta da faixa, e "Meanstreets" encerra o lado A com um pesado riff, onde teclado e guitarra fazem escalas orientais em um interessante refrão.


UFO - 1985

O lado B abre com "Name Of Love", outra com muitos teclados. O empolgante riff inicial não é condizente com o resto da canção, que se alterna entre momentos mais oitentistas e outros pesados.

"Blue" é uma canção ao estilo AOR, com destaque para Tommy M e Raymond, assim como "Dream The Dream", uma balada sem sal que não condiz com os grandes anos do UFO.

"Heaven's Gate" possui uma forte introdução com guitarras e teclados, em mais um pomposo refrão para propaganda de cigarros, com Tommy M desfilando seus dedos por todas as casas da guitarra, tentando bater o recorde de notas tocadas por segundo, mas sem nenhuma emoção, e o álbum encerra com "Wreckless", uma balada ao piano elétrico que se transforma em um interessante som, com boa pegada de baixo e bateria.

No Japão, Misdemeanor saiu com três bônus: "Night Run", "This Time" e "Heaven's Gate", todas em versão remix. Existe uma rara versão promocional deste álbum onde a capa apresenta apenas a garota com a arma e sem a parte branca, com a capa traseira feita com uma fina folha de ouro. O álbum foi um fracasso em vendas, conseguindo apenas a posição 106 nos EUA, onde foi lançado em março de 1986, e 74 na Inglaterra. Mesmo assim, o UFO saiu em turnê pelos dois países e também Japão, o que ficou registrado no DVD Misdemeanor Tour. No Japão ainda saiu um CD promocional chamado Misdemeanour Tour Live 1985, muito cobiçado pelos fãs. Vale ressaltar que em alguns shows, a tecladista era nada mais nada menos que Barbara Schenker, irmã mais nova dos irmãos Schenker.


O EP Ain't Misbehavin'

Após a turnê, Raymond sai do grupo, e como quarteto, gravam em 1987 algumas faixas que acabam saindo no EP Ain't Misbehavin', o qual é lançado somente em fevereiro de 1988. Mantendo a linha AOR de Misdemeanor, O EP abre com "Between A Rock And Hard Place", onde os vocais de Mogg lembram muito os vocais de Plant nos anos 80. O refrão com vocalizações femininas e o solo de Tommy M são os pontos fortes desta faixa.

A fraca "Another Saturday Night" vem a seguir, um rock oitentista sem inspiração, levando ao encerramento do lado A com a quase pop "At War With The World".

"Hunger In The Night" abre o lado B em um hard bem oitentista, com um refrão extremamente grudento, seguida por "Easy Money", onde Tommy M usa vários efeitos em um bom riff, naquela que talvez é a melhor faixa dessa época do grupo.


Versão americana de Ain't Misbehavin'
"Rock Boyz, Rock" encerra o EP em uma canção na linha do Van Halen, inclusive com Tommy M brincando com os harmônicos que nem Eddie Van Halen. A bolacha ainda trás uma faixa extra, "Lonely Cities (Of The Heart)" que não acrescenta nada a carreira do UFO. A capa original com a mulher nua foi vetada nos EUA, onde o EP saiu com uma capa bem diferente.

UFO com Lawrence Archer


Sem obter nenhum sucesso, Mogg novamente acaba com o UFO, mas não por muito tempo. Em 1992, tendo o guitarrista Lawrence Archer e Clive Edwards (bateria), bem como a volta de Pete Way, o UFO re-ressurgia com o bom álbum High Stakes & Dangerous Men, contando também com a colaboração de Don Airey nos teclados, e trazendo boas faixas como "Revolution" e "Borderline", e que foi lançado de forma totalmente independente. Obviamente, o grupo foi para o Japão divulgar o álbum, saindo de lado com Lights Out In Tokyo - Live, o terceiro álbum ao vivo da banda voltado para o mercado japonês, além do lançamento do VHS e LD History of UFO, trazendo várias apresentações de clássicos do grupo bem como entrevistas com expoentes como Steve Harris, Rick Savage e Joe Elliot. Do Japão, surgem também várias propostas da reunião da formação clássica do grupo.


A ressureição com High Stakes & Dangerous Men


Mogg e Way estavam empolgados com a ideia de resgatar os velhos tempos de Force It e Phenomenon, mas o problema parava exatamente em Michael Schenker. Após Parker aceitar o retorno ao UFO, ele foi um dos encarregados de convencer Schenker a reassumir seu posto. Depois de muitas conversas e pedidos de desculpas, o line-up clássico voltava à ativa, com Mogg, Way, Parker, Schenker e Raymond. Fazem a primeira apresentação já em 1994, no Texas, e tem um retorno explosivo e emocionante da plateia presente no local.


