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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Podcast Grandes Nomes do Rock #21: Alice Cooper


Por Mairon Machado (Publicado originalmente no blog Consultoria do Rock)


O Podcast Grandes Nomes do Rock dessa semana homenageia uma verdadeira lenda viva do rock'n'roll, Alice Cooper. Esse artista foi um dos primeiros a usar da teatralidade em seus shows para chamar a atenção dos fãs e também da imprensa, tendo no palco, bizarrices como guilhotinas, forcas, cadeira elétricas, bonecos, sangue e muitos outros apetrechos. Fazendo um hard rock de primeira categoria ao lado do grupo Alice Cooper, e depois em uma carreira solo com muitos altos e baixos, Alice Cooper permanece até os dias de hoje como um dos mais ousados artistas já surgidos na música americana, principalmente pela sua capacidade de criação musical e também conceitual, com personagens diversos sendo empregados para ilustrar as histórias de seus álbuns.

Em uma hora e meia de programa, passaremos por sua carreira que compreende quase cinco décadas de muito som, com canções ao lado da Alice Cooper Band, canções de sua fase solo, versões originais para canções que Alice gravou em sua carreira, covers de grandes nomes do rock para canções de Alice Cooper e participações do artista ao lado de outros grandes nomes do rock.




Vincent Damon Furnier nasceu em 04 de fevereiro de 1948 em Detroit, Michigan, Seu pai, Ether Monori Furnier era pastor da Igreja de Cristo, uma ramificação da Igreja dos Santos do Último Dia, onde o jovem Vincent cresceu ativamente aprendendo os ensinos religiosos até a idade de 12 anos, vivendo em diversas cidades durante a infância, mas estabelecendo-se principalmente a própria Detroit.


No feriado de 04 de julho de 1961, Vincent começou sentiu-se mal, sendo levado às pressas para o hospital onde foi constatada uma grave infecção. Vincent acabou sendo internado e ficando cada vez mais doente, perdendo muito peso, até que um belo dia, um milagre aconteceu, e depois de um ano, Vincent conseguiu se reabilitar. Esse período no hospital foi fundamental para a formação cultural de Vincent, já que nele ele viveu muitas das experiências que colocaria em suas canções.



Em 62, Vincent ingressou na Cortez High School, onde passou a trabalhar no jornal da escola e também a divulgar um show de talentos. Porém, o principal mérito do jovem Vincent era o atletismo, onde ele inclusive conseguiu bater o recorde da maratona de 26 milhas de Phoenix.

Uma das primeiras apresentações de Alice Cooper
Em 64, Vincent formou sua primeira banda, ao lado de colegas da escola que não sabiam tocar instrumentos. Os The Earwigs fizeram um grande sucesso em sua primeira apresentação, onde vestidos como Beatles, acabaram interpretando diversas canções dos Fab Four através de um sistema de dublagem que agradou ao pessoal que os assistiu os garotos durante o show de talentos, tanto que o grupo foi eleito os melhores. Este foi o primeiro passo para o futuro Alice se tornar um rei da música teatral.


Os Earwigs eram formados por Vincent (vocais, guitarras), Glen Buxton (guitarra), John Tatum (guitarra), Dennis Dunaway (baixo) e John Speer (bateria), e vendo que podiam alcançar sucesso com a música, decidem largar as dublagens e dedicar a aprender seus instrumentos, batizando agora o grupo de The Spiders, cuja inspiração maior se dava na Invasão Britânica de grupos como Yardbirds, Kinks, The Who, e claro, Beatles e Rolling Stones.


Apresentação dos Spiders (Vincent no vocal)
Os Spiders passaram a tocar frequentemente na região de Phoenix (cidade onde Vincent viveu sua adolescência), e em 65, registraram seu primeiro single, "Why Don't You Love Me" / "Hitch Hike", onde Vincent é o responsável por tocar harmônica. Já em 1966, Michael Bruce substituiu Tatum, e o grupo atingiu o primeiro lugar nas rádios de Phoenix com a canção "Don't Blow Your Mind", do segundo single do grupo, cujo lado B é a faixa "No Price Tag".


The Nazz
O sucesso do novo single fez com que os Spiders conseguissem fazer shows em lugares longe de Phoenix, inclusive com uma pequena temporada em Los Angeles. Lá, rebatizaram-se como The Nazz, e lançaram mais um single, "Wonder Who's Lovin' Her Now" / "Lay Down and Die, Goodbye". É nesta época que Speer acaba sendo substituído por Neal Smith, e no final do ano, o grupo muda-se de vez para Los Angeles.


Logo no início de 68, descobrem que outro grupo com o nome The Nazz já existia (esse, liderado por Todd Rundgren). Como acreditavam que o grupo precisava de algo que chamasse realmente a atenção para poder fazer sucesso, o nome adotado foi Alice Cooper, mesmo nome que Vincent passou a usar artisticamente, nascendo então uma das maiores lendas do rock mundial.

A primeira performance do Alice Cooper foi surpreendente, com todos vestidos de mulheres e com Vincent (ou melhor, Alice) fazendo o papel de uma assassina. Obviamente, a performance do grupo chamou a atenção de todo, e cada vez mais o quinteto começou a se especializar nas atrações de palco. Com exceção de Smith, que havia se formado na Camelback High School, todos os demais membros do grupo (apenas relembrando, Alice Cooper, Glen Buxton, Michael Bruce e Dennis Dunaway) eram formados na Cortez High School. Ainda, Cooper, Buxton e Dunaway havia estudado arte, onde desenvolveram gosto particular pelo trabalho surrealista de Salvador Dali, o que inspiraria posteriormente as performances de palco.

