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quinta-feira, 4 de agosto de 2022

Tommy Bolin - The Ultimate Bolin [1989]




Na segunda metadade dos anos 80, surgiram no mercado os boxes de vinis e CDs com raridades de diversos artistas. Bob Dylan, Eric Clapton, Bruce Springsteen, entre outros, tiveram seus boxes lançados. Há algum tempo inclusive tratei aqui do box 20 Years of Jethro Tull, que traz diversas preciosidades do grupo comandado por Ian Anderson. Hoje, venho resgatar o excelente The Ultimate Bolin, um box de três vinis (ou dois CDs, ou dois K7s) que faz uma justa lembrança para este que é considerado por mim um dos maiores guitarristas da história.

Sem perder muito tempo contando quem foi Tommy Bolin (para isto deixo este texto que fiz quando dos 35 anos de sua morte, ainda jovem, com apenas 25 anos, e esta lista de Cinco Discos Para Conhecer o músico), basta lembrar que ele substitui nada mais nada menos que Joe Walsh na James Gang e Ritchie Blackmore no Deep Purple, isso com apenas 22 e 24 anos respectivamente. Além disso, o cara fez parte das trupês dos bateras Alphonse Mouzon e Billy Cobham, simplesmente dois dos maiores nomes do instrumento na história do jazz. Um cara que passeava do jazz ao rock, do blues ao country, com uma naturalidade única, e The Ultimate Bolin faz um excelente apanhado da breve mas gloriosa 9e repleta de excelentes composições) carreira do americano, que completaria 71 anos no último dia 01 de agosto.
Capa do encarte

Tratarei aqui da versão vinílica do box. O vinil 1 concentra-se na fase inicial da carreira de Bolin. O Lado A traz três canções juntos da Zephyr, bandaça da Califórnia que revelou o menino ao mundo, e DEVE ser conhecida por todos os que gostam de boa música. O destaque não é só para a participação de Bolin, mas também para as magistrais interpretações vocais de Candy Givens, principalmente na baladaça "Sail On" (do álbum Zephyr), que lembra bastante os modos da versão de "With A Little Helo From My Friends" de Joe Cocker, mas com uma virada Purpleana para matar a pau, principalmente por conta do órgão matador de John Faris, com Bolin se apresentando ao mundo em um solo jazzístico igualmente matador. Tem também "Cross The River" (de Zephyr), paulada hippie para ninguém botar defeito (e dê-lhe Candy gastando a voz) com outro grande solo de Bolin, saindo do hard para o jazz com muita naturalidade. Seu duelo com os vocais de Givens, enquanto uma flauta diabólica surge entre eles, é sensacional. É impressionante como ainda menino, com apenas 20, 21 anos, Bolin já solava como gente grande, e criava riffs / melodias memoráveis. Por fim, "See My People Come Together" (do álbum Going Back To Colorado) tem um tempero ácido muito bem vindo durante a audição, e mais uma vez, palmas para as vocalizações de Candy e para o solo de Bolin.

O Lado B apresenta mais uma canção da Zephyr, a sensacional "Showbizzy" (de Going Back To Colorado), com outra magistral interpretação de Candy, lembrando muito Janis Joplin, e então passamos para a James Gang, que como citado acima, é a banda onde Bolin teve a difícil tarefa de substituir o substituto de James Walsh. São três canções deste período fantástico: a linda "Alexis" (de Bang), com a voz delicada de Bolin derretendo calcinhas mundo à fora, os geniais efeitos na guitarra de "Standing In the Rain" (também de Bang) e "Spanish Lover (de Miami), outra que calcinhas (e até cuecas) irão derreter. É incrível como Bolin chegou chegando ao James Gang (ele logo de cara compôs 8 das 9 canções do álbum de estreia na banda, Bang), e essas três canções são muito representativas do poder de fogo que o cara exalava não só de sua guitarra, mas também de sua magnífica voz. 

O bebê Bolin no livreto de The Ultimate Bolin

O disco 2 traz as participações especiais de Bolin em álbuns de outros artistas, e também entra junto com ele em Come Taste the Band (único disco que Bolin gravou no Purple, registrado em 1975). Porém, o Lado C abre com uma pancada dos tempos da James Gang "Do It" (de Miami), na qual o magistral solo de encerramento de Bolin certamente está entre um dos melhores de sua carreira. O que o guri faz na guitarra aqui, despejando peso, velocidade e rifferama, é para poucos. A Pancadaria come solta na locomotiva sonora de "Quadrant 4", faixa mágica registrada no essencial Spectrum do batera Billy Cobham, com um show a parte de Cobham e do tecladista Jan Hammer (que time!) na introdução, e com Bolin apresentando todos os efeitos que vieram a consagrá-lo junto ao Deep Purple. O riffzão e a voz inconfundível de Buddy Caine nos apresentam o blueszaço "Train", de quando Bolin deu sua contribuição no maravilhoso álbum de estreia dos canadenses do Moxy (Moxy, 1975), fazendo um duelo com Caine de arrepiar. Encerra esse lado a embalada "Time To Move On", também do Moxy, para sacudir o esqueleto pela casa. Ouça o solo de Bolin aqui e entenda por que ele foi contratado para substituir Ritchie Blackmore.