A volta de Schenker

A ideia não poderia ter sido melhor, e logo começam as gravações de um álbum. Com a inspiração lá em cima, em poucos meses gravam Walk On Walter, um grande álbum que conta com o retorno de Ron Nevison na produção, o qual havia produzido os três últimos LPs do UFO com Schenker. Nevison é o responsável pela regravação de dois clássicos, "Doctor Doctor" e "Lights Out". Como homenagem, Walk On Water é lançado primeiramente somente no Japão, inclusive com uma faixa trazendo uma mensagem especial aos nipônicos e uma palheta de Schenker. Obviamente, o álbum foi sucesso de vendas por lá.

O disco trás excelentes canções, como "Self-Made Man" (em um lindo solo de Schenker), "Venus" e "Darker Days", resgatando os bons tempos e principalmente a moral da banda. Em 1997, Walk On Water foi lançado em outros países, com uma capa diferente e com três bônus que faziam anteriormente parte dos repertórios solos de Schenker, Way/Moog e Raymond. Para divulgar o álbum, começam com uma turnê de sucesso pela Europa, tendo o Quiet Riot como banda de abertura, e que causou a baixa de Parker, o qual foi substituído por Simon Wright.

Após a perna europeia, partem para a América, com lotações esgotadas por várias cidades. Porém, Schenker resgatava seu comportamento temperamental, dando novamente acessos de estrelismo e arrogância. Antes de uma apresentação em Hollywood, Schenker e um ambulante que vendia camisetas falsificadas da banda cairam no pau, com o alemão levando a pior.

Era o início para as fugas de Schenker voltarem com força, gerando cancelamento de shows e novas brigas internas. Quando o alemão dava as caras, o pau pegava entre ele e Mogg, e Way, com um visual decadente, afundava-se de novo nas drogas. Tendo obrigações contratuais, o UFO parte para o Japão, onde o pau quebra de vez (de novo!), com Schenker jogando a guitarra ao chão em pleno palco, despedindo-se dos incrédulos fãs japoneses e partindo de volta para sua carreira solo.

Como o contrato assinado para as gravações de Walk On Water dizia que o nome UFO só poderia ser usado por Mogg e Way quando Schenker estivesse presente, o vocalista e o baixista decidem montar então uma nova banda, batizando-a de Mogg/Way, e tendo como músicos George Bellas (guitarra) e Aynsley Dunbar (bateria), com quem lançam o interessante Edge Of The World (1997). Em 1999, tendo Jeff Kollman nas guitarras, Simon Right na bateria e a volta de Raymond, lançam Chocolate Box, sendo que entre 1998 e 1999, dois shows com Schenker ocorre no Astoria Charing Cross Road de Londres, o que novamente abriu as portas para a paz surgir entre os músicos.


Covenant: Mezzo ao vivo - Mezzo estúdio
Em 2000, com Way, Mogg, Schenker e Dunbar, o UFO lançava o maravilhoso CD duplo Covenant, trazendo um álbum de inéditas e outro gravado ao vivo nos EUA ainda na turnê de Walk On Water. O disco estoura, e o UFO parte para mais uma turnê repleta de problemas. Schenker estava cada vez mais fora de forma do ponto de vista físico, engordando mais que um porco, mas tocando muito com a guitarra nas mãos. Então, antes de um show em Manchester, o vocalista dos Quireboys Jonathan Gray invoca com o estado do alemão, que parte para cima do vocalista e acaba levando uma surra. No show que ocorrera no dia seguinte, Schenker, com os dois olhos roxos, recusa-se a fazer seus solos, além de insultar Mogg na frente de todos, chegando a oferecer sua guitarra para o vocalista tocar. A plateia vaiou fortemente, e todos os demais shows tiveram que ser cancelados.

Schenker e Roth
Mas nem tudo era miséria, e em 23 de junho de 2001 ocorreu um dos pontos altos do UFO após o retorno de Schenker: a apresentação ao lado de Uli Roth no festival de Castle Donington, o qual foi registrada no espetacular DVD Uli Roth Live At Castle Donington. Nesta apresentação, os dois ex-guitarristas do Scorpions e eternos amigos detonam clássicos como "Doctor Doctor" e "Rock Bottom", e via-se ali que quando queriam, Schenker, Way e Mogg eram verdadeiros amigos e excelentes músicos.