Depois de um show não bem sucedido no Cheetah Club em Venice, Califórnia, conseguem, através do empresário Shep Gordon, uma audição com Frank Zappa, que procurava músicos bizarros para assinar com o seu selo, o Straight Records. Esse é um fato curioso e engraçado na carreira de Alice Cooper. Zappa marcou o horário da apresentação das músicas para sete horas. O grupo entendeu como sendo realmente sete da manhã, e não sete da noite. Então, as sete horas da manhã, Zappa foi acordado por um rock psicodélico que acabou impressionando-o e muito, levando a Alice Cooper assinar com o Straight e se tornando a principal banda de divulgação ao lado das GTOs. 

No ano de 1969, era lançado o primeiro álbum de Alice Cooper, Pretties for You, produzido por Frank Zappa e que ficou famoso mais pelo visual do grupo do que pelas suas composições tipicamente psicodélicas. O grupo partiu para uma série de shows, sendo o do dia 13 de setembro de 1969, no Canada Varsity Stadium em Ontario, que ocorreu um dos mais famosos escândalos da carreira do grupo. Neste show, por acidente, Alice acabou matando uma galinha em pleno palco, e como o fato chamou a atenção da imprensa, o grupo decidiu investir nas bizarrices par provocar e chamar mais atenção, criando um novo subgênero no rock, o Shock Rock.

Esse famoso incidente com a galinha ocorreu no Toronto Rock and Roll Revival, em setembro de 1969. Uma galinha apareceu no palco do nada, durante a performance do grupo. Alice pensou que, por a galinha ter asas, ela poderia voar. Então, ele pegou a galinha e acabou jogando-a ao público, na expectativa de que a galinha voasse. Porém, a galinha acabou pousando exatamente na primeira fila, que acabaram fazendo pedaços da pobre ave.


Alice Cooper Group (1973)
Você pode conferir que Alice apenas joga a galinha viva e nada mais par ao público aos 11 minutos e 40 segundos dessa insana e esquizofrênica apresentação do grupo. No dia seguinte, o incidente era capa dos jornais com a manchete "Alice arranca a mordidas cabeça de galinha e bebe seu sangue no palco". Prontamente, Zappa ligou para Alice perguntando se aquilo realmente tinha acontecido. Como Alice percebeu o sucesso que estava ocorrendo, ele não disse nem que sim e nem que não, dando origem a mais uma lenda em torno de seu nome.

No ano de 1970, chegou as lojas Easy Action, agora produzido por David Briggs, seguido de mais uma bem sucedida turnê. No início do ano seguinte, as coisas finalmente começam a acontecer para o Alice Cooper, já que conquistam seu primeiro hit com a faixa "I'm Eighteen", que foi lançada no excelente Love it to Death, o qual marca o início dos trabalhos do grupo com o produtor Bob Ezrin. E na turnê de Love it to Death que fica marcado o aparecimento de muitos dos efeitos visuais apresentados a partir de então nos shows do grupo, como a cadeira elétrica (posteriormente substituída pela forca na turnê do álbum seguinte, e pela guilhotina anos depois), a cobra kachina, a enfermeira gostosona (interpretada pela irmã de Neal Smith, Cindy Smith) e a camisa de força.


Depois da turnê, ainda em 71, lançam um dos melhores discos do hard setentista, Killer, marcando a estreia do grupo com a Warner Bros. e com destaque para as canções "Halo of Flies", "Desperado" e "Under My Wheels". Na turnê de Killer, o grupo abandona suas vestes femininas e passa a usar um visual mais mórbido e depressivo, o que tornava os shows cada vez mais horripilantes, e com o álbum, o Alice Cooper conquistou seu primeiro disco de ouro. 


A capa original de School's Out, contando com a calcinha embrulhando o vinil


O sucesso de Killer não parou, e no ano seguinte, outro grande álbum foi lançado pelo grupo. School's Out emplacou a faixa-título, que se tornou um hino para os adolescentes não somente pela sua poderosa qualidade sonora mas também pela sua temática contra as regras das escolas. A capa deste LP é uma das mais bem elaboradas (em sua versão original), sendo em formato de uma antiga carteira escolar que você abria e se deparava com uma foto com diversos aparatos guardados por um garoto em sua carteira. Além disso, o vinil vinha envolto a uma calcinha de papel, cobiçadíssima pelos colecionadores nos dias de hoje. 


A nota de um bilhão de dólares
O sucesso não parava, e depois de mais uma bem sucedida turnê, o grupo lançou Billion Dollar Babies em março de 1973, outro disco que pode ser rotulado como um dos melhores da carreira do grupo, destacando a faixa-título, a cover para "Hello Hooray", "Elected" e a clássica "No More, Mr. Nice Guy". No encarte, uma gigantesca nota de um bilhão de dólares era dada aos fãs. A turnê deste álbum, que pode ser conferida no DVD Good to See You Again, é considerada pelos historiadores de Alice como sendo a mais bem produzida de todas, e é nela que Alice usa pela primeira vez suas botas de Leopardo.


A capa original de Muscle of Love, em formato de caixa



O último álbum com o Alice Cooper foi Muscle of Love, lançado em novembro de 73 em mais uma embalagem produzida, em formato de caixote de cargas, e que foi o primeiro a não contar com a produção de Bob Ezrin. A turnê de Muscle of Love foi especial, principalmente pelos brasileiros, que puderam conferir a parafernália dos palcos do grupo com as apresentações no Pavilhão de Exposições do Anhembi (São Paulo) e também no Maracanãzinho (Rio de Janeiro). Estes foram os últimos shows como Alice Cooper Group, com Alice seguindo então carreira solo e Bruce, dunaway e Smith formando o Billion Dollar Babies, que lançou apenas um álbum, Battle Axe (1977). O Alice Cooper Group acabou em meio ao lançamento da coletânea Greatest Hits (1974).