O Lado D abre com a participação de Bolin no álbum Mind Transplant, do batera Alphounse Mouzon (1975). Aqui, ele faz a gente viajar na jazzística "Golden Rainbows", fazendo um belo dueto junto do baixista Henry Davis, e arrepiando em um solo veloz e carregado de efeitos, enquanto "Nitroglycerin" é uma faixa explosiva, com uma performance absurda de Mouzon. O Deep Purple de Come Taste the Band surge com os embalos de "Gettin' Tighter" e a dupla "This Time Around / Owed To 'G'", registrada na contra-capa apenas pelo segundo nome (e também indica que é David Coverdale nos vocais), mas que o vinil nos propicia a oportunidade de sermos encantados pela voz de Glenn Hughes em "This Time Around", e quando Bolin começa a solar, a casa cai. Nem preciso comentar muito, já que esta certamente é a canção mais emblemática da carreira de Bolin.


Encarte autografado por Glenn Hughes


O último disco encerra a passagem de Bolin pelo Purple, através de duas canções retiradas do álbum ao vivo Last Concert In Japan (1977), as quais são a sensacional versão de "You Keep On Moving", com o tecladista Jon Lord brilhando, e uma versão matadora para "Wild Dogs", onde novamente podemos comprovar o talento vocal de Bolin. Isso no Lado E, que ainda abre espaço para a carreira solo de Bolin, com "Dreamer" (de Teaser, 1975), balada belíssima levada pelo piano e o sintetizador de David Foster, com mais uma bela interpretação vocal de Bolin.

Já o Lado F é todo dedicado a carreira solo de Bolin, primeiro com a latinidade quase reggae de "People, People" (de Teaser), o boogiezão de "Teaser" (de Teaser), com Bolin brilhando ao slide, aquecendo corações na suave "Sweet Burgundy" (de Private Eyes, 1976) e experimentando com a New Wave em "Shake The Devil" (de Private Eyes). São faixas onde a guitarra de Bolin não é o principal, mas sim seu vocal, o qual aprecio muito. Encerra a caixinha uma faixa inédita, "Brother, Brother", totalmente acústica, com Bolin cantando acompanhado apenas de seu violão, de forma emocionante. 

Acompanha a caixa um livreto de páginas, trazendo a história do guitarrista, bem como depoimentos de Glenn Hughes, Nikki Sixx, Jan Hammer, Carmine Appice, Narada Michael Walden, Bill Graham, Tom Dowd, David Coverdale,  assim como Barb Bolin (mãe do garoto), amigos e parentes que enaltecem não só o talent de Bolin, mas também sua incrível capacidade de conquistar as pessoas (algumas imagens nessa postagem).

Daquelas aquisições que apesar de não trazer muitas novidades para Crackudos de Bolin, serve para mostrar aos que o conhecem apenas por Come Taste The Band quem era realmente o cara que Glenn Hughes e David Coverdale se encantaram, tanto antes quando depois do Purple, mas principalmente, para deixar na prateleira, à disposição de seus ouvidos, uma excelente coletânea de excelentes canções.

As canções de The Ultimate Bolin

Track list

1. Sail On
2. Cross The River
3. See My People Come Together
4. Showbizzy
5. Alexis
6. Standing In The Rain
7. Spanish Lover
8. Do It
9. Quadrant 4
10. Train
11. Time To Move On
12. Golden Rainbows
13. Nitroglycerin
14. Gettin' Tighter
15. Owed To 'G'
16. You Keep On Moving
17. Wild Dogs
18. Dreamer
19. People, People
20. Teaser
21. Sweet Burgundy
22. Shake The Devil
23. Brother, Brother (Previously Unreleased)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Cinco Discos Para Conhecer: Tommy Bolin





Da série "Gênios que nos deixaram cedo demais", esse baita guitarrista só foi ter seu nome realmente reconhecido depois de sua morte, que completou 40 anos no último dia 04 de dezembro. Um braço fenomenal, com obras espetaculares, e que ficou mundialmente famoso por seu único e essencial trabalho com o Deep Purple, Come Taste the Band [1975], bem como por substituir nada mais nada menos que Joe Walsh no grupo James Gang, com quem gravou os também essenciais Bang [1973] e Miami [1974]. Esses álbuns são manjados em muita discografia de roqueiro mundo à fora, e por isso, muitos já conhecem. O que poucos sabem é que são álbuns de uma carreira muito maior, que passeou por diversos estilos principalmente antes de chegar ao Deep Purple.

Sendo assim, o Cinco Discos Para Conhecer de hoje traz algumas das principais e melhores obras de Bolin seja como guitarrista exclusivo ou como convidado, onde os fãs que admiram o trabalho desse incrível artista irão poder deleitar-se com suas marcantes passagens e levadas de guitarra.