O último álbum com Schenker
Entre brigas e alegrias, Sharks é lançado em 2002, tendo a mesma formação do álbum anterior. Com muitas guitarras, o álbum agradou em cheio ao público, mas não vendeu muito, culminando com mais uma saída de Schenker, levando com ele Dunbar. No Japão, três bônus ao vivo: "Let It Roll", "Only You Can Rock Me" e "Too Hot To Handle".

A estreia de Vinnie Moore


Para o lugar de Schenker é chamado Vinnie Moore, o qual havia passado pelo Vicious Rumors, enquanto que Jason Bonham (o filho do Homem) assumia as baquetas. Raymond volta para os teclados, e com o novo time, lançam You Are Here em 2004, partindo para uma longa turnê que é registrada no CD e DVD Showtime, lançado em 2005.


O retorno de Parker
Parker retorna ao seu posto atrás dos bumbos em 2007, após ter passado por uma cirurgia em uma das pernas, tocando com o UFO no Piorno Rock Festival (Espanha) e com a nova formação, registam The Monkey Puzzle, em 2006. Na turnê de promoção, os problemas de saúde com Way começam a surgir, fazendo com que o baixista tenha que abandonar o palco por vários momentos, com um roadie o substituindo.

O último álbum
Os problemas de saúde com Way aumentam, e ele acaba sendo substituído por Rob de Luca. Posteriormente, Peter Pichl assume o baixo, e assim gravam o álbum The Visitor, lançado em 2009 com uma luxuosa capa e também uma linda versão em vinil. O grupo está em turnê atualmente, divulgando The Visitor, e é exatamente esta turnê que chega ao Brasil pela primeira vez na próxima quarta, dia 26, e que irei acompanhar e narrar os momentos em um review mais que exclusivo para vocês leitores do Collectors Room, que desde já agradeço por acompanhar o site e que espero tenham curtido esse retrospecto pela carreira de uma das mais importantes bandas pesadas de todos os tempos.

sábado, 15 de maio de 2010

The Grande Mothers: Teatro do CIEE, Porto Alegre, 14/05/2010



Pouco mais de 100 pessoas assistiram a um grande evento no Teatro do CIEE, aqui na capital gaúcha. Nada mais nada menos que três personagens que passaram por uma das mais irreverantes e importantes bandas da história do rock estavam pisando em solo gaúcho pela primeira vez, acompanhados de outros dois grandes instrumentistas. Estou falando da The Grande Mothers.

Formado em 2002, o grupo trás remanescentes da Mothers of Invention - a banda que acompanhou o genial Frank Zappa durante alguns anos - Don Preston (teclados, vocais, sintetizadores; tocou com Zappa de 1966 a 1974), Roy Estrada (baixo, vocais; tocou com Zappa de 1964 a 1984) e Napoleon Murphy Bock (saxofone, flauta, vocais; com Zappa de 1974 a 1984), além de Christopher Garcia (bateria, vocais) e do ótimo Miroslav Tadic (guitarras).


Tendo que concorrer com outro grande show no mesmo dia (Chuck Berry também se apresentou na última sexta em outro local), poucas pessoas optaram por ir ao belo Teatro do CIEE, mas quem lá esteve, não se arrependeu. Praticamente na hora marcada (as 21 horas), Don Preston subiu ao palco e começou uma noite cheia de surpresas e piadas impagáveis, alegando qe somente ele veio ao show por que os demais eram muito tímidos.

Aos poucos, os músicos foram entrando no palco, e com tudo ligado, entraram solando com a pérola "Hungry Freaks, Daddy", do clássico álbum
Freak Out! (1966). Após a paulada inicial, Preston narra a história que deu origem a canção a ser executada a seguir, e assim começa outro clássico, "A Pound For A Brown", imortalizada no álbum Zappa In New York (1978).

A partir de então, o The Grande Mothers desfilou pérolas como nos velhos tempos, começando com uma determinada canção e emendando com diversas outras, fazendo assim uma grande suíte. Destaque para o excelente Tadic, que toca a guitarra com dedilhados muito interessantes, como se o instrumento fosse um violão, e que tem uma noção de escalas fenomenal.