A única formação do Alice Cooper: Glen Buxton, Vincent Furnier (Alice Cooper), Michael Bruce, Dennis Dunaway e Neal Smith


Em fevereiro de 1975, Alice lança seu primeiro álbum solo, Welcome to My Nightmare, destacando a canção "Only Women Bleed" e seguida de uma turnê nos mesmos moldes dos shows do Alice Cooper Group, porém com mais apetrechos, como esqueletos dançantes, aranhas e ciclopes gigantes, cemitérios e diversas narrações entre as canções, que podem ser conferidas no DVD Welcome to My Nightmare. Além disso, esse LP marca o retorno de Alice com Bob Ezrin.
Jornal brasileiro comentando sobre o show de Alice


Em julho de 76, e também com a produção de Bob Ezrin, Alice Cooper Goes to Hell mantém a sequência de bons álbuns. Lace and Whiskey (1977), foi lançado poucos meses antes de Alice internar-se para resolver seu vício com o alcoolismo. Enquanto estava na clínica, Alice participou do filme Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, ao lado de Bee Gees e Peter Frampton, interpretando o papel de Father Sun, e viu chegar as lojas seu primeiro álbum ao vivo, The Alice Cooper Show


Alice saiu do internato e seguiu a tour de Lace and Whiskey, participando do filme Sextette e fazendo uma clássica apresentação no programa The Muppet Show, interpretando "You And Me" ao lado de Miss Piggy e mas duas canções ("School's Out" e "Welcome to My Nightmare"). Em dezembro de 78, From the Inside tornava-se o primeiro álbum de Alice sóbrio, narrando histórias de um hospício onde ocorre fatos vividos realmente por Alice e outros apenas imaginários.

Depois da turnê desse álbum, Flush the Fashion apresenta Alice aos anos 80, com o músico tendo um visual bem diferente. Special Forces (1981) segue o estilo de seu antecessor, e traz uma regravação para "Generation Landslide" (originalmente do álbum Billion Dolar Babies). Em 82, Zipper Catches Skin foi o primeiro álbum do músico a não contar com uma turnê de divulgação.


DaDa, lançado em 1983, mostrava a dificuldade de Alice voltar a emplacar sucessos, sendo um fracasso comercial. Então, o cantor decide se afastar da música por algum tempo, voltando-se mais para sua carreira cinematográfica. Três anos depois, lançou Constrictor, que traz composições mais parecidas com o auge dos anos 70. 


A re-descoberta de boas composições por Alice é ampliada em Raise Your Fist and Yell, lançado em 1987, onde "Prince of Darkness" é o maior destaque. Alice voltou aos palcos e seu nome novamente aparecia na mídia. Depois de mais de um ano fazendo shows, em 89 lança Trash, álbum que contém seu maior hit, a canção "Poison", além das coletâneas Prince of Darkness e The Beast of Alice Cooper.


Alice no cinema, intepretando o pai de Freddie Krueger
Hey Stoopid é lançado em julho de 91, mesmo ano que Alice participa do filme Freddy's Dead: The Final Nightmare, interpretando o pai do famoso personagem Freddy Krueger. Depois de mais um hiato de três anos, The Last Temptation é lançado em 1994, com Alice bastante influenciado pela sonoridade grunge. A versão original deste álbum contém um gibi, que hoje é muito cobiçado pelos colecionadores.


Em 95, Alice volta ao Brasil durante a turnê de The Last Temptation, a qual foi registrada no ao vivo A Fistful of Alice, lançado em 1997, ano que marcou a trágica morte do guitarrista Glen Buxton. No enterro de Buxton, o Alice Cooper Group voltou a reunir, fazendo uma pequena apresentação em homenagem ao seu antigo colega de seis cordas.

Alice Cooper, lenda viva do rock



A caixa The Life and Crimes of Alice Cooper, repleta de raridades é lançada em 1999, e depois de quase seis anos, Alice lançou Brutal Planet (2000), um álbum pesadíssimo, que fez Alice voltar ao bom número de vendas. Da turnê desse álbum, foi registrado o DVD Brutally Live, e ainda em 2000, Alice participa do projeto British Rock Symphony, interpretando as canções "Star Me Up" e "5:15". A turnê desse projeto trouxe Alice novamente ao Brasil, para apresentações em São Palo, Porto Alegre, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.


Em 2001 lançou a sequência de Brutal Planet, intitulada Dragontown, e em 2003, o aclamado The Eyes of Alice Cooper, destacando a canção "I'm So Angry". Dois anos se passaram e Dirty Diamonds chegou as lojas em 2005, seguido dos ao vivo Live at Cabo Wabo '96 e Live at Montreux 2005, esse último lançado em 2006. Outro hiato e em 2008, Alice lançou seu último álbum de estúdio até o momento, Along Came A Spider

A deliciosa caixa Old School

Depois de mais um ao vivo, Theatre of Death: Live at Hammersmith 2009 (2010), e do lindo caixa Old School, trazendo raridades entre 1964 e 1974 em uma caixa repleta de mimos para os fãs,com 4 CDs, um DVD, um LP com uma rara apresentação da turnê de Killer, um compacto-réplica do único single do The Nazz, um livro-calendário e ainda diversos outros apetrechos, Alice colocou novamente sua parafernália na estrada, e atualmente, está de passagem mais uma vez pelo Brasil, apresentando-se em Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo com a turnê No More Mr. Nice Guy, somente com clássicos de sua carreira.


Álbuns com Alice Cooper Group
Álbuns da carreira solo

Track list Podcast # 20 : Paul McCartney

Bloco 01
Abertura: "Kreen-akrone" [do álbum McCartney - 1970]
"Honey Don't" [do álbum For Sale - 1964 (The Beatles)]
"She's Leaving Home" [do álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band - 1967 (The Beatles)]
"Revolution # 9" [do álbum The Beatles - 1968 (The Beatles)]
"Something" [do álbum Abbey Road - 1969 (The Beatles)]

Bloco 02
Abertura: "Secret Friend" [do álbum McCartney II - 1980]
"The Back Seat of My Car" [do álbum Ram - 1971]
"The Girl is Mine" [do álbum Thriller - 1983 (com Michael Jackson)]
"Ebony and Ivory" [do álbum Tug of War - 1982 (com Stevie Wonder)]
"Twenty-Five Fingers" [do bootleg The Studio Collaboration - 1992 (com Elvis Costello)]
"Why So Blue" [do álbum Memory Almost Full - 2006]

