Conforme prometido, apresento hoje a história de Crystal Ball. Mas por que o sexto álbum dos estadunidenses merece um texto aqui no site? Bom, por que ao meu ver, ele foi fundamental para direcionar o Styx para novos caminhos sonoros que fizeram da banda uma maiores de sua geração, além de influenciar nomes como Boston, Journey, Kansas, entre outros, praticamente criando o rock de arena, mas, principalmente, revelar ao mundo o talento de Tommy Shaw.
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| A formação inicial do Styx: James JY Young, Dennis DeYoung, John Curulewski, John Panozzo e Chuck Panozzo |
Este era o primeiro disco do grupo com uma grande gravadora, a A&M. Porém, Curulewski sentia-se com dúvidas no novo contrato, chegando a afirmar que "está acontecendo a mesma merda com a A&M que aconteceu com a Wooden Nickel. Não estão investindo na gente, não estão fazendo divulgação, não estão nos dando os bons horários de turnê". Ao mesmo tempo, Frampton Comes Alive!, de Peter Frampton, chegou às lojas também lançado pela A&M, e seu lançamento só piorou as coisas, pois afinal, o disco ao vivo do guitarrista estourou inesperadamente, e assim, o Styx passou a não receber a atenção da A&M.
DeYoung também estava insatisfeito com a forma como Equinox foi divulgado. “Eis o que aconteceu: ele parou nas paradas na posição 60 e não chegou a disco de ouro. Originalmente vendeu cerca de 350 mil cópias. Foi, mais uma vez, uma falha da gravadora... eles deixaram Equinox cair.” Disse DeYoung para o jornalista Sterling Whitaker, em 2007. Sobre Comes Alive!, DeYoung complementa: “Aquilo afetou todo o mercado da música, porque aquele álbum mostrou aos executivos das gravadoras que era possível vender milhões de álbuns para os jovens sem precisar de singles de sucesso. Em certo sentido, a A&M, para nós naquela época, virou uma gravadora pequena e sem distribuição, porque o Frampton estava em todo lugar e Equinox foi jogado pra escanteio.”
Com um temperamento difícil, acusado de não ser uma pessoa positiva, sempre infeliz, e que não se relacionava bem fora dos palcos, levando o apelido de "rebelde", chegou ao ponto de que nenhum dos outro quatro membros do Styx queriam dividir quarto de hotel com Curulewski. Cabia ao tour manager Jim Vose ser o responsável por acolher e acompanhar Curulewski. Nas palavras de Vose: “Eu sempre me certificava de ficar com ele pra tentar ser pacificador e intermediário. Ele era um pouco mais radical, uma pessoa muito criativa, mas com algumas ideias diferentes. Ninguém se dava bem com ele”.
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| O styx à época de Equinox: Dennis DeYoung, James JY Young, John Curulewski, Chuck Panozzo e John Panozzo |
Para piorar a situação, depois de ter sido considerado um compositor importante para o Styx - afinal, ele co-escreveu "Lady" - , Curulewski teve apenas um crédito completo ("Prelude 12") e dois co-créditos ("Born for Adventure" e "Mother Dear") em Equinox, fazendo-o realmente sentir-se incomodado com o comportamento dos demais colegas. Vose estava lá no derradeiro dia do guitarrista na banda, 6 de dezembro de 1975, menos de uma semana pós-lançamento de Equinox. Com problemas de saúde e decepcionado com o comportamento autoritário de DeYoung, Curulewski pediu as contas após um show, no qual houve uma grande discussão entre ele e DeYoung. Curulewski estava com laringite e tentou cancelar a apresentação dentro dos camarins, enquanto 12000 fãs aguardavam o Styx. Ele fez o show abaixo de remédios, mas ao final, DeYoung disse a Curulewski: "Eu nunca mais quero subir no palco com você", ao que ele respondeu: "Ok, então eu peço demissão", e foi cuidar de si e de sua família.