Na primeira sequência, o grupo fez misérias em clássicos como "What's The Ugliest Part Of Your Body?" e "Chunga's Revenge", com belos solos de Napoleon e Tadic, onde pode se verificar toda a capacidade que os músicos das bandas de Zappa tinham que ter para conseguir reproduzir as intrincadas peças criadas pelo músico. Napoleon é um músico fora do comum. Além de tocar muito sax e flauta, agita a galera com gritos, rebolados, danças e muito carisma.

Estrada também é outro engraçadíssimo músico, se negando a tocar determinadas canções e fazendo caretas muito feias para reproduzir as letras de Zappa, que aliás, funcionam bem no mercado americano, mas que infelizmente as pessoas que não conhecem inglês o suficiente não conseguem entender as mordazes e satirizantes histórias das canções de Zappa.

"Sofa" foi apresentada a seguir, com Preston falando sobre a marvilhosa letra da canção (que é uma instrumental!!) e emendaram em mais uma sequência com releituras para "Holiday in Berlin" e uma passagem para "Stormy Monday". Ganhando o público rapidamente, mais duas longas sequências com solos e muita técnica vieram a seguir, passando por clássicos como "Trouble Everyday" e "The Air", e o espetáculo se encerrou com as divinas apresentações de "Village Of The Sun" e "Echdina's Arf", isso sem antes Napoleon narrar um fato que o chamou atenção no show de São Paulo, já que após o show, quase ninguém falava inglês, mas quando tocaram esses dois clássicos, todo mundo sabia a letra de cor.

A pequena plateia aplaudia em pé, e gritou o nome da banda por váris minutos, até que eles voltaram com a fantástica "Peaches In Regalia", prestando uma homenagem à Zappa, encerrando o show com uma longa improvisação em cima de "Montana".

Após o final do show, Napoleon distribuiu set lists para a gurizada que estava na frente do palco, e avisou que em cinco minutos estariam a disposição para autógrafos e bate-papo.


Rapidamente, o eficiente pessoal do Teatro disponibilizou mesas e cadeiras, e os integrantes foram aparecendo aos poucos, para distribuir autógrafos, fotografar com os fãs e ainda conversar com quem estivesse por perto e soubesse um pouco de inglês. Altamente atenciosos, Tadic e Garcia ficaram do lado de fora daquela sessão onde estavam os três integrantes que passaram com Zappa, mas conversaram e deram muitas risadas comigo e mais outros dois apaixonados por Zappa. Tadic inclusive me contou que tem a mesma palheta desde que começou a tocar, mas que quase não a usa justamente por preferir tocar somente com os dedos.




Já do trio original (se é que posso chamá-los assim), Preston foi o que menos atenção deu para os fãs. Em compensação, Estrada é uma figura a parte, esbanjando caretas e piadas engraçadíssimas. Napoleon, o mais procurado por todos, é outra figuraça. Para aqueles que adquirissem um CD seu, Napoleon presenteava com uma hilária foto dele recebendo um Grammy. Batemos um bom papo falando sobre os tempos de Zappa, e ficava claro no tom de voz de Napoleon toda a reverência que o músico tem perante o maior gênio da música do século passado, que em algum lugar do paraíso, recebendo Dio e bebendo umas vodkas com John Bonham, olhou para o Teatro do CIEE naquela noite de 14 de maio e disse Amém!!


Set list:

Hungry Freaks, Daddy
A Pound For A Brown
Lonely Little Girl
Take Your Clothes Off When You Dance
What's The Ugliest Part Of Your Body?
Chunga's Revenge
Sofa
Holiday In Berlin
Aybe Sea
Stormy Monday
Little House I Used To Live In
Oh No!
Son Of Orange County
Trouble Everyday
The Air
Debra Kadabra
I'm The Slime
Village Of The Sun
Echdina's Arf

Bis

Peaches In Regalia
Montana

UFO Parte III


Os anos 80 chegavam e o UFO passava pelo dilema de encontrar um substituto para Michael Schenker, que agora saía do Scorpions e montava a Michael Schenker Group (MSG). A solução encontrada ainda em 1979 foi voltar ao passado, e agora efetivar Paul Chapman como o líder das seis cordas.

De cara, partem para uma turnê pelos Estados Unidos, ao lado do Judas Priest e do AC/DC, que fazia a abertura para ambos, encerrando a mesma em junho de 79. Em agosto, mudam-se para a ilha caribenha de Montserrat, onde com a produção de nada mais nada menos que George Martin, começam a gravar o novo álbum do grupo, que ficou pronto em menos de dois meses.