Bloco 03
Abertura: "Somebody Who Cares" [do álbum Tug of War - 1982]
"Band on the Run" [do álbum Band on the Run - 1973 (Wings)]
"Medicine Jar" [do álbum Venus and Mars - 1975 (Wings)]
"Nineteen Hundred and Eighty Five [do bootleg Fall '74 EMI, Abbey Road Studio - 1974 (Wings)]
"Rockestra Theme" [do bootleg Last Flight - 1979 (Wings)]

Bloco 04
Abertura: "Talk Now Talk"
"Exposition / We Can Work it Out" [do álbum The Book of Taliesyn - 1968 (Deep Purple)]
"Eleanor Rigby" [do álbum Last Tango - 1975 (Esperanto)]
"Yesterday" [da apresentação no programa Fantástico - 1972 (Elis Regina)]
"Maybe I'm Amazed" [do álbum Long Player - 1971 (Faces)]
"My Love" [do álbum The Way of Love: The Cher Collection - 2000
            (Cher)]

Encerramento: "Hope of Deliverance" [do álbum Off the Ground - 1993]


segunda-feira, 16 de maio de 2011

Podcast Grandes Nomes do Rock #19: Singing the Black



Por Mairon Machado (Publicado originalmente no blog Consultoria do Rock)

O Podcast Grandes Nomes do Rock dessa semana é especial, trazendo diversos artistas e grupos interpretando canções que possuem a palavra "black" em seu título. Em duas horas de programa, passeamos por rock progressivo, blues, jazz, black metal, heavy metal e rock 'n' roll, sempre com raridades e novidades para você, leitor da Consultoria do Rock.





Homenagem à última canção desse podcast
Track list Podcast #18: Robert Johnson

Bloco 01
Abertura: "Terraplane Blues" [do álbum The Complete Recordings - 1990]
"I Believe I'll Dust My Broom" [do álbum The Complete Recordings - 1990]
"Last Fair Deal Gone Down" [do álbum The Complete Recordings - 1990]
"If I had Possession Over Judgment Day" [do álbum The Complete Recordings - 1990]
"Milkcow's Calf Blues" [do álbum The Complete Recordings - 1990]

Bloco 02
Abertura: "Drunked Hearted Man" [do álbum The Complete Recordings - 1990]
"Love in Vain" [ do álbum Stripped - 1995 (Rolling Stones)]
"Crossroads" [ do álbum Feedback - 2004 (Rush)]
"Ramblin on My Mind" [do álbum Blues Breakers with Eric Clapton - 1966 (John Mayall)]
"Travelling Riverside Blues" [do álbum BBC Sessions - 1997 (Led Zeppelin)]
"Sweet Home Chicago" [ do álbum The Swedish Collection - 2002 (Status Quo)]

Bloco 03
Abertura: "Stones in My Pasway" [do álbum The Complete Recordings - 1990]
"32-20 Blues" [ do álbum Live ... With a Little Help from Our Friends - 1999 (Gov't Mule)]
"Walkin' Blues" [do bootleg Oakland, 1990/12/28 - 1990 (Grateful Dead)]
"Hellhound on My Trail" [ do bootleg Blackfoot Live & Rarities - 1994 (Ken Hensley)]
"When You gotta a Good Friend" [ do bootleg Across the Royal Caribbean's Liberty - 1988 (Johnny Winter)]

Bloco 04
Abertura: "They're Red Hot" [do álbum The Complete Recordings - 1990]
"Malted Milk" [do álbum The Complete Recordings - 1990]
"Me & The Devil Blues" [do álbum The Complete Recordings - 1990]
"Preaching Blues" [do álbum The Complete Recordings - 1990]
"Dead Shrimp Bles" [do álbum The Complete Recordings - 1990]

Encerramento: "Honeymoon Blues" [do álbum The Complete Recordings - 1990]


segunda-feira, 18 de abril de 2011

Podcast Grandes Nomes do Rock #15: Motorhead


Por Mairon Machado (Publicado originalmente no blog Consultoria do Rock)

Encerrando nossa homenagem aos grandes nomes do rock internacional que estão em turnê pelo Brasil, nesta semana o Podcast da Consultoria do Rock apresenta a você, leitor do blog, um programa dedicado ao grupo britânico Motörhead, contando com clássicos da carreira do grupo, versões para canções que o grupo gravou, porém interpretadas pelos artistas que as compuseram, covers para clássicos do grupo e também um bloco de bandas relacionadas à história do grupo.




O Motörhead é uma das bandas mais influentes do heavy metal e do hard rock. Sua origem se deu no ano de 1975, quando o baixista do grupo Hawkwind, Ian Fraser "Lemmy" Kilmister, foi preso durante a excursão canadense do grupo por porte de cocaína. Esse fato não pegou bem entre os demais membros do Hawkwind, e Lemmy acabou sendo despedido do grupo.

Sozinho, ele criou uma nova banda, a qual foi batizada de Bastard. Mas, através do empresário Douglas Smith, foi convencido de que um grupo com aquele nome jamais faria sucesso ou apresentaria-se, por exemplo, no famoso programa Top of the Tops. Então, Lemmy modificou o nome da banda, batizando-a com a última composição feita por ele para o Hawkwind: Motörhead.

Larry Wallis, Lucas Fox e Lemmy Kilmister


Em 1976, Lemmy conseguiu fechar a primeira formação do Motörhead, com Larry Wallis na guitarra e Lucas Fox na bateria, e fizeram o primeiro show no dia 20 de julho do mesmo ano. Até 19 de outubro, o grupo fez dez apresentações que chamaram a atenção do grupo Blue Öyster Cult, que contratou o trio para ser banda de abertura nos shows que o BÖC faria no Hammersmith Odeon.