O temperamento forte de Curulewski já havia o feito a pedir demissão outras vezes, mas dessa vez os colegas de banda levaram a sério. Voltando ao depoimento de Vose: "DeYoung basicamente me perguntou o que eu achava, depois se virou e disse ‘Some daqui’, e os outros apoiaram. Naquela época eles não tinham escolha. DeYoung sempre teve o poder". Por fim, a presença de Derek Sutton como novo empresário do grupo foi a gota d'água para encerrar de vez as contribuições de Curulewski com o Styx. Foi ele quem colocou a pá de cal, afirmando que "a gente troca ele" e pronto, pois julgava que o Styx ainda não tinham tido nenhum sucesso de verdade. Curulewski tornou-se professor de música em Chicago, tocando eventualmente em algumas bandas, vindo a falecer em 13 de fevereiro de 1988, vítima de aneurisma cerebral, aos 37 anos.
Com uma turnê nacional prestes a começar, o Styx não tinha muito tempo para achar um substituto, e então, surge o nome de Tommy Shaw. Nascido no Alabama, em Montgomery, Tommy deixou a pequena cidade ao se formar no ensino médio, para buscar sucesso no mundo da música. Ele passou por grupos como o The Smoke Ring e o MSFunk, onde tocou por três anos. O MSFunk era empresariado por pessoas de Chicago, e numa das apresentações do grupo na cidade, Shaw foi visto pelo pessoal do Styx.
Com o término da MSFunk, Shaw voltou para Montgomery, indo tocar no Harvest, mas logo recebeu a ligação de Jim Vose e o convite para fazer audição para o Styx. Shaw disse: "Eu peguei o avião e fui pra lá no dia seguinte, e eles nem me pediram para tocar guitarra. A guitarra nem saiu do case". Assim que o Styx ouviu a fita demo de Shaw e ele provou que conseguia cantar a harmonia aguda em "Lady", ele foi contratado, no dia 12 de dezembro de 1975.
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| A nova formação do Styx: Dennis DeYoung, Chuck Panozzo, James JY Young, Tommy Shaw e John Panozzo |
O grupo caiu na estrada com a nova formação, com Shaw fazendo sua estreia em 16 de dezembro (quatro dias após ser contratado), no Municipal Auditorium de Zanesville, Ohio. Agora, o Styx tinha um novo compositor, vocalista e guitarrista. Shaw caiu como uma luva para as ideias musicais de DeYoung, e além disso, também era capaz de dividir solos de guitarra com JY sem a timidez de Curulewski, o que era outro fator que incomodava bastante os colegas, pois o antigo guitarrista quase nunca colocava-se à frente do palco para solar, devido a uma espécie de complexo de inferioridade, e sim, muita timidez. Na estrada, passam a escrever as canções do sexto álbum, o qual chegou às lojas no primeiro dia de outubro de 1976.
E Shaw chegou chegando. Cinco das sete faixas do LP trazem sua mão na escrita, começando com a excelente "Put Me On" (obra composta à seis mãos, entre Shaw, JY e DeYoung) e que é uma exaltação as audições de um vinil, e ao mesmo tempo uma das melhores canções da banda. A devastadora introdução dos teclados, com o riff das guitarras e do baixo, é daqueles momentos eternos na carreira de uma banda, com DeYoung mandando ver no virtuosismo. Grandiosa, a introdução traz os vocais de Shaw, JY e DeYoung: "Put me on I'm your brand new record album / Side one, cut one listen to the songs / Play me loud don't you worry 'bout your neighbours / Hope I make you feel good all day long / All day long" ("Me coloca pra tocar, eu sou seu álbum novo em folha / Lado A, faixa 1, escuta as músicas / Toca alto, não se preocupa com os vizinhos / Espero te fazer se sentir bem o dia todo / O dia todo"). Cara, que coisa sensacional. Quem nunca teve a vontade (e acabou fazendo) de colocar o vinil novinho na agulha, primeira faixa no talo, sem se importar com os vizinhos, e sair pulando pela casa, ouvindo o disco o dia inteiro??
E o mais foda é que "Put Me On" é uma paulada, pesadíssima. Cantada pelo vocal debochado de JY, a canção segue aclamando o vinil como o melhor amigo de um fã: "Put me on and play me loud / I'm the madman screaming in your living room / I'll soon be coming to your town / To sing and play a little tune / I said put me on and play me loud / Turn your stereo up all the way / All the way / Now your body's immersed in sound / So hear the synthesizers play" ("Me coloca pra tocar e toca alto / Eu sou o louco gritando na sua sala de estar / Em breve estarei chegando na sua cidade / Para cantar e tocar uma musiquinha / Eu disse me coloca pra tocar e toca alto / Aumente seu som no máximo / No máximo / Agora seu corpo está imerso no som / Então ouça os sintetizadores tocarem").