Uma das seis capas de No Place To Run
Em janeiro de 1980, chegava as lojas o primeiro álbum pós-Schenker. No Place To Run trás bons momentos, começando com a instrumental "Alpha Centauri", onde sintetizadores fazem os acordes enquanto Parker marca o tempo no bumbo. Teclados começam a solar enquanto o tema dos sintetizadores vai mudando, chegando então em "Lettin' Go", com um longo sustain de guitarra que trás o riff principal e um forte acompanhamento de Parker e Way. Os vocais de Mogg não estão tão roucos, principalmente no grudento refrão entoando o nome da canção, e o solo de Chapman é em um estilo bem diferente do de Schenker, apostando em palhetadas rápidas e vibratos, seguido por um rápido solo de Raymond também na guitarra e entrando em uma sequência de acordes dedilhados e harmônicos que encerra a canção.

A cover de "Mystery Train" de Junior Parker e Sam Philips vem a seguir, com o violão de aço em escalas bluesístiscas apresentando o sensacional riff deste clássico do blues. Os vocais de Mogg surgem, e quando bateria e baixo começam a tocar, a pauleira pega, com Chapman tocando muito bem.

"This Fire Burns Tonight" apresenta Parker comandando uma canção típica do novo UFO, com teclados, guitarra dedilhada e vocalizações repletas de efeitos, onde o ponto alto é o refrão, encerrando o lado A com "Gone In The Night", onde o pesado e sujo riff é feito apenas pelas guitarras, apresentando um crescendo da bateria, que juntamente com Way acompanha o tema inicial, virando uma alegre balada com a entrada dos vocais.

Paul Raymond e Phil Mogg
O lado B abre com "Youngblood" inspirando-se em várias bandas. Esta é talvez a faixa mais mesclada do grupo, começando com o riff que lembra muito AC/DC, com viradas moonianas de Parker e um rock a la Stones, com o refrão relembrando os tempos da trilogia de Schenker. A faixa-título vem a seguir, com a guitarra oitentista de Chapman apresentando um som bem da época, onde o baixo toca lentamente, acompanhado pela batida bumbo-caixa de várias bandas hards dos anos 80.

"Take It Or Leave It", composta por Raymond, apresenta violões e guitarra sem efeito, com Mogg cantando uma balada na linha de bandas como Poison, Mötley Crüe, Whitesnake e Bon Jovi, com participação do piano e das tradicionais vocalizações falando "baby, baby".

"Money, Money" tem uma guitarra cheia de efeitos, que apresenta o riff principal, seguida por baixo, bateria e vocal. O baixo galopante de Way marca presença, mas a faixa tem uma sonoridade bem moderna e que desagrada aos ouvidos acostumados com faixas mais antigas.

No Place To Run encerra com "Anyday", onde o baixão de Way introduz com algumas notas, sozinho. A letra surge junto do andamento do baixo, e então, Parker aparece no refrão, que é pesado e seguido por um bom solo de Chapman.

A versão em CD de 2009 trouxe vários bônus, as quais são uma versão alternativa para "Gone in the Night" e mais três faixas gravadas no Marquee em 16/11/1980: "Lettin' Go", "Mystery Train" e "No Place to Run", além de um grande livreto contando histórias da época de gravação do mesmo.

Bem mais pop e americanizado, o disco alcançou a posição 51 na Billboard americana no início de 1981, e acabou surpreendendo até mesmo o grupo. Dele, foram extraídos os singles de "Young Blood" e "Lettin' Go". Um detalhe curioso sobre o lançamento deste álbum é que na capa, o nome do mesmo foi lançado em seis diferentes versões, cada uma com uma cor diferente (verde, azul, amarelo, púrpura, laranja e negro) além também da posição do nome do álbum, aumentando ainda mais as buscas dos colecionadores. Na Coréia, o álbum acabou saindo ainda com a capa inteira em cor diferente, totalmente rosa.

Antes da turnê de divulgação de No Place To Run começar, mais uma troca, agora com Neil Carter (ex-Wild Horses) substituindo Paul Raymond. Carter tocava teclados, guitarra, saxofone e ainda fazia arranjos orquestrais, e acabou empregando todos os seus dotes já na primeira participação com a banda, levando o UFO a se tornar quase uma banda AOR, porém ainda tocando pesado graças a Parker e Way.

A polêmica capa de The Wild, The Willing and the Innocent

Lançado em janeiro de 1981, The Wild, The Willing and the Innocent direcionava o grupo cada vez mais para um rock fácil e sem inspiração. O disco, que pela primeira vez tinha produção da própria banda, varia entre boas músicas e outras mais fracas, e caracteriza-se pela fraca participação de solos de guitarra.