Destes shows, surgiu um contrato com a United Artists, e o grupo foi para os estúdios da Rockfield a fim de gravar seu primeiro álbum. Porém, durante as gravações, Fox foi substituído por Phil "Philty Animal" Taylor. Terminado o processo de gravação, a United Artists rejeitou o resultado final, recusando então o lançamento do LP.

Isso frustrou Lemmy, que decidiu incorporar mais um guitarrista ao grupo. O escolhido foi "Fast" Eddie Clarke. No entanto, Wallis estava excursionando também com o grupo Pink Fairies, e recebeu o famoso ultimato: "ou eles, ou nós!". Wallis escolheu seguir com o Pink Fairies, e assim, nasceu a principal formação do Motörhead, com Lemmy, Eddie e Animal.

Formação clássica do Motörhead: Ian "Lemmy" Kilmister, Phil "Animal" Taylor e "Fast" Eddie Clarke



Em dezembro de 1976, gravaram seu primeiro single, pela gravadora Stiff Records. "Leaving Here" estava para ser lançado, mas a United Artists novamente interferiu, alegando que o grupo ainda estava sob contrato com a gravadora. Apesar disso, através de um acordo, o single saiu, e o Motörhead recebeu a "honrosa" classificação da revista NME de "Melhor Pior Banda do Mundo".

Em abril de 1977, o trio pensou em desistir de seguir carreira, fazendo assim um show no Marquee Club de Londres. Para isso, Lemmy contatou seu amigo Ted Carroll, e perguntou se seria possível levar um estúdio móvel pertencente à Chiswick Records (onde Ted trabalhava) para gravar o show. Ted não podia levar o tal estúdio para o show, mas em troca, ofereceu dois dias no Escape Studios, tendo a produção de Speedy Keen, para a gravação de mais um single.

O trio agarrou a chance, e ao invés de gravar apenas uma canção, registrou logo 11 faixas. Entusiasmado com a produção de Lemmy e cia., Ted deu mais alguns dias, agora no Olympic Studios, que permitiriam a conclusão das canções, assim como a adição de solos e vocais. De lá, saíram com mais duas composições, e assim, completaram as 13 faixas pertencentes ao primeiro LP do grupo.

Clarke, Lemmy e Taylor


Em junho de 1977, através da Chiswick Records, saiu o single "Motörhead", seguido pelo álbum de mesmo nome, que alcançou a posição 43 nas paradas britânicas durante a primeira semana de lançamento. No mesmo mês, excursionaram abrindo para o Hawkwind, e no mês seguinte, abriram a turnê "Beyond the Threshold of Pain", ao lado do The Count Bishops.

O grupo mudou de empresário em 1978, voltando a trabalhar com Douglas Smith, que conseguiu um contrato com a Bronze Records, pela qual saiu o single "Louie Louie" (número 68 nas paradas britânicas). O sonho de Lemmy realizou-se em outubro daquele ano, já que o trio apresentou-se no programa de rádio "John Peel in Session", da BBC, e, posteriormente, no programa de TV "Top of the Pops", onde apresentaram uma nova canção, "Overkill". Ao mesmo tempo, a Chiswick Records lançou, junto à EMI, uma raríssima versão em vinil branco de Motörhead.

O trio que atingiu o maior número de décibeis em um show de rock!


Os shows do Motörhead chamavam a atenção tanto dos apreciadores do punk quanto do heavy metal, principalmente pelo alto nível de decibéis que o grupo atingia, superando o The Who no quesito "a banda mais barulhenta do mundo". O nome da banda cresceu junto ao single para "Louie Louie", levando-os a expandir o contrato com a Bronze Records, que financiaria o segundo álbum do grupo. 

Gravado no Roundhouse Studios, com produção de Jimmy Miller, Overkill foi lançado em 24 de março de 1979, logo após o lançamento do single da canção de mesmo nome, e tornou-se o primeiro de muitos álbuns de sucesso do grupo, chegando na posição 24. O sucesso do Motörhead refletiu-se na quantidade de shows que o grupo começara a fazer, através da "Overkill UK Tour", que teve como destaque a apresentação do grupo no Reading Festival daquele ano. Em junho, mais um single foi lançado, agora com "Overkill" e "No Class" no lado A, além da inédita "Like a Nightmare" no lado B.

Entusiasmados com o sucesso de Overkill, trancaram-se novamente nos estúdios, registrando Bomber, que foi lançado em 27 de outubro de 1979 e atingiu a décima segunda posição, com o single de mesmo nome, lançado em 1º de dezembro, chegando na posição de número 34. A "The Bomber Europe Tour" mostrou a grandiosidade do Motörhead, contando com o Saxon como banda de abertura e com uma gigantesca aeronave com canhões de luz que iluminavam o palco e o público.

A aeronave do palco de Bomber

Durante o período da "Bomber Tour", a United Artists acabou vendo que estava perdendo dinheiro. Assim, finalmente lançou o material gravado em 1975 e 1976, no álbum On Parole. Enquanto isso, a Bronze Records lançou a primeira coletânea do grupo em 8 de maio de 1980, batizada The Golden Years, que chegou na oitava posição. Em agosto, o Motörhead participou, ao lado do Girlschool, de uma apresentação no Nottingham Theatre Royal, que foi registrada para o programa Rockstage, apresentado em abril do ano seguinte.

Formação clássica na época de Ace of Spades: Lemmy, Phil e Eddie


Agosto e setembro foi reservado para o período de gravação do quinto álbum do grupo. Dentro do Jackson's Studios, com o produtor Vic Maile, registraram aquele que é considerado um dos melhores LPs do heavy metal, Ace of Spades, lançado em 8 de novembro de 1980. A faixa-título tornou-se um clássico entoado em praticamente todos os shows do grupo a partir de então, e o álbum chegou à quarta posição das paradas, rendendo um disco de ouro ao grupo, fato que culminou com o lançamento em edição limitada de uma versão de Ace of Spades em vinil dourado.