Zephyr - Going Back to Colorado [1971]

O grupo americano foi a primeira empreitada grande de Bolin. Este é o segundo disco da banda do casal Givens (David e Candy) com Bolin, sendo um achado setentista, com um som bastante característico do final dos anos 60, início dos anos 70, marcado também pela contribuição de um trio vocal feminino em diversas canções. Temos inspirações southern em "The Radio Song", contando com a importante participação de metais e Candy na harmônica, que também toca o instrumento no ótimo blues southern da faixa-título, onde podemos conferir o slide de Bolin com força, enquanto há presença flower power na delicada "At the Very Moment", na viajante balada "Night Fades Softly", com uma introdução maluquíssima, regada a saxofones e flautas alucinantes, instrumentos que também destacam-se em "Take My Love".  O casal divide os vocais na ótima "Miss Libertine", que junto com "Keep Me", nos permite conferir um pouco de Bolin ao violão. Como ele é o nome a ser exaltado nesse texto, ouça o que ele apresenta nas faixas que criou, com ótimos solos na embalada e pesada "Showbizzy", as notas precisas da sensacional "I'll Be Right Here" e principalmente na fantástica "See My People Come Together", faixa excelente para sair pulando pela casa enquanto aprecia uma lisergia, com flautas arrepiantes e Bolin detonando em solos embasbacantes. Para mim, depois de Come Taste the Band, esse é o principal álbum com a presença de Bolin a ser ouvido para quem quer conhecer o artista, que na sequência, cansou do som do Zephyr e foi criar o Energy, inspirado nas obras de Miles Davis do final dos anos 60.

David Givens (baixo, vocais em 2), Candy Givens (vocais, piano e harmônica), Tommy Bolin (guitarra, guitarra steel, violão, violão de 12 cordas, vibes), John Faris (órgão, piano, saxofone, flauta, vocais em 8), Bobby Berge (bateria)

Participações especiais

Paul Conley - moog em 3

Eddy Kramer - piano, clavinete e percussão

Albertine Robinson, Eileen Gilbert e Tasha Thomas - vocais de apoio

Paul Fleisher - saxofone em 4

Buzzy Linhart - vocais em 4

Gerard "Ginger Face" McMahon - vocalizações

Going Back to Colorado
Miss Libertine
Night Fades Softly
The Radio Song
See My People Come Together
Showbizzy
Keep Me
Take My Love
I'll Be Right There
At This Very Moment

Billy Cobham - Spectrum [1972]

Com apenas vinte e um anos, Bolin chamou a atenção do gigante baterista Billy Cobham através de sua nova banda, e logo foi convidado para participar do super grupo que ele estava montando para o registro de seu primeiro álbum solo. Com boa inspiração na Mahavishnu Orchestra (grupo que Cobham estava tocando ao mesmo momento da gravação desse disco), Spectrum é considerado uma das obras-primas do jazz fusion, e claro, isso se deve não só ao magistral talento de Cobham, mas também ao afiadíssimo estilo de tocar de Bolin, que não se intimidou em tocar ao lado de gigantes como o próprio Cobham, Jan Hammer e Lee Sklar, só para citar alguns. O guitarrista não aparece em todas as faixas, já que a dupla "Searching for the Right Door / Spectrum" é um momento para o solo de Cobham (a primeira) e o desfile de trompete de Jimmy Owens e do piano elétrico de Jan Hammer (a segunda), bem como a outra dupla, "To the Women in My Life / Le Lis", é um espaço latino, destacando Cobham ao piano (a primeira) e um show de flauta, saxofone, moog e congas (a segunda). Mas quando Bolin surge, ele chama as atenções para si. Toda a ousadia do menino pode ser conferida logo de cara, na entusiasmante "Quadrant 4", onde ele arranca uivos cheios de efeitos de sua guitarra. No decorrer do álbum, somos chapados pelo delicioso embalo de "Stratus", cujo solo de Bolin é tão fascinante quanto a levada cadenciada de baixo e bateria mesclada com as apimentadas intervenções do piano elétrico de Hammer, nas notas marcadas da clássica "Taurian Matador", uma das canções mais conhecidas de sua carreira, na qual ele faz um duelo épico e inacreditável com o moog de Jan Hammer, e em "Red Baron", onde Bolin mostra-se ao natural, sem efeitos - com exceção de breves intervenções do slide - e solando de forma singela e com muitas influências do blues em suas escalas. Magnífico álbum, o qual deve estar na cabeceira de qualquer baterista e amante de música.

Billy Cobham (bateria), Jan Hammer (piano elétrico, moog, piano acústico), Tommy Bolin (guitarra em 1, 3, 4 e 6), Lee Sklar (baixo em 1, 3, 4 e 6), Joe Farrell (saxofone soprano, flauta em 2, Alto sax em 5), Jimmy Owens (flugelhorn em 2 e 5, trompete em 5), Ron Carter (baixo acústico em 2 e 5), Ray Barretto (congas em 2 e 5), John Tropea (guitarra em 5)

Quadrant 4
Searching for the Right Door / Spectrum
Anxiety / Taurian Matador
Stratus
To the Women in My Life / Le Lis
Snoopy's Search / Red Baron


Alphonse Mouzon - Mind Transplant [1975]