"Chains Chains" é a responsável por abrir os trabalhos, onde a guitarra cheia de efeitos de Chapman introduz junto com o baixo e a bateria, puxando o riff ao lado de uma slide guitar. O peso acompanha os vocais de Mogg, com um ótimo refrão onde o violão faz o dedilhado para acompanhar as vocalizações, contando também com um tímido solo de Chapman.

"Long Gone" vem a seguir, com guitarra, baixo e sintetizadores introduzindo o tema principal. Os vocais de Mogg surgem, e a entrada de Parker dá o ritmo da canção, com outro bom refrão. Chapman resgata o emprego das guitarras gêmeas, além de usar várias escalas, tocando com velocidade em mais um pequeno solo. A canção encerra-se em uma pesada sessão instrumental, com belos arranjos de cordas feito por Paul Buckmaster

A faixa-título apresenta teclados e violão em sua introdução, com a guitarra surgindo no riff principal. Um hard oitentista e pesado, com um bom trabalho vocal, também contando com arranjos orquestrais e sem ter nenhum solo de guitarra.

O lado A encerra com "It's Killing Me", a qual começa com o tema da guitarra aumentando aos poucos, acompanhado pela leve cadência de Parker e Way. O grudento refrão e a boa participação de Chapman são os principais destaques.

Versão americana de The Wild, The Willing and the Innocent
O lado B abre com "Makin' Moves", onde guitarra e teclado fazem o bonito tema introdutório juntamente com o baixo, e assim, Chapman solta o riff para Parker e Way surgirem com o acompanhamento bumbo-caixa-baixo galopante. O solo de Chapman é dividido em duas partes, a primeira com o tema lento e depois com muitas palhetadas no tema de acompanhamento dos vocais.

Já em "Lonely Hearts", Carter introduz no piano elétrico, trazendo os vocais de Mogg. Guitarra, baixo e sintetizadores surgem, e a melodia do piano passa a ser feita pelo baixo e pela guitarra. O refrão em terças e as vocalizações no refrão são o principal destaque. Carter faz um curto solo de saxofone sobre o tema inicial, e a letra é retomada, com a canção encerrando apenas com o piano e o saxofone.

A fraca "Couldn't Get It Right" apresenta um riff repetitivo de Chapman, com efeitos de sintetizadores, e que são acompanhados pelo baixo e uma espécie de bateria eletrônica, em mais um som bem anos 80, que deve ter a parte inicial agradando aos fãs de U2 por exemplo. Na segunda parte, a canção ganha velocidade, sempre com a marcação da bateria eletrôncia, levando a um solo pouco inspirado de Chapman e que assusta aos antigos fãs.

O disco encerra com a balada "Procession Of Violence", onde o lindo dedilhado do violão é acompanhado por cordas e piano. Os vocais de Mogg surgem, enquanto as cordas fazem belas intervenções junto com vocalizações entre as frases de Mogg. A canção encerra-se com um solo de guitarra bem característico, e que para mim é o melhor de Chapman no UFO, acompanhado por um lento andamento de baixo, bateria, cordas e piano, valendo a pena o investimento no álbum.

Na versão digital de 2009, The Wild, The Willing and the Innocent ganhou um caprichado livreto e o bônus de "Hot 'n' Ready" gravada ao vivo durante o Reading Festival. O disco vendeu bem nos EUA, obtendo a posição 71, e na Inglaterra, dois singles foram lançados: "Couldn't Get it Right / Hot 'n' Ready" e "Lonely Heart / Long Gone", com o último conseguindo um relativo sucesso de vendas, alcançando a posição 19, a mesma do LP. Consta que John Sloman fez participações no álbum, mas as mesmas não foram creditadas.

Ainda nos EUA, a conservadora elite americana rejeitou a capa original, onde um homem aparece atacando uma mulher pelas costas com uma espécie de soldador. Assim, a capa americana apresentava apenas uma chama entre várias imagens não identificáveis, que era exatamente uma parte da capa original.

O UFO partiu em turnê novamente pelos Estados Unidos, agora abrindo para Ozzy Osbourne. Durante a turnê, começam a cômpor material para mais um disco.

O meloso Mechanix

Seguindo a linha do seu antecessor, empregando cada vez menos solos e apostando em baladas melosas, Mechanix foi lançado em fevereiro de 1982, trazendo como novidade a separação com a Hipgnosis, com a capa agora a cargo de John Pasche.