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| Styx, prontos para se tornarem uma das maiores bandas dos EUA |
Não sou de colocar letras nos meus textos, mas "Put Me On" merece o destaque por que a letra é sensacional. Simples, direta, falando exatamente o que um fã faz ao ouvir um vinil. Após JY dizer para "ouvir os sintetizadores", DeYoung surge solando alucinadamente com os sintetizadores, levando para o magnífico solo de JY, com notas velozes e muito peso. A canção muda, e num clima quase Yes, camadas de sintetizadores trazem a voz aguda de DeYoung para cantar a última estrofe, acompanhado por violões e o leve andamento de baixo e bateria: "And now you're in the mood / Let the melody just drift your cares away / It's got to do you good / As it mesmerizes you in it's own way / So drift away" ("E agora você está no clima / Deixe a melodia levar suas preocupações embora / Ela tem que te fazer bem / Enquanto te hipnotiza do jeito dela / Então vá se deixando levar"). As vocalizações do grupo, os harmônicos de guitarra, o andamento suave, tudo leva a canção para aqueles momentos etereanos, voltando repentinamente para o riff pegado que encerra de vez uma das melhores faixas de abertura de todos os tempos.
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| Compacto de "Mademoiselle" |
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| Compacto de "Jennifer" |
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| Compacto de "Crystal Ball" |
Quando mal percebemos, o lado A se conclui com a faixa-título. Os violões fazem um dos dedilhados mais emblemáticos da carreira do Styx, trazendo o doce vocal de Shaw para mais uma canção brilhante. O longo trecho aos violões segue por duas estrofes que conta sobre o personagem central, que costumava andar na linha mas agora sente-se sozinho e confuso, levando ao refrão onde ele sofre e implora à bola de cristal o que fazer, explodindo num riff mais que pesado, com um espetáculo de vocalizações e o magnífico solo de moog por DeYoung. Que faixa linda e espetacular, e tem em seu final, repetindo o refrão apenas com a voz de Shaw e as guitarras detonado ao fundo, o seu ápice. Arrepiante, não à toa, "Crystal Ball" tornou-se uma das mais tocadas nas apresentações do Styx a partir de então, e um símbolo da era Shaw.
O lado B abre com "Shooz", rockaço feito por JY e Shaw, começando com o estalar de dedos e a voz de Shaw, trazendo o riff de slide feito por Shaw, que solta a garganta em uma hardão estadunidense ótimo, com pitadas southern, e ótimas vocalizações enaltecendo as diversões no fim de semana pelas ruas de Chicago. Seguimos com "This Old Man", linda canção de DeYoung em homenagem ao pai, o trabalhador de uma fábrica de luz durante trinta anos, e que ensinou ao filhou que mostrar o amor deve ser simples, e não se pode esconder os sentimentos. O riff das guitarras gêmeas logo de início já emociona, e a interpretação de DeYoung, sobre os violões de Shaw e JY, é tocante. O refrão certamente faz arrancar lágrimas dos ouvintes mais sensíveis, com os vocais entoando a melodia das guitarras gêmeas, e a marcante presença do hammond de DeYoung. No solo, com o hammond sendo o centro das atenções junto das guitarras, temos um momento mais roqueiro, mas no geral, "This Old Man" é mais uma lindíssima canção da carreira dos caras.
Por fim, como de costume nos álbuns do Styx até então, uma mistura de uma peça clássica com uma composição da banda. Aqui, temos "Clair de Lune", de Claude Debussy, apenas com DeYoung ao piano, introduzindo "Ballerina, uma paulada fenomenal que surge com a voz de DeYoung e o piano alternando bruscamente o tom de "Clair de Lune", de forma mais agressiva. Após a primeira estrofe, entra o hammond acompanhando a voz de DeYoung falando sobre seu encantamento pela bailarina. A banda então passa a acompanhar os vocais, e "Ballerina" ganha ritmo.