Esse foi o Anno Mirabilis de Bolin. Nada mais que quatro grandes discos foram lançados com a guitarra de Bolin em 1975, sendo Mind Transplant um álbum fantástico de fusion e muita virtuose. O incrível baterista americano estava em seu terceiro disco, e além de apresentar sua voz na filhote da Sly Stone Family "Some of the Things People Do", faz misérias em seu kit, Afinal, put@ que o pariu, o que é esta introdução de "Ascorbic Acid"?, na qual Mouzon, Bolin e todo o grupo soam como saídos de uma Mahavishnu Orchestra com muito mais velocidade, se é que é possível imaginar isso. Porém, Mouzon não pega as luzes todas para si, e faz com que os demais também brilhem à vontade. Assim, o baixão de Henry Davis destaca-se no swing de "Snow Bound", Lee Tirenour mostra toda sua melodia à guitarra nos embalos de "Happiness is Loving You" e nosso homenageado é o nome principal durante o riffzão da faixa-título, na explosiva "Nitroglycerin", faixa veloz e com mais um show de Mouzon, no endiabrado solo de "Carbon Dioxide" e principalmente, na linda "Golden Rainbows", forte candidata a uma das melhores faixas da curta carreira de Bolin, onde ele toca magistralmente com a guitarra recheada de efeitos, fazendo as sequências de notas rápidas que ficaram marcadas na memória dos fãs do Deep Purple em Come Taste the Band, e acompanhado de delirantes pianos elétricos, sintetizadores e trovões. Um disco ímpar, para ser apreciado com muita atenção.

Alphonse Mouzon (bateria, vocais, sintetizadores, piano elétrico, órgão), Jerry Peters (órgão, piano elétrico), Tommy Bolin (guitarras), Lee Ritenour (guitarras), Jay Graydon (guitarras, programações) Henry Davis (baixo)

Mind Transplant
Snow Bound
Carbon Dioxide
Ascorbic Acid
Happiness Is Loving You
Some of the Things People Do
Golden Rainbows
Nitroglycerine


Tommy Bolin - Teaser [1975]

O álbum de estreia de Bolin é um dos grandes discos de sua carreira. Com a experiência de ter trabalhado ao lado de nomes gigantescos, o guitarrista traz diversas misturas de estilos para fazer qualquer fã cair de joelhos. As influências do funk e do soul surgem no embalo dançante da instrumental "Homeward Strut", que poderia facilmente estar no álbum de Billy Cobham ou de Alphonse Mouzon, ou na elétrica e viajante "Marching Powder", fácil candidata a melhor canção de Teaser. Seus famosos licks de slide estão presentes em todo o disco, surgindo com força na pesada "The Grind", com direito aos backing vocals das "The Sniffettes", e na grudenta faixa-título. Ainda temos espaço para a baladaça "Dreamer", onde os vocais de Bolin são o grande destaque ao lado do piano de David Foster e do convidado Glenn Hughes no trecho final da faixa (não creditado oficialmente). A confiança de Bolin é tamanha que ele se permite exibir-se graciosamente no pseudo bolero sensualíssimo de "Savannah Woman", faixa atiçadora para calcinhas voarem pelo quarto, e derreter velas na mais que comovente "Lotus". Para quem gosta de reggae com percussão e saxofone, Bolin criou "People, People", tendo participações especialíssimas de Jan Hammer e David Sanborn. O maior sucesso do álbum foi a baladaça "Wild Dogs", que inclusive virou obrigatória no set list do Deep Purple durante a turnê de Come Taste the Band. Apenas ouça e encante-se com esse petardo.

Tommy Bolin (guitarras, vocais, sintetizadores)

Convidados:

The Sniffetes - backing vocals em 1

Stanley Sheldon - baixo em 1, 2, 3, 5, 6, 7

Jeff Porcaro - bateria em 1, 2, 3 e 5

David Foster - piano em 1, 2 e 3

Glenn Hughes - vocais em 3 (não creditado)

Paul Stallworth - baixo em 4, 8 e 9

Prairie Prince - bateria em 4 e 8

Phil Collins - percussão em 4

Jan Hammer - piano, bateria, sintetizadores e órgão em 6 e 7

Dave Sanborn - saxofone em 6 e 7

Saamy Figueroa - percussão em 6 e 7

Rafael Cruz - percusssão em 6 e 7

Narada Michael Walden - bateria em 7

Ron Frasen - piano em 9

Bob Berge - bateria em 9

The Grind
Homeward Strur
Dreamer
Savannah Woman
Teaser
People, People
Marching Powder
Wild Dogs
Lotus


Moxy - Moxy [1975]

A estreia do grupo canadense é o que podemos definir como Clássico com C maiúsculo. Depois de uma longa turnê pela América do Norte, o quinteto assina com a Polydor Records para gravar seu debut de uma forma totalmente independente, ao mesmo tempo que não parava de fazer shows, gravando em qualquer estúdio que aparecesse quando sobrava tempo. Quando o Moxy passava pela Califórnia, na cidade de Van Nuys, eis que surge Bolin. Ele gravava Teaser no mesmo estúdio que o Moxy, e ofereceu seus trabalhos para o grupo. O resultado foi Moxy, ótimo disco que foi o início de uma noa fase para o hard rock, destacando as clássicas “Fantasy”, uma balada de tirar o fôlego, a paulada “Moon Rider“, em um belo duelo de Bolin e o guitarrista Earl Johnson, e “Train”, altíssima performance de Bolin desta que talvez seja a canção mais conhecida do álbum, junto com o hino “Can’t You See I’m a Star”. As influências em Led Zeppelin aparecem nos momentos acústicos de “Sail On Sail Away” ou no hard rasgado de “Out of Darkness (Into the Fire)”. O riff de “Time to Move On” pode ser confundido com os riffs de Blackmore na Mark II do Deep Purple, e “Still I Wonder” é responsável pelo melhor solo de guitarra que Bolin registrou em Moxy. Quando estava prestes a ser oficializado como guitarrista oficial do grupo canadense, Bolin foi chamado para substituir Blackmore no Deep Purple, e definitivamente, colocar seu nome na história como um dos maiores guitarristas de todos os tempos:

Buzz Shearman (vocais), Tommy Bolin (guitarras), Earl Johnson (guitarras), Bill Wade (baixo) e Terry Juric (baixo)

Participação especial:

Tom Stephenson: Piano em 1.

