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quarta-feira, 10 de março de 2021

Crossroads - A Vida e a Música de Eric Clapton [1995]



Michael Schumacher é um renomado piloto alemão de Fórmula 1, heptacampeão, e que infelizmente sofreu um gravíssimo acidente que acabou com sua carreira, sendo que ainda hoje sabemos pouco sobre o seu estado de saúde. Porém, é o nome também de um brilhante escritor norte americano, que em 1995, escreveu a Biografia Crossroads - A Vida e a Música de Eric Clapton, uma das melhores biografias que já li sobre o guitarrista inglês. Com 390 páginas (mais oito páginas exclusivas para fotos em preto e branco), Crossroads mergulha na vida de Clapton até o ano de 1995, sem deixar passar nenhum detalhe, mas ao mesmo tempo, sem ser maçante ou demasiadamente exagerado em termos de informações.

A edição que tenho não possui orelhas (é a edição de 1995 da Editora Record), o que já chama a atenção por fugir dos padrões normais dos lançamentos de livros. São 13 capítulos, mais prólogo e epílogo, saindo da família e infância conturbada de Clapton nos anos 40 até a morte do filho Conor em 1991, e de como Clapton teve que ressurgir das cinzas por diversas vezes ao longo de sua vida. Com o final do texto, fica a sensação de que você realmente é apresentado para toda a vida e a obra de de Clapton, já que Schumacher não deixa passar nada, e também, de como Clapton sempre foi um arroz de festa participando de shows e discos de diversos artistas.

Os Bluesbreakers - John Mayall, Hughie Flint, Eric Clapton e John McVie - numa opção de foto para a capa de seu clássico disco de 1965, The Bluesbreakkers with Eric Clapton.


Fazendo um apanhado geral do conteúdo de Crossroads, há vários pontos a se destacar sobre a vida e a música de Clapton. Quando pequeno, Clapton sofreu um trauma por saber que foi criado pelos avós, e que aquela que ele julgava ser sua irmã na verdade era sua mãe. Esse ponto da infância de Clapton é tratado de forma bastante delicada por Schumacher, mas sem perder-se em detalhes desnecessários ou fazer qualquer sensacionalismo barato. São os fatos por si só, apresentados ao leitor. O que tira a introversão de Clapton e o choque familiar é a música, mais precisamente o rock de Elvis Presley, o que o levou a comprar um violão quando tinha 13 anos, mas que não teve sucesso imediato para aprender o mesmo.

O contato com o blues, aos 17 anos, vem junto ao afastamento de Clapton da escola. Em 1962, a cena do blues estava ascendente em Londres, e Clapton passou a frequentar pubs para assistir e, por que não, aprender a tocar - ao mesmo tempo que se apresentava - por alguns trocados. Logo ele monta seu primeiro grupo, os Roosters, banda na qual Clapton aprendeu a tocar Howlin' Wolf, Robert Johnson, Freddie King e Muddy Waters, construindo assim uma reputação que o leva aos Yardbirds. Ali, ele passou a ser O cara da banda, empregando ao grupo solos de blues pouco comuns para jovens brancos ingleses, e claro, fazendo com que o nome de Eric começasse a se ampliar entre os frequentadores dos pubs londrinos. É aqui que o guitarrista realiza o sonho de tocar ao lado de um de seus ídolos, Sonny Boy Williamson, e quando ele se depara com deficiências próprias para tocar blues que só seriam saradas anos mais tarde. Além disso, o guitarrista abandona os Yardbirds logo após a gravação de Five Live, por conta do apelo comercial que o grupo rumava.

Com 20 anos, Clapton sai dos Birds para ingressar na trupê de John Mayall. Como um dos Bluesbreakers, é aqui que Clapton finalmente alcança o status de God pelos fãs. Ao lado de Mayall, Clapton teve um amigo com quem podia compartilhar igualmente sua paixão pelo blues, e também onde ele conhece os futuros colegas Jack Bruce (baixo, vocais) e Ginge Baker (bateria). A formação do Cream é narrada de forma até hilária, já que a rivalidade entre Baker e Bruce nunca foi negada por nenhum dos dois, só que a vontade de Baker tocar com Clapton era tão grande que ele aceitou o desejo do guitarrista de só formar a banda se tivesse Bruce como baixista. No Cream, a química e vitalidade do trio principalmente nos palcos era fantástica, mas pessoalmente, a guerra de egos e o excesso de shows era enorme, e infelizmente, o mundo viu o grupo em ação por apenas três anos, parindo álbuns seminais e atemporais, obras que são estudadas e referenciadas por músicos e jornalistas até hoje. Vale citar aqui a influência que Hendrix teve para Clapton nesse período, inclusive com o inglês adotando um visual mais hippie (com cabelo Black Power e tudo) por conta do Deus Negro da guitarra. Outro ponto importante é quando Schumacher cita o momento que Clapton decide abandonar o Cream: "Eu fiz uma experiência certa noite ... parei de tocar na metade de um número e os outros dois nem notaram ... então pensei, fodam-se!".