Um belo trecho com o dedilhado das guitarras, traz um curto solo de JY, para mais uma breve participação de DeYoung aos vocais, explodindo nos imortais "lá-lá-lás" e "o-o-os" do refrão que grudam em nossa mente. Que momento! A partir daqui é só curtir e ficar cantando junto da banda, enquanto Shaw e JY solam acompanhando os vocais de DeYoung. Fantástico, fechando esplendidamente um disco esplêndido.
O encarte de Crystal Ball traz mini-biografias de cada um dos músicos. Trago os textos para cada músico.
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| As mini-biografias no encarte do vinil ... |
Dennis
O Styx mitológico era descrito como um rio de fogo que separava o Purgatório do Inferno. O objetivo do Styx musical tem sido acender um fogo finamente controlado no estúdio e, em seguida, deixá-lo enfurecer-se violentamente pelas salas de concerto em apresentações ao vivo. Ao traçar essa chama até sua origem, descobrimos que as primeiras faíscas emanaram do tecladista Dennis De Young, que apropriadamente incorpora esse calor intenso em temperamento e talento. Poucos tinham a disposição para lutar e escapar da turbulenta Comunidade Pullman de Chicago, na Zona Sul, e passaram a se tornar alguém de destaque. De Young participou do campo de batalha local com determinação, de modo que, quando descobriu os teclados por volta dos 16 anos, já estava suficientemente fortalecido para a batalha de dez anos que tinha pela frente. Ao longo desse período, De Young desempenhou o duplo papel de combustível e chama — ele exala o tipo de energia que pode guiar um grupo de cinco pessoas pelos momentos mais difíceis, e exibe continuamente o tipo de habilidade musical que torna o estrelato possível. É assim que Dennis encara tudo — se ele define uma meta pessoal, ela se torna realidade. Apesar de sua presença de palco tempestuosa, Dennis está obstinadamente determinado a estar no controle de si mesmo, de sua carreira e do destino do Styx — e suas canções são a razão principal para o sucesso do Styx até este momento. Seus esforços cooperativos com James Young abriram novos horizontes musicais, e a recente adição de Tommy Shaw já proporcionou mais um estímulo musical aos talentos de Dennis para composição e performance.
Chuck e John
Os irmãos gêmeos Chuck e John Panozzo nasceram com apenas 90 minutos de diferença, mas não poderia haver maior contraste entre os dois. O baterista John é o impaciente que dita o ritmo, revelando uma energia bruta interior que está perpetuamente em busca de uma fuga. Ele é alto e ostenta um cabelo afro volumoso, um tipo um tanto intimidador. Chuck é um pouco menos imponente no comportamento e na aparência, mas sua quase imobilidade no palco carrega seu próprio tipo de ameaça, e suas avaliações mais calmas equilibram a impaciência de seu irmão. Mas independentemente de quem tenha começado, essa dupla incomum de gêmeos tem fornecido o ritmo para o Styx e seus projetos anteriores desde o início. É talvez a telepatia que une o baixo e a bateria do Styx na base musical sólida em que os outros membros do grupo confiam e a partir da qual constroem. Os garotos Panozzo cresceram logo na mesma rua de Dennis, mas os três não se conheceram até que a música lhes deu um terreno comum. Na verdade, é mais preciso chamar os Panozzo de "fundadores" do Styx, porque Dennis originalmente se juntou à banda de garagem deles. Chuck e John têm um orgulho intenso de suas contribuições criativas, tanto no estúdio quanto no palco. A abordagem deles em relação aos seus papéis musicais é uma das características pessoais que compartilham — os dois Panozzo dedicam HORAS INTERMINÁVEIS de prática. John encontra uma fuga do trabalho árduo da música produzindo filmes caseiros sobre o Styx. Chuck é confiante ao trabalho de coordenar a arte dos álbuns e é o árbitro final de bom gosto do Styx. Ambos consideram a produção de filmes como parte de seus planos de longo prazo e, em algum momento, farão uma tentativa séria de cronicar as aventuras do Styx.