A "Ace Up Your Sleeve Tour" contou com Girlschool e Vardis como bandas de abertura. Todo mundo queria ganhar algum em cima do sucesso do Motörhead, então a gravadora Big Beat, que havia comprado o catálogo da Chiswick Records, lançou o single de "Beer Drinkers and Hell Raisers", que havia sobrado do primeiro álbum do grupo, e que alcançou a posição de número 43.

Em 1981, lançaram o EP St. Valentine's Day Massacre, tendo a colaboração do Girlschool, bem como um single com uma versão ao vivo para "Motörhead". Entre abril e julho, o grupo excursionou abrindo para Ozzy Osbourne, e em outubro, participaram do programa de rádio da BBC "Maida Vale". Mas o maior sucesso daquele ano foi o lançamento do LP ao vivo No Sleep 'Til Hammersmith, que mostrava toda a potência sonora do trio Lemmy, Eddie e Phil. Considerado um dos melhores registros ao vivo do heavy metal, esse álbum foi o primeiro do grupo a chegar no topo das paradas britânicas, e é tido até hoje como o disco definitivo quando se fala em conhecer a obra do grupo ao vivo.


Depois de um breve hiato de dois anos sem lançar um LP, em 1982 o trio decidiu se auto-produzir. Partiram para o Morgan Studios, onde registraram Iron Fist, outro grande sucesso de vendas, chegando ao número seis nas paradas. Mais uma bem sucedida turnê pelo Reino Unido ocorreu entre 17 de março e 12 de abril. Também se apresentaram pela primeira vez como headliners nos Estados Unidos, em maio daquele ano. Foi no dia 14 de maio, após uma apresentação no New York Palladium, que Eddie decidiu sair do grupo. 

A saída de Eddie ocorreu devido a uma briga entre ele e Lemmy, que surgiu por causa da insistência do baixista na gravação do cover "Stand By Your Man", de Tammy Wynette, em colaboração com Wendy O. Williams e o grupo Plasmatics. O guitarrista ficou incomodado com aquilo, alegando que a canção fugia da tradição e dos princípios morais que ele enxergava para o Motörhead. Devido a isso, pediu o boné e foi fazer sucesso ao lado do baixista Pete Way (UFO) no grupo Fastway.

Phil, Brian Robertson e Lemmy
Lemmy e Phil saíram atrás de um novo guitarrista, e encontraram no Canadá o novo membro das seis cordas, Brian Robertson, ex-Thin Lizzy, que estava começando a preparar seu primeiro álbum solo. Com Robertson, completaram a turnê para Iron Fist pela América do Norte, e lançaram em 1983 Another Perfect Day. Em junho e julho se apresentatam pela primeira vez no Japão, excursionando pela Europa e pela América do Norte nos meses seguintes.

Würzel, Lemmy, Phil e Campbell


Contudo, Robertson não se adequava ao perfil que um membro do Motörhead exigia. Amigavelmente o guitarrista deixou a banda no dia 11 de novembro daquele ano. A busca por um novo guitarrista voltou, resultando na decisão de  Lemmy em retomar à formação com quatro membros, contratando os guitarristas Michael "Würzel" Burston e Phil Campbell. A estreia da nova formação se deu através de uma regravação de "Ace of Spades" para um episódio do personagem Bambi, que foi apresentado na série britânica "The Young Ones". Isso causou mais uma baixa, ocasionando a saída de Phil Taylor, que não tolerava a forma como Lemmy agia. Para seu lugar, entrou o baterista Pete Gill, ex-Saxon.

A Bronze tá metendo a mão na minha grana!
A Bronze Records decidiu lançar uma nova compilação,  trazendo quatro canções inéditas, ao mesmo tempo que a nova formação estreava com o single "Killed by Death", lançado em 1º de setembro de 1984. A coletânea No Remorse foi lançada 14 dias depois, transformando-se em disco de prata pelas vendas no Reino Unido. Os dois anos seguintes foram de confronto entre Bronze Records e Motörhead, parando nos tribunais, já que o grupo alegava uma promoção não ideal e desvio de dinheiro por parte dos empresários da gravadora.

A "Death on the Road Tour" levou o nome Motörhead a países novos, excursionando por Austrália, Nova Zelândia e Hungria. Em novembro e dezembro, passam pela América do Norte, tocando ao lado do Exciter e do Mercyful Fate. No final do ano, apresentaram-se em cinco datas na Alemanha.

Em abril de 1985, vestidos de terno e gravata, apresentaram-se ao vivo no Channel 4 Music ECT (Extra-Celestial Transmission). Celebrando dez anos de carreira, dois shows no Hammersmith Odeon foram realizados em junho. O segundo foi lançado no VHS The Birthday Party. A banda partiu então para uma turnê na Escandinávia, batizada de "It Never Gets Dark", além de mais datas pelos Estados Unidos e Canadá.

Würzel, Lemmy, Gill e Campbell


Com o processo contra a Bronze Records correndo e sem uma gravadora, o jeito era fazer shows. O grupo adentrou 1986 apresentando-se por Alemanha, Holanda, Dinamarca e Itália. Assinaram com uma nova gravadora, a GWR. Depois de mais de dois anos sem um lançamento oficial, em agosto foi lançado o álbum Orgasmatron, mesmo mês no qual o grupo foi uma das principais atrações do festival britânico Monsters of Rock.

Excursionaram com a "Orgasmatron Tour" pelo Reino Unido, tendo como banda de abertura o grupo Zodiac Mindwarp and the Love Reaction, além de passar por Estados Unidos, Canadá e Alemanha. Gill saiu do grupo em 1987, com Phil "Animal" Taylor voltando para a bateria. Com o novo time, lançaram Rock 'n' Roll, em 5 de setembro daquele ano, álbum que fez relativo sucesso.

Campell, Gill, Lemmy, Taylor
Em 2 de julho de 1988, apresentaram-se no Hämeenlinna Festival, na Finlândia, fato que foi registrado no segundo disco ao vivo do grupo, No Sleep at All, lançado em 15 de outubro do mesmo ano. Um single do álbum estava planejado para ser lançado, contando com "Traitor" no lado A. Mas a GWR preferiu lançar "Ace of Spades". Lemmy e cia. não permitiram o lançamento do single nas lojas, sendo vendido apenas durante a turnê e no fã-clube oficial. Começou assim mais uma briga entre o Motörhead e uma gravadora, agora a GWR.