Clapton e sua guitarra, na fase psicodélica do Cream


Saindo do Cream, surge o convite para gravar "While My Guitar Gentle Weeps" com os Beatles, a amizade com George Harrison, e a formação de outra banda gigante, a Blind Faith. Ao lado de Steve Winwood, Rick Grech e o também ex-Cream Baker, temos aqui uma super banda, que fez um álbum sensacional mas que também sofreu muito na sua breve existência, principalmente pelo excesso de violência que ocorria nos shows da banda nos Estados Unidos, chegando ao ponto de em uma apresentação no Madison Square Garden, em Nova Iorque, os fãs serem implacavelmente espancados pela polícia, que ainda agrediu Baker, considerado um hippie desordeiro pela polícia, e não um membro da atração principal. A Blind Faith durou pouco mais de um ano, e Clapton novamente pulou da barca. Na entre-safra, temos outra parceria com um beatle, agora John Lennon, no álbum Live Peace in Toronto 1969 (1969), a participação de Clapton junto com o grupo Delaney and Bonnie and Friends (na gravação de On Tour with Eric Clapton, de 1970), o primeiro álbum solo de Clapton, Eric Clapton (1970), a conturbada participação do guitarrista em um projeto com Howlin' Wolf, culminando no essencial The London Howlin' Wolf Sessions (1971), e o nascimento da Derek and the Dominos.

O período no Dominos é um dos mais tristes na vida do guitarrista. Apaixonado pela esposa do melhor amigo, Pattie Harrison, vivendo um casamento frustrado, além de consumir drogas como quem respira, Clapton compôs uma das melhores letras de amor de todos os tempos, registradas no essencial Layla and Other Assorted Love Songs (1970), além de músicas marcantes como "Layla", que contaram com a mão e o talento essencial do guitarrista Duane Allman. Esse ponto do livro é interessante por que desmascara o mito de que George deixou a esposa para o amigo. Isso não ocorreu! Pattie também estava frustrada com seu relacionamento com George, que vivia cada vez mais voltado para a religião e o trabalho, praticamente abandonando o relacionamento entre eles. Clapton tentou de todas as formas conquistar Pattie, mas só foi conseguir se relacionar com ela depois que finalmente ela decidiu-se a separar-se de George. Porém, até chegar esse ponto, a vida de Clapton entrou em uma espiral declinante. Entre 1971 e 1974, Clapton teve que fazer uma reclusão forçada, gastando quase 1000 libras por semana em heroína, e levando sua esposa, Alice Orsmby-Gore, para o fundo do poço junto com ele. Musicalmente, há a participação em All Things Must Pass (disco solo de Harrison, 1970) e no Concerto for Bangladesh (1971), além de um novo amigo surgir na vida do guitarrista, o colega Pete Townshend (The Who), que veio várias vezes a ajudar Eric nos anos seguintes.