Buddy Caine (guitarras, creditado na capa, mas não participou do álbum)

Fantasy
Sail on Sail Away
Can't You See I'm a Star
Moon Rider
Time to Move On
Still I Wonder
Train
Out of the Darkness


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

35 anos sem Tommy Bolin


Quantas pessoas você conhece que, com 22 anos, assumem a responsabilidade de substituir o dono de um grande grupo de rock, e com 24 anos torna-se a referência musical para quatro monstros do rock, liderando a guitarra de uma das mais importantes bandas do hard rock mundial?

Bolin ao vivo
Bom, eu conheço apenas três pessoas que foram capazes dessa façanha: Eric Clapton (Yardbirds e Cream), Jimmy Page (Yardbirds e Led Zeppelin) e Tommy Bolin. Porém, os dois primeiros surgiram na década de 60, em um cenário efervescente, onde em cada esquina do mundo nascia uma pequena banda de rock, com fortes chances de conseguir o sucesso através de algum hit, e depois, navegar no mar da obscuridade, o que convenhamos, não foi o caso do Cream e tampouco do Led Zeppelin.

Mas Tommy Bolin viveu uma vida diferente dos outros dois gênios da guitarra. Mesmo Clapton tendo começado com apenas 18 anos no Yardbirds, e com 21 montado o Cream, sua carreira, em termos de ascensão, é incomparável ao que o jovem guitarrista americano conquistou.

Bolin nasceu no dia 1º de agosto de 1951, na cidade de Sioux, Iowa. Desde cedo, ele teve inclinação para a música, e com oito anos já estava tirando os primeiros acordes no violão. Na entrada da adolescência, Bolin passou a integrar diversas bandas de Sioux, até que sua família mudou-se para Boulder, Colorado. Lá, ingressou no grupo American Standard, onde começou a criar uma boa reputação.

Zephyr: Bobby Berge, John Faris, David Givens, Candy Givens e Tommy Bolin


Irreverante, com roupas chamativas e um corte de cabelo diferente dos demais membros do American Standard, além de uma voz poderosa e uma habilidade incrível na guitarra, não demorou para que o pessoal do grupo Ethereal Zephyr chamasse o garoto, com apenas 18 anos, para assumir o posto de guitarrista principal. Ao lado de John Faris (teclados), Robbie Chamberlin (bateria), David Givens (baixo) e sua esposa, Candy Givens (vocais), Bolin foi responsável pelo lançamento dos dois primeiros discos do agora batizado Zephyr. Batizados de Zephyr (1969) e Going Back to Colorado (1971), o último contando com Bobby Berge na bateria, esses dois álbuns, hoje preciosidades a serem conhecidas pelos admiradores da música, revelam um ainda tímido Tommy Bolin, fazendo solos curtos, mas mostrando a agilidade da mão direita em levadas espetaculares. A fusão de psicodelia com southern music era a principal atração do Zephyr, e, principalmente, a voz de Candy Givens (uma espécie de Janis Joplin misturada com Grace Slick) sem dúvidas era o referencial. Canções como "Raindrops" e "Cross the River", pertencentes ao primeiro álbum do grupo, "Miss Libertine"  e "Take My Love", são alguns dos bons exemplos da capacidade musical do Zephyr, que os levou a participar da edição do Texas Pop Festival de 1971.

Ao lado de Candy Givens


Mas o sucesso do Zephyr, que também os levou a abrir um show do Led Zeppelin durante a passagem dos britânicos pelo Colorado, fez alguns produtores virarem os olhos para o jovem guitarrista do grupo. A atração pelo sucesso, e a falta de sintonia com a música do Zephyr, fez Bolin abandonar o barco. Na realidade, Bolin já havia entrado em dois mundos de onde, depois que você entra, dificilmente sai.

O primeiro deles, o mundo de Miles Davis. Bolin pirou com as experiências sonoras de Davis no álbum Bitches Brew (1970), e, posteriormente, A Tribute to Jack Johnson (1971), e assim, decidiu voltar-se para o jazz e para o blues. O segundo mundo é o mundo das drogas. Com o Zephyr, Bolin descobriu a maconha e rapidamente evoluiu para a cocaína, da qual virou consumidor ativo. 

Ao vivo com o Energy, em 1972


Com muitas viagens na cabeça, Bolin criou o Energy, um grupo fortemente influenciado por Miles Davis, mas que nunca chegou a gravar um disco com o guitarrista. O período tocando com o Energy chamou a atenção do baterista panamenho Billy Cobham. O músico, que havia participado de A Tribute to Jack Johnson, agradou-se ainda mais do garoto quando ele disse que era seu fã, e que seria um prazer tocar ao lado do melhor baterista que já havia ouvido.