Depois de quatro anos sem um álbum de estúdio, e encerrados os casos com a GWR e a Bronze Records, assinaram com a Epic/WTG, e dedicaram o ano de 1990 ao novo álbum. Um incidente envolvendo o produtor Ed Stasium e Lemmy acabou atrasando o lançamento do mesmo. Lemmy despediu o produtor, acusando-o de alterar a mixagem proposta, enquanto Stasium acusou Lemmy de estar tão drogado e alcoolizado que nem se lembrava do que havia feito.

Somente em fevereiro de 1991 saiu 1916, vigésimo quarto nas paradas britânicas, seguido das turnês "It Serves You Right" e "Lights Out Over Europe", passando posteriormente por Austrália, Nova Zelândia, Estados Unidos (ao lado de Judas Priest e Alice Cooper) e Alemanha, no que foi batizado de "Operation Rock 'n' Roll Tour". 

No dia 28 de março de 1992, Phil Taylor realizou seu último show com o Motörhead, no Irvine Meadows, Califórnia. Para o novo álbum, três bateristas diferentes foram utilizados: Taylor, que foi demitido por não conseguir aprender a linha de bateria que Lemmy queria para a canção "I Ain't No Nice Guy"; Tommy Aldridge, que gravou a maior parte do material; e Mikkey Dee, que gravou a canção "Hellraiser". March ör Die foi lançado em agosto de 1992, contando com participações especiais de Ozzy Osbourne e Slash (Guns N' Roses).

Lemmy, Würzel, Dee e Campbell


Dee permaneceu no posto, realizando sua primeira apresentação com o grupo em 30 de agosto, no Saratoga Performin Arts Center, seguindo em turnê ao lado de Ozzy Osbourne, Exodus e Skew Siskin. No dia 27 de setembro, apresentaram-se com o Guns N' Roses e o Metallica em Los Angeles. Em outubro, colocaram seus pés na América do Sul, com insanas apresentações no Brasil e na Argentina. Depois, foi a vez de desbravar novamente a Europa durante a "Bombers and Eagles Tour", ao lado do Saxon. 

Em 29 de novembro de 1993, depois de mais shows por Europa, Estados Unidos e América do Sul, lançaram Bastards, com o grupo seguindo em ação pela Europa, durante dezembro daquele ano, e, ao lado de Morbid Angel e Black Sabbath, apresentando-se nos Estados Unidos entre fevereiro e março de 1994, encerrando a primeira parte da turnê com uma sensacional apresentação em 14 de maio na cidade de Buenos Aires, abrindo para os Ramones diante de 50 mil fãs. A segunda parte ocorreu no decorrer do ano, com apresentações no Japão e na Europa.

Uma férias foram retiradas entre janeiro e março de 1995, com o grupo agendando mais datas para o mês de abril. Em junho, voltaram a excursionar com o Black Sabbath, além de passar pelos estúdios a fim de compor novo material. Durante os ensaios, Würzel mostrou-se insatisfeito com os caminhos para os quais Lemmy levava a banda. Assim, foi mais um a pedir as contas, logo após o lançamento de Sacrifice, em julho do mesmo ano. A partir de então, o Motörhead voltou a ser um trio, excursionando pela Europa, América do Sul e Estados Unidos. 

Em 1996, os shows mantiveram a longa maratona em cima dos palcos, destacando a turnê ao lado de Dio e Speedball, que ocorreu em outubro e dezembro. Neste período, lançaram Overnight Sensation, o primeiro álbum do grupo como trio depois de muitos anos. Treze datas na Alemanha encerraram o ano, mas não os shows, já que em 1997, Europa, Japão, Estados Unidos, América do Sul e Rússia puderam conferir a potência sonora do Motörhead, com destaque para a apresentação no London Astoria, contando com a participação especial de Todd Campbell e "Fast" Eddie Clarke, bem com a turnê americana ao lado do W.A.S.P., e com Lemmy comemorando as apresentações na Argentina e no Japão .

Ingresso para apresentação no Brixton Academy

Mais um álbum de estúdio foi lançado em março de 1998, Snake Bite Love, seguido do registro de um show na Alemanha para o terceiro ao vivo do grupo, Everything Louder than Everyone Else, lançado em março de 1999, seguido de mais uma turnê pelos Estados Unidos, e pelo álbum We Are Motörhead, lançado em maio de 2000, além de shows pela América do Sul e América do Norte. Em novembro, a "Monsters of the Millennium Tour" invadiu a Europa, com Motörhead, Dio, Manowar e Lion's Share, encerrando o ano com o lançamento da coletânea The Best Of, o aniversário de 25 anos do grupo sendo celebrado na Brixton Academy de Londres, tendo a participação de Brian May, Doro Pesch, Paul Inder, Whitfield Crane e Fast Eddie Clarke, sendo este show filmado e gravado para o DVD 25 & Alive Boneshaker e para o CD Live at Brixton Academy, e uma série de shows pela Europa Oriental.

O DVD The Best of Motörhead foi lançado em abril de 2002, trazendo performances do grupo nos anos 70 e 80. Depois de dois anos, mais um álbum de estúdio foi lançado, Hammered. Para manter a tradição, mais shows, primeiramente por Irlanda e todo o Reino Unido, e depois em festivais como o Graspop Metal Meeting (Bélgica), o Quart Festival (Noruega) e o Wacken Open Air, bem como shows pelos Estados Unidos e de cinco datas no Reino Unido ao lado do Anthrax e Psycho Squad, sendo a última série de shows ao lado do Hawkwind.