Eric e Pattie, num dos tão prezados carros esportes de Clapton


Com a ajuda de George, Clapton apresenta-se no Rainbow Theatre, gerando o álbum Rainbow Concert (1973), e assim, começa uma nova fase na carreira do guitarrista, após um longo e intenso tratamento neuroelétrico que fez ele abandonar o consumo de heroína e outras drogas. Montando uma super banda, grava um de seus discos mais bem sucedidos em carreira solo, 461 Ocean Boulevard (1974). Muito disso também está ao fato de que finalmente agora Clapton estava com o amor de sua vida, Pattie Boyd, que agora já estava separa de George. Nesse trecho do livro ficamos sabendo que o casal tinha pretensão de passar uns dias no Brasil, onde Clapton estava afim de gravar sons como samba, mas com a nova amante, ficou poucos dias, fugindo do país por conta de uma epidemia de meningite no Rio de Janeiro. Também nesse período, é relatado o acidente que quase tirou a vida de Clapton, quando o musico resolveu dar uma volta com sua Ferrari Boxer cinza-prata e acabou preso nas ferragens da mesma após atingir uma carreta. Salvo da morte por milagre, Clapton acabou temporariamente surdo de um dos ouvidos pelos cacos de vidro que penetraram nele, e só foram retirados duas semanas após o acidente. Em termos musicais, sem muito se preocupar em gravar, e curtindo o amor, lança o fraco There's One in Every Crowd (1975), e dos shows dessa tour sai o ótimo ao vivo E. C. Was Here (1975). Outro bom disco que surge após muito trabalho, e mais uma "super banda" na carreira de Clapton, é No Reason To Cry (1976), que uniu o inglês aos canadenses da The Band adicionados de Ron Wood (timaço). Porém, uma apresentação em Birmingham quase colocou fim a fama de Clapton. Totalmente embriagado, ele acabou ofendendo elogiando Enoch Powell, um político conhecido por não gostar de minorias imigrantes e relações raciais, justamente quando Birmingham passava por grande tensão racial. Ali, seguida de uma série de gafes alcóolicas,  foi o estopim para a relação Clapton + álcool começar a ter seu fim, seguida por Slowhand (1977), que eternizou mais dois clássicos na carreira de Clapton, "Cocaine" e "Wonderful Tonight".

Depois de excursionar com Muddy Waters, registra o que Schumacher chama de nadir (ponto mais baixo que uma estrela atinge no céu visível) das gravações de Clapton nos anos setenta, passar pela primeira vez pela Europa Oriental (com muitos problemas) e países da Ásia, o que culminou no álbum Just One Night (1979), humilhar Jack Bruce em uma festa de família, e uma série de brigas com Pattie Boyd - inclusive com um relacionamento extra conjugal com a modelo Jenny McLean, Clapton grava seu primeito registro nos anos 80, Another Ticket (1981), e definitivamente afundou-se no álcool. O britânico acaba internando-se na Hazelden Foundation, nos Estados Unidos, uma clínica de reabilitação para alcóolicos, um período extremamente importante para mostrar o que é a vida real para o guitarrista. A partir de então, passa a frequentar o AA, e a livrar-se gradualmente de sua dependência de álcool. Com novo ânimo, registra Money and Cigarettes (1983), que o trouxe novamente para o blues, no mesmo ano que uniu-se a Jeff Beck e Jimmy Page para participar do concerto ARMS, Movimento de Pesquisa da Esclerose Múltipla, em benefício do amigo e guitarrista Ronnie Lane (Faces), e que ficou eternizado por colocar em um mesmo palco os três grandes guitarristas da Inglaterra que o Yarbirds produziu.

Jimmy Page, Eric Clapton e Jeff Beck - todos ex-discípulos de guitarra dos Yardbirds - reuniram seus prodigiosos talentos numa série de concertos para levantar fundos para pesquisa sobre esclerose múltipla


Com um novo parceiro, Phil Collins, nasce Behind the Sun (1985) um álbum bastante diferente na discografia do britânico, em um rompimento radical com seu passado, principalmente pela entrega aos sintetizadores. O álbum surge pouco depois de Clapton gravar e excursionar com Roger Waters, durante a turnê do ótimo The Pros and Cons of Hitchhiking (1984), primeiro disco solo de Waters pós-Pink Floyd. A experiência de Clapton com Waters não foi das melhores, apesar de desafiadoras, segundo o próprio, principalmente por considerar o show pretensioso e desanimado. Uma série de aparições em shows e eventos também marca esse período, principalmente o Live Aid (1985), com o guitarrista arrasando e conquistando o mundo ao som de uima versão arrebatadora para "White Room". 85 também é o ano do nascimento de Ruth Clapton, filha do guitarrista com Yvonne Kelly, mais um dos vários casos extra conjugais que ele teve. Porém, quando a modelo italiana Lory Del Santo também ficou grávida de Clapton (1986), Pattie pediu as contas. Solteiro, papai e com a parceria ainda de Collins, Clapton registra August (1986), disco bastante criticado pela imprensa.