O disco abre muito bem, com a paulada "The Writer", com Chapman comandando o pesado riff, seguido por bateria, baixo e intervenções de sintetizadores. Os vocais de Mogg são fortes, cantando como nos bons tempos, e o destaque vai para a sequência de solos com Carter e Chapman, além da participação de Carter tocando saxofone novamente.

O disco segue com o bom cover para "Somethin' Else", imortalizada por Eddie Cochran, onde a bateria comanda este grande clássico do rock'n'roll, aqui com uma vestimenta mais moderna, onde o riff é executado por saxofone, guitarra e baixo.

A partir de então, o álbum cai em melosas e fracas baladas, com letras apelativas que causam inveja a David Coverdale, começando com "Back In To My Life", onde um riff pouco inspirado introduz, com a base feita pelo piano, violão, baixo e bateria. Mogg canta emotivante, principalmente no refrão, acompanhado por vocalizações femininas. Além disso, a faixa conta com um solo de Chapman de assustar aos fãs de Schenker.

"You'll Get Love" é outro som moderno, onde de novo Chapman não consegue criar um bom riff, além de uma levada sem inspiração, e o lado A encerra com "Doing It All For You", onde a bateria lenta de Parker é seguida por acordes de guitarra. Mogg canta com uma voz distorcida, em mais um rock pouco criativo, que tem como destaque apenas o tema instrumental que acompanha o solo de Chapman.

UFO com Neil Carter
"We Belong To The Night" abre o lado B com efeitos de sintetizador tomando conta das caixas de som, enquanto Parker faz diversos rolos, mantendo o nível das canções anteriores.

Já "Let It Rain" trás o riff com intervenções de guitarra, em um hard simples, alternando momentos onde o baixo galopante comanda o ritmo e tendo um refrão muito estranho, com teclados, sintetizadores e vocalizações falando o nome da faixa acompanhando os vocais de Mogg

A bela "Terri" tem sintetizadores e os vocais de Mogg abrindo a canção. O bonito arranjo de cordas feito por Carter leva a uma legítima balada dos anos 80, com guitarras dedilhadas e vocalizações no refrão, além de um solo rasgadaço de Chapman.

"Feel It" é um rock básico, com riffs simples e repetitivos, onde o destaque vai para a boa interpretação vocal de Mogg, e o LP encerra com "Dreaming", onde a guitarra pesada de Chapman introduz com um rápido solo, levando aos vocais de Mogg em um agitado som, com Parker socando a bateria. Chapman solta os dedos em um grande solo, acompanhado pelo pesado riff de Way, e o álbum encerra como começou, com muito peso, apesar de algumas quedas durante a sua audição.

Apesar de ser considerado um álbum mais mediano pelos fãs mais antigos, Mechanix agradou e muito a geração saúde dos anos 80, sendo o segundo álbum mais vendido na Inglaterra dentro da história do grupo, alcançando a posição 8 nas paradas dos charts da Billboard britânica (Strangers In The Night atingiu a sétima posição) puxado pelo compacto Picture de "Back Into My Life", tendo "The Writer" no lado B. Nos EUA porém, Mechanix atingiu a posição 82.

A versão japonesa deste álbum trouxe ainda a faixa "Heel of a Stranger" e o re-lançamento oficial de 2009 trouxe além de "Hell of a Stranger" os bônus: "We Belong To The Night", "Let It Rain" (ambas gravadas ao vivo em Oxford) e "Doing It All For You", gravado em uma passagem de som em Birmingham.

O compacto picture de "Back Into My Life"
O UFO batalhava com a NWOBHM (sendo um dos precursores da mesma), e observava cada vez mais seus fãs originais irem em busca dos sons de Saxon, Angel Witch, Venom e Iron Maiden, enquanto que os novos fãs pouco ligavam para a longa e importante carreira do grupo. A turnê de Mechanix era um fracasso de público. Poucos shows conseguiram ter todos os ingressos vendidos.

Desanimado e desiludido, Mogg afundava-se cada vez mais em álcool, enquanto Way, que sempre usou e abusou de drogas pesadas, estava viajando muito em heroína. O pior de tudo para Way e principalmente Mogg era o fato de Schenker estar se saindo muito bem com a MSG, vendendo muito mais discos na América do que o próprio UFO, principalmente com o sensacional One Night At Budokan, gravado ao vivo no Japão.