Essencial disco de Billy Cobham, com a participação de Bolin


Bolin então registrou sua guitarra no álbum Spectrum, uma obra-prima lançada por Billy Cobham em 1972, que, além de Bolin na guitarra, possui a participação de Leland Sklar (baixo) e Jan Hammer (teclados), além de outros músicos de menor expressão. Nesse disco, surgiu finalmente o Bolin pelo qual o mundo se apaixonaria três anos depois. As notas leves, acordes swingados e a levada da mão direita são algumas das características que Bolin registrou nos sulcos de Spectrum. Canções como a agitada "Taurian Matador", onde trava um duelo feroz com os teclados de Hammer, a impressionante "Stratus" e a swingada "Red Baroon", duelando com os teclados de Hammer, dessa vez em um swing leve, embriagante e sensacional, são uma boa amostra do talento de Bolin.

James Gang: Tommy Bolin, Dale Peters, Jim Fox e Roy Kenner

A participação do guitarrista em Spectrum foi crucial para que Jimmy Fox, baterista do James Gang, escolhesse Bolin para substituir Dominic Troiano em seu grupo. Dominic havia entrado para o lugar de Joe Walsh, um exímio guitarrista que levou o James Gang ao topo das paradas através de álbuns essenciais como 'Yer Album (1969) e Rides Again (1970). Com 22 anos, muitos duvidaram que Bolin fosse capaz de aguentar a pressão de ser o guitarrista de uma banda famosa e com mais de oito anos de carreira.

 
Os dois álbuns de Bolin com a James Gang


Pois Bolin superou essa dúvida com sobras, registrando os maravilhosos Bang (1973) e Miami (1974). Com o James Gang, Bolin pôde aperfeiçoar sua técnica no violão e nos teclados, e nesses álbuns, fez algumas de suas principais gravações, destacando "Standing in the Rain", "Ride the Wind" e a emocionante "Mystery" (de Bang), e "Cruisin' Down the Highway", "Wildfire" e "Head Above the Water" (de Miami). Os vocais suaves de Bolin também aparecem com destaque na linda "Alexis", de Bang. Já a guitarra carregada de efeitos das demais canções, criava uma sonoridade inédita, que chamava a atenção de diversos novos seguidores do James Gang. Para a carreira de Bolin, o crescimento como compositor era algo cada vez mais notório.

Bolin com Alphonse Mouzon, segundo da direita para a esquerda (abaixo);
e a capa do álbum Mind Transplant (acima)


Depois da turnê de divulgação de Miami, Bolin tentou se afastar da cocaína, na qual já estava bastante viciado. A solução foi virar músico de estúdio, e assim, Bolin começou a pensar em investir em uma carreira solo. Nesse período, participou de diversos registros como músico convidado, destacando outro grande álbum do jazz rock setentista: Mind Transplant (1974), do baterista Alphonse Mouzon, onde deixou pelo menos mais dois petardos sonoros para a posteridade: a faixa-título, "Carbon Dioxide" e "Golden Rainbows", onde os solos são carregados dos efeitos que já apareciam nos discos da James Gang.

Bolin: virtuoso e talentoso
Ainda em 1974, Bolin assinou contrato com a Nemperor Records para gravar seu primeiro álbum solo. Para isso, apoiou-se nos ombros dos gigantes David Foster (arranjos), David Sanborn (saxofone), Jan Hammer (teclados), Phil Collins (bateria) e Glenn Hughes (baixo). Durante a gravação do primeiro álbum, dois fatos mudaram a vida de Bolin.

O primeiro deles foi a aparição do grupo canadense Moxy na Califórnia. Bolin estava fazendo uma sessão de gravação no mesmo estúdio do Moxy, e ficou impressionado com a sonoridade dos canadenses, que estavam gravando seu primeiro e fundamental álbum. Fascinado com o som do grupo, Bolin ofereceu seus trabalhos para a banda, o que foi prontamente aceito, já que Bolin, além de ser um boa pinta, também tinha um estilo que se encaixava ao que estava sendo buscado pelo Moxy.

Um clima de harmonia surgiu nos estúdios e após as diversas sessões, quando o Moxy já estava pronto para convidar Bolin para oficialmente se tornar o principal guitarrista do grupo - lembrando que o Moxy contava na época com o sensacional guitarrista Earl Johnson, além de "Buzz" Shearman (vocais), Bill Wade (bateria) e Tery Juric (baixo) -, eis que um convite de David Coverdale chegou para Bolin: "você está convidado para ser o novo guitarrista do Deep Purple".


Um dos principais nomes do hard mundial, o Deep Purple estava na ativa havia pouco mais de oito anos, mas já havia deixado sua marca em álbuns como In Rock (1970), Machine Head (1972) e Burn (1974). Porém, a Mark III naufragou em uma guerra de egos, levada principalmente pelo guitarrista Ritchie Blackmore. David Coverdale (vocais) foi o primeiro a incentivar a entrada de Bolin, convencendo Ian Paice (bateria), Jon Lord (teclados) e Glenn Hughes (vocais) de que mesmo Bolin tendo apenas 24 anos, era possível que ele cobrisse as partes de Blackmore ao vivo, e ainda mudar de vez o som do Purple (algo que estava ocorrendo desde a entrada de Hughes e Coverdale em 1973).