A partir de 1987, Clapton começa uma nova tradição, com os shows no Royal Abert Hall. (foram seis de primeira, até atingir 24 apresentações em sequência em 1991, registrada no álbum 24 Nights, lançado naquele ano). Mais uma série de participações diversas, em discos de Jack Bruce, Rolling Stones, George Harrison, trilhas sonoras, entre outros, o lançamento do incrível box Crossroads (1988) e da gravação de Journeyman (1989), Clapton fez a primeira apresentação de um artista internacional em Moçambique, vêm as duas tragédias que marcaram Clapton nos anos 90, as mortes de Stevie Ray Vaughan e do filho Conor. A morte de Vaughan, minutos após os dois se apresentarem no dia 26 de agosto de 1990 em Alpine Valley, EUA, transformou a turnê de promoção de Journeyman uma catarse emocional, obscurecendo um ano radiante para Clapton, quando recebeu o prêmio Living Legend nos Elvis Awards e foi considerado Top Rock Album Artis na Billboard Music Awards, além de uma exaustiva turnê que o levou ´para Austrália, Extremo Oriente e, pela primeira vez com shows, aqui no Brasil. Já o acidente que vitimou o pequeno Conor serviu para Clapton perceber como a vida pode acabar de repente, sem aviso, e decidir viver em bênção a cada dia que acordava, e utilizando o talento que tinha em toda plenitude.

Tendo consolidado sua reputação como um dos maiores guitarristas da época, Clapton era frequentemente chamado para se apresentar em shows como convidado especial. Nesta foto, ele conversa com B. B. King durante um dos shows de King no Café Au Go Go de Nova York.


O livro encerra-se então com a inversão dos papeis, agora Clapton trazendo Harrison aos palcos, com treze apresentações no Japão que rendera, Live in Japan (1992), o estrondoso sucesso de Unplugged (1992), recebendo seis Grammys, a inserção do Cream no Rock 'n' Roll Hall of Fame (1993), quando o trio voltou a se apresentar juntos depois de muito tempo, e, através do Epílogo, situa o leitor sobre a atual (na época) condição de Clapton, promovendo o excelente From the Cradle (1994) e voltando definitivamente para o blues, algo que os anos posteriores mostraram que não seria bem assim.

Complementa o texto Crédito das Fontes, Discografia Selecionada entre 1964 - 1994,  com compactos e LPs de Clapton lançados oficialmente nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, bem como uma ampla seleção de compilações oficias, discos piratas e participações do guitarrista como convidado ou músico de estúdio, com as faixas que ele aparece, além da ficha técnica dos discos envolvidos. Mas acima de tudo, Essa belíssima obra, como tentei resumir acima, narra TUDO o que Clapton fez e deixou de fazer sem deixar nada de lado, mas também sem ser maçante ao ponto de aprofundar-se em detalhes por vezes desnecessários. É uma leitura obrigatória para quem quer conhecer a carreira de um dos maiores nomes da música em todos os tempos, um acervo fundamental para quem é fã de Clapton, e uma fonte riquíssima de conteúdo para quem quer pesquisar ou se aprofundar na, como diz o título, vida e música de Eric Clapton.


sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Cinco Discos Para Conhecer: A Obra O Pedro E O Lobo




Em 1936, o compositor russo  Sergei Prokofiev, com o objetivo de ensinar às crianças as diferentes sonoridades dos instrumentos de uma orquestra, criou uma peça teatral chamada O Pedro e o Lobo.
Essa peça, de aproximadamente 25 minutos, tornou-se essencial e clássica no mundo da música, servindo de formação musical para uma infinidade de artistas consagrados. Muitos deles, como forma a homenagear a historinha, decidiram gravar as suas versões de O Pedro e o Lobo, e nesse artigo, vou trazer cinco álbuns pertencentes a nomes importantes na música nacional e mundial, com as suas adaptações para a obra.

Peter and the Wolf [1975]

Com certeza, essa é a mais importante adaptação de Pedro E O Lobo para quem é apreciador de rock. Afinal, aqui houve a união de dinossauros do rock para gravar essa pérola. Dentre os músicos, Alvin Lee e Gary Moore nas guitarras, Manfred Mann e Garry Brooker nos sintetizadores, Keith Tippett no piano, Phil Collins, Cozy Powell e Bill Bruford na percussão, e vários outros fazem a versão rocker da obra de Prokofiev. Os personagens que possuíam, na versão original, sons típicos de orquestra, aqui ganham sons de instrumentos elétricos. Peter, originalmente