Acabado pelas drogas e pelo cansaço, Way, o membro fundador da nave espacial, pedia arrego e largava o UFO, indo trabalhar em outros projetos, como a produção do álbum de estreia do Twisted Sister, participar rapidamente da banda de Ozzy Osbourne e montar o projeto Fastway, ao lado de Fast Eddie Clarke, ex-guitarrista do Motörhead. Pouco depois, Way construiu sua própria banda, o Waysted.

O fraco Making Contact
Com os butiá caindo dos bolsos, Mogg e UFO ainda tinham um contrato a cumprir, e em total desânimo, vão para os estúdios, onde registram o tenebroso álbum Making Contact, o qual foi lançado em fevereiro de 1983 e que tinha um domínio total de composições por Neil Carter (9 das 10 faixas tem a participação do músico), agora efetivado também a baixista.

Produzido por Mick Glossop, o disco abre com "Blinded By A Lie", onde os teclados introduzem junto com o riff de Chapman. O acompanhamento de baixo e bateria lembra Asia, com os teclados fazendo os acordes para acompanhar os vocais de Mogg. Destaque apenas para o solo de Chapman, que leva para a faixa "Diesel In The Dust", com o baixo ditando o ritmo e tendo uma interessante sessão instrumental antes do solo de Chapman.

"A Fool For Love" retorna as baladas de Mechanix, com Mogg cantando acompanhado pelo dedilhado da guitarra, e tendo mais um interessante solo de Chapman, levando para "You And Me", com muitos sintetizadores e sem acrescentar nada de novo.

O lado A termina com "When It's Time To Rock", onde Chapman entra com seu solo, seguido de acordes de baixo, guitarra e pratos. Parker faz diversas viradas na bateria, e então Chapman puxa o riff principal naquela que para mim é a melhor faixa do álbum, com um bom ritmo e com Mogg cantando muito, mesmo tendo a bateria eletrônica de "Couldn't Get It Right", o qual fica obscurecida pelo bom trabalho de Chapman.

"The Way The Wind Blows" abre o lado B com um pesado riff de Chapman, seguido pelos acordes de teclados e mais um solo de Chapman. Outra boa faixa, com belas passagens de guitarra e do baixo, que peca apenas no fraco refrão.

"Call My Name" possui órgão de igreja em mais uma alegre balada, enquanto "All Over You" é aquele tradicional AOR comandado por baixo e sintetizadores, onde Carter faz uma canja nos backing vocals.

"No Getaway" tenta resgatar algo de bom dentro do LP, com baixo e guitarra dividindo-se para fazer os temas do riff, e Carter novamente participando nos vocais e também tocando teclados, com a pedrada "Push It's Love" encerrando o álbum, onde temos um bom riff de baixo e um grudento refrão. O solo de Chapman nesta faixa é muito bom, com um belo arranjo do baixo. Destaque total para Parker, o único que teve dignidade de tocar pesado e forte como nos bons tempos.

A versão em CD de Making Contact trouxe apenas "Everybody Knows" como bônus, e o disco vendeu relativamente bem na Inglaterra, com a posição 32. Em compensação, nos EUA, o UFO ficou na humilhante 153.
UFO com Billy Sheehan

Apesar da gravadora dizer não, Mogg tentou fazer uma excursão para divulgar o LP, contratando Billy Sheehan para o baixo. Porém, em um show na cidade de Atenas, Mogg desmaiou no palco devido ao abuso das drogas. A plateia acabou destruindo o local e quase linchando seguranças e banda, com Sheehan sendo atingido por uma garrafa.

Coletânea Headstone (com a árvore genealógica)

David Grey (ex-Damned e Eddie And The Hot Rods) ainda chegou a substituir Sheehan, mas já era tarde, e em abril de 1983, Mogg anunciava ao mundo o fim do UFO. Pouco depois, a Chrysalis largou no mercado a coletânea dupla Headstone - The Best of UFO, contando com 18 canções e cobrindo o período desde a entrada de Schenker até o fim do grupo, sendo o lado D gravado ao vivo no Hammersmith Odeon, no show de despedida do UFO. Entre as canções nos demais lados, músicas relacionadas aos ex-membros da banda, como "Fool For Your Lovin" (Whitesnake), "She Said" (Lonestar), "Lovedrive" (Scorpions), "Armed and Ready" (MSG) e "Criminal Tendencies" (Wild Horses), sendo as mesmas belamente explicadas na incrível árvore genealógica incluída na capa interna do LP.

Porém, dois anos depois, uma nova aeronave surgia no espaço aéreo do grupo ...
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