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| ... e na capa interna da edição gatefold francesa |
JY
Se Dennis De Young é a fera que encontra libertação através do romantismo, então James Young (chamado de "J. Y." pela banda) é o romântico que se torna um monstro na performance. Fora dos palcos, J. Y. desempenha o papel de analista cuidadoso, um homem que adota uma abordagem minuciosa nos negócios da música e em suas idiossincrasias decorrentes. Seu pragmatismo é um trunfo inestimável para o Styx, servindo para equilibrar o temperamento explosivo dos outros hiperativos integrantes do Styx. Ele vem da Comunidade Roseland, que fica adjacente à área de Pullman de onde vêm De Young e os Irmãos Panozzo. Ele se juntou ao trio cerca de seis meses antes de gravarem pela primeira vez e foi o seu trabalho eletrizante na guitarra que originalmente chamou a atenção das gravadoras quando o Styx tocava no circuito de clubes de Chicago. Suas feições marcantes e sua altura de 1,88m o tornam uma figura imponente no palco. Lá, ele deixa de lado sua abordagem geralmente pragmática das coisas e se torna totalmente desinibido. J.Y. sempre foi o Rock 'n Roller do grupo, como mostram suas canções, mas sua presença de palco rosnante e provocadora e sua guitarra selvagem finalmente encontraram um contraponto no sensual lirismo sulista de Tommy Shaw.
Shaw
Caramba, Tommy Shaw. Boas-vindas ao mais novo integrante do Styx, que expandiu o elenco totalmente de Chicago do grupo ao se juntar a eles após a conclusão do álbum anterior, Equinox. Tommy é nativo do interior do Alabama. Sua presença foi sentida imediatamente pelo Styx quando ele saiu em turnê com eles apenas alguns dias após o primeiro ensaio. Tom estava bem preparado para isso, no entanto, tendo dedicado 18 de seus 23 anos à guitarra, trabalhando continuamente, esperando pacientemente por sua oportunidade. Seu impacto foi aparente no palco imediatamente, adicionando uma dimensão revigorante à performance ao vivo do Styx. Ele é um forte comunicador no palco, apesar de suas proporções físicas miúdas, que contrastam com a altura imponente de J. Y. Seu desejo de vencer é algo compartilhado com o resto da banda, e seu talento será um trunfo inestimável para o Styx. De qualquer forma, seus companheiros consideram sua adição ao grupo como a melhor coisa que aconteceu desde que J. Y. se juntou ao grupo 5 anos atrás. Durante seus anos em bandas de circuito de clubes que trabalhavam duro, mais notavelmente a M. S. Funk, Tommy acumulou uma grande quantidade de material. Ao verificar os créditos deste álbum, você notará que ele não perdeu tempo em dar sua contribuição à música do Styx. O grupo demonstrou sua fé no recém-chegado ao dar ao álbum o título de uma música totalmente escrita e cantada por Tommy. As contribuições de Tommy — tanto no estúdio quanto no palco — garantirão um crescimento contínuo para o Styx, fornecendo outro estilo musical e uma abordagem diferente da vida. Seu dinamismo impulsionará o grupo ainda mais em direção à perfeição musical e ao estilo mais individual que eles sempre buscaram.
Com estas credencias, o Styx entrava em uma nova fase. Crystal Ball não teve uma recepção muito boa de início, alcançando apenas a posição 66 na Billboard, a mais baixa de um lançamento do Styx pela A&M. Mas também, o que veio na sequência foram absurdos de vendas. Porém, com o passar dos tempos, Crystal Ball subiu nas vendas, alcançando ouro no Canadá (50 mil cópias) e Estados Unidos (500 mil cópias). A partir daqui, o Styx só iria crescer nos Estados Unidos. The Grand Illusion (1977, 6 milhões de cópias no mundo, sendo 3 milhões apenas nos EUA), Pieces of Eight (1978, 5 milhões em escala mundial, sendo 3 milhões nos Estados Unidos), Cornerstone (1979, 4 milhões em nivel mundial, com metade disso somente nos Estados Unidos) e Paradise Theater (1981, único primeiro lugar nos Estados Unidos, vendendo quase 4 milhões de cópias) colocaram a banda no topo das paradas e vendas, fazendo-a uma das maiores de sua geração. Encerro então as duas homenagens aos álbuns aniversariantes do Styx dizendo simplesmente: ouça!
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| Contra-capa do vinil |
Track listing
1. Put Me On
2. Mademoiselle
3. Jennifer
4. Crystal Ball
5. Shooz
6. This Old Man
7. Clair de Lune / Ballerina



























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