A estreia do Moxy, com Bolin nas guitarras


Como não tinha um vínculo oficial com o Moxy, Bolin preferiu seguir carreira ao lado do Purple, deixando para o pessoal do Moxy uma excelente contribuição, através de Moxy, o álbum de estreia do grupo, que foi lançado em 1975. Essencial na discografia de qualquer apreciador do hard setentista, Moxy exalta ainda mais as qualidades de Bolin, destacando "Fantasy", "Moon Rider" e "Train". 

A estreia solo de Bolin


Ainda em 1975, Bolin completou seu álbum de estreia, Teaser, o qual chegou às lojas no dia 17 de novembro do mesmo ano. Trazendo diversos convidados, dos quais além dos citados anteriormente também é necessário chamar a atenção para a participação do baterista Jeff Porcaro, Teaser é um álbum dançante, envolvente e muito gostoso de se ouvir. Bolin desfila suas notas na guitarra, mergulhando profundamente sua voz clara em canções marcantes, como "The Grind", "Savannah Woman", "People, People" e a super clássica "Wild Dogs". Outro grande destaque é a participação de Glenn Hughes na faixa "Dreamer".

Jam session que levou Bolin a assumir as seis cordas do Purple


Pouco antes, em junho de 1975, Bolin participou de uma jam session com o Deep Purple, a qual resultou na aprovação de Bolin para as seis cordas do Purple. Bolin chocou a todos quando chegou com suas roupas coloridas e um visual muito extravagante. Mesmo tendo passado pela James Gang, Bolin ainda era um tímido garoto loiro, mas que, ao empunhar a guitarra, transformava-se em uma fera indomável. A jam deixou todos no estúdio de boca aberta, com Bolin sendo efetivado no cargo na hora. O mais interessante de tudo é que Bolin nunca havia ouvido uma canção sequer do Purple, mas a harmonia criada com Paice, Lord e Hughes (principalmente) foi como a união do queijo com a goiabada.

Mark IV do Deep Purple: David Coverdale, Jon Lord e Tommy Bolin (acima);
Ian Paice e Glenn Hughes (abaixo)


A entrada de Bolin deu origem à chamada Mark IV, e mudou totalmente o Deep Purple. Se antes, Lord e Paice eram os líderes (ao lado de Blackmore), Bolin de tornou o mentor do quinteto britânico. Sua palavra era sempre a última, e sua influência marcou bastante os colegas do Purple, principalmente Hughes, que, além de dividir o palco e os estúdios com Bolin, passou a dividir heroína com o guitarrista.

Come Taste the Band, único registro de estúdio da Mark IV


A Mark IV lançou Come Taste the Band em 1975. Na época, a sonoridade funkeada do LP não agradou aos fãs da fase pesada da Mark II e da Mark III. Porém, hoje a maioria dos fãs aplaudem e reverenciam o álbum, que traz aquele que é o melhor momento de Tommy Bolin: a canção "Owed to G", um belo tema instrumental onde Bolin simplesmente detona na guitarra. Outro grande destaque desse LP é "You Keep on Moving", canção que encerra o álbum e que concretiza a obra talentosa de Bolin tanto como guitarrista quanto compositor. 

Bolin, provando algo "diferente"
Porém, durante a turnê de divulgação do LP, a coisa começou a naufragar. A turnê começou pelo Japão, e pouco antes, Bolin, que havia ficado todo o tempo da gravação de Come Taste the Band sem injetar heroína, abusou da dose antes da primeira apresentação em Nagoya. O resultado: teve o lado direito de seu corpo paralisado, tendo que subir no palco somente para fazer as bases, e mesmo assim com muita dificuldade.

Bolin deu sinais de melhora quando o grupo chegou em Tóquio, três shows depois, mas mesmo assim não conseguiu fazer no Japão uma apresentação à altura de seu talento. Como Bolin estava em dificuldades de recuperação, a data de Hong Kong acabou sendo cancelada, com a banda fazendo um recesso de fim de ano, onde Bolin tentou se livrar das drogas, assim como começou a compor novas canções.

Em 14 janeiro de 1976 o Deep Purple voltou à estrada, fazendo uma turnê pelos Estados Unidos, que acabou em 4 de março, sem maiores problemas com o vício de Bolin, partindo então para cinco datas pela Grã-Bretanha: Leicester, Wembley Arena (por duas noites consecutivas), Glasgow e Liverpool. Foi exatamente em Liverpool que o barco afundou de vez. Bolin novamente abusou, perdendo totalmente o controle de tudo o que fazia no palco durante praticamente todos os shows britânicos, mas em Liverpool ele ficou totalmente imóvel, sem nem consguir ficar em pé, quanto menos segurar a guitarra. Coverdale deixou o palco aos prantos, confidenciando a Lord que estava saindo do Deep Purple. Sem Coverdale, Hughes também pediu as contas, e assim, Bolin foi oficialmente demitido, com Lord e Paice decidindo dar um ponto final à carreira do Deep Purple em junho de 1976. 


Robert Plant, Glenn Hughes e Tommy Bolin


Bolin então investiu em sua carreira solo, e aproveitando-se de que já havia conquistado um nome entre os grandes músicos de sua geração, lançou-se em uma bem sucedida turnê, ao lado de músicos como Narada Michael Walden (bateria), Jimmy Haslip (baixo), Mark Stein (teclados), além de seu irmão Johnnie Bolin (bateria) entre outros de menor expressão.