Lemmy e Dave Murray (Iron Maiden)


Em 2003, o grupo fez mais uma série de shows pelos Estados Unidos, sendo que, em três deles, Todd Youth substituiu Phil Campbell, que havia perdido a mãe no período. Depois, vieram os festivais de verão da Europa, seguido por mais uma turnê americana, dessa vez ao lado de Iron Maiden e Dio. No dia sete de outubro, a caixa Stone Deaf Forever! alegrou os fãs, apresentando cinco discos que cobriram a carreira do grupo entre 1975 e 2002. Durante outubro, shows pelo Reino Unido, Bélgica, Holanda e Espanha ampliaram o já extenso currículo de apresentações, encerrando o ano com datas na Suíça e Alemanha.

Que quié, rapá!!!


O próximo álbum do grupo foi Inferno, lançado em junho de 2004, após mais uma série de shows pela Europa, e que colocou o Motörhead nas paradas americanas depois de doze anos. O grupo excursionou com o Class of Zero pela Irlanda e teve o Sepultura abrindo os shows pela Europa, com destaque para a apresentação de 4 de dezembro na Alemanha, onde ambos interpretaram juntos a clássica "Orgasmatron". O show do dia sete, em Düsseldorf, foi lançado posteriormente como o DVD Stage Fright.

Phil Campbell


O grupo entrou 2005 conquistando o Grammy de "Melhor Performance Metal" pelo cover para "Whiplash" (Metallica), gravada no álbum Metallica Attack: The Ultimate Tribute (2004). De março a maio, excursionaram pelos Estados Unidos, e carregaram a "30th Anniversary Tour" pela Europa durante junho, julho e agosto. Em setembro, saiu a compilação de shows do grupo na BBC, intitulada BBC Live & In-Session. O ano encerrou-se com apresentações pela Europa, ao lado de Mondo Generator, In Flames e Girlschool, além de dois shows na Nova Zelândia e na Austrália, ao lado do Mötley Crüe.

O ano de 2006 começou com a parte americana da turnê, tendo uma pausa para a gravação de mais um álbum, Kiss of Death, que foi lançado em agosto do mesmo ano, encerrando a maratona de shows que começou com Inferno em 25 de novembro, com uma apresentação na Brixton Academy, e o grupo partindo para merecidas férias.

Em abril de 2007, retornaram à ativa para apresentações especiais pela América do Sul, em Caracas (25) e Rio de Janeiro (27), e participaram de poucos shows pela Europa, recuperando-se do excesso de apresentações dos últimos anos. Como presente para os fãs, No Sleetp 'Til Hammersmith foi relançado em uma caprichada versão com dois CDs, já no início de 2008, quando o grupo voltou para os estúdios para gravar o décimo nono álbum da banda, Motörizer, lançado em 26 de agosto, dois meses depois do grupo ter sido atração no Download Festival.

Motörhead 2008: Phil Campbell, Lemmy Kilmister e Mikkey Dee
A partir de então, voltaram de vez aos palcos, com destaque para a "Metal Masters Tour", ao lado de Judas Priest, Heaven & Hell e Testament, que ocorreu entre 6 e 31 de agosto. O ano encerrou-se com uma série de shows ao lado de Danko Jones, Saxon e Witchcraft. Aumentando o número de carimbos nos passaportes, apresentaram-se no Dubai Desert Rock Festival, nos Emirados Árabes Unidos, em 6 de março de 2009, e depois, fizeram uma turnê revival ao lado de Sweet Savage e The Damned.

The Wörld is Yours, lançado em 14 de dezembro de 2010, é o último lançamento do grupo, e é com esse álbum fresquinho que o Motörhead está chegando ao Brasil para uma série de shows, passando por São Paulo (16/04), Curitiba (17/04), Florianópolis (20/04) e Brasília (22/04), bem como a confirmação para o Rock in Rio deste ano. Excelentes oportunidades de ser ver uma das maiores bandas do rock ainda na ativa.

Discografia Oficial
Singles

Track list do Podcast # 14: U2

Bloco 01
Abertura: "Sunday Bloody Sunday" [do álbum War - 1983]
"I Will Follow" [do álbum Boy - 1980]
"Gloria" [do álbum October - 1981]
"New Year's Day" [do álbum War  - 1983]
"Bullets the Blue Sky" [do álbum The Joshua Tree - 1987]
"Helter Skelter" [do álbum Rattle and Hum - 1988]

Bloco 02
Abertura: "Pride (In the Name of Love)" [do álbum The Unforgettable Fire - 1984]
"MLK" [ do álbum Recently - 1987 (Joan Baez)]
"One" [ da apresentação no programa de TV AllStars - 2006 (Joe Cocker)]
"Bad" [ do bootleg An Intimate Evening with Dream Theater Shows - 1998 (Dream Theater)]
"Exit" [ do single Taking the Music Back - 2003 (Anthrax)]
"Where the Streets Have No Name (I Can't Take My Eyes Off You)" [ do single How Can You Expect to Be Taken Seriously - 1991 (Pet Shop Boys)]

Bloco 03
Abertura: "Mysterious Ways" [do álbum Achtung Baby - 1991]
"Dancing Queen" [ do álbum Arrival - 1976 (ABBA)]
"All Along the Watchtower" [do álbum John Wesley Harding - 1967 (Bob Dylan)]
"Hallelujah" [ ao álbum Various Positions - 1984 (Leonard Cohen)]
"Paint it Black" [ do álbum Aftermath - 1966 (Rolling Stones) - versão americana]

Bloco 04
Abertura: "Staring at the Sun" [do álbum Pop - 1997]
"Beat on the Brat" [do álbum We're a Happy Family; A Tribute to Ramones - 2003]
"Desire" [do álbum Rattle and Hum - 1988]
"Lemon" [do álbum Zooropa - 1993]
"Electrical Storm" [do álbum The Best of  1990 / 2000 - 2002]
"The Saints are Coming" [do single The Saints are Coming - 2006 (com Green Day)]

Encerramento: "Vertigo" [do álbum How to Dismantle an Atomic Bomb - 2004]
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