Segundo (e último) registro solo de Bolin


Em 1976, assinou com a CBS e lançou seu segundo disco solo, Private Eyes. Nele, mais canções marcantes, destacando "Someday Will Bring Our Love Home", "Bustin' Out for Rosey" e "You Told Me That You Loved Me", que fizeram de Private Eyes o mais bem sucedido álbum solo de um ex-Purple até aquele momento. O sucesso de Private Eyes levou Bolin a abrir para Jeff Beck, o qual estava no auge da sua fase fusion.

Mas, infelizmente, ele não pôde aproveitar o sucesso do álbum. No início da manhã de sábado do dia 04 de dezembro de 1976, sua namorada o encontrou inconsciente, e poucas horas depois, Bolin foi declarado oficiallmente morto, vítima de uma overdose de heroína. Com apenas 25 anos, um dos maiores talentos da guitarra perdia sua guerra contra o vício. Bolin foi enterrado na cidade de Sioux, tendo em seu dedo anelar o mesmo anel que Jimi Hendrix estava usando quando faleceu, mais uma curiosidade do rock.

Last Concert in Japan: primeiro ao vivo oficial a contar com a guitarra de Bolin


Com o passar dos anos, diversos relançamentos vêm resgatando a obra de Bolin, destacando os lançamentos da Purple Records. Em 1977, foi lançado Last Concert in Japan, trazendo, como o nome diz, a última apresentação da Mark IV na terra nipônica. Depois, Days May Come and Days May Go (2000), o qual traz a jam session na qual Bolin foi aprovado para ser o guitarrista do Purple, e também This Time Around: Live in Tokyo 75 (2001), trazendo a cobertura da turnê japonesa da Mark IV, aumentaram o material de Bolin. Outros destques vão para a caixa Tommy Bolin: The Ultimate Collection, lançada em 1989 e que traz um apanhado geral da carreira do guitarrista, a série Whips and Roses I e II, lançadas em 2006, com muitas sobras de estúdio dos álbuns Teaser e Private Eyes, bem como versões ao vivo, e o ao vivo Tommy Bolin & Energy - Live in Boulder 1972 (2003), trazendo uma rara apresentação do músico com o Energy.

Porém, esses lançamentos, apesar de extremamente valiosos, servem apenas para aumentar nossa lástima pela perda de um guitarrista genial, que influenciou pessoas muito mais experientes que ele, e que em sua curta estadia na Terra, conquistou uma enorme geração de seguidores, apreciadores e músicos que ainda tentam tirar de suas guitarras os endiabrantes timbres que Bolin tirava de seu instrumento.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Podcast Grandes Nomes do Rock #22: Is This Love?

Por Mairon Machado (Publicado originalmente no blog Consultoria do Rock)

Nesta semana apresentamos mais um podcast especial. Desta vez, homenageando o dia dos namorados, apresentamos canções com a palavra "love" em seus títulos. Em duas horas de programa, passaremos por nomes pesados do rock, obscuridades, heavy metal, thrash metal, baladas melosas e muitas canções dedicadas ao amor.


Alguns casais famosos da cena musical.

Rita Lee e Arnaldo Baptista
David e Angela Bowie
Mick Jagger e Marianne Faithfull
Paul e Linda McCartney

Ike e Tina Turner
Gene Simmons e Cher
Eric Clapton e Pattie Boyd
Sid e Nancy Vicious



 Track list Podcast # 21: Alice Cooper

Bloco 01
Abertura: "Nobody Likes Me" [da caixa The Life and Crimes of Alice Cooper - 1999]
"Lay down and Die, Goodbye" [do bootleg Midsummer Rock Festival - 1970.]
"Halo of Flies" [do álbum Killer - 1971]
"Steven" [do álbum Welcome to My Nightmare - 1975]
"Might as Well Be on Mars [do álbum Hey Stoopid - 1991]

Bloco 02
Abertura: School's Out [do álbum School's Out - 1972]
"Sun Arise" [do álbum Sun Arise - 1963 (Rolf Harris)]
"Talk Talk" [do álbum Turn On - 1966 (The Music Machine)]
"Hello Hooray" [do álbum Who Knows Where the Time Goes - 1968 (Judy Collins)]
"Because" [do álbum Abbey Road - 1969 (The Beatles)]

Bloco 03
Abertura: "Dyslexia" [do álbum DaDa - 1983]
"Because" [do álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band Soundtrack - 1978 (Bee Gees)]
"Star Me Up" [do DVD British Rock Symphony - 2000 (com Roger Daltrey)]
"The Garden" [do álbum Use Your Illusion I - 1991 (Guns N' Roses)]
"Sweet Dreams" [do bootleg B'Estival in Bucharest Romania - 2007 (Marilyn Manson)]

Bloco 04
Abertura: "Poison" [do álbum Trash - 1989]
"Black Widow" [do álbum Humanary Stew - 1999 (Bruce Dickinson)]
"Welcome to My Nightmare" [do álbum Humanary Stew - 1999 (Dio)]
"Only Women Bleed" [do single Strange Little Girl - 2001 (Tori Amos)]
"Black Juju" [do álbum Sons of Satan Praise the Lord - 2002 (Entombed)] 
"Elected" [do single Stand Up (Kick Love into Motion) - 1993 (Def Leppard)

Encerramento: "Killed by Love" [do álbum Along Came a Spider - 2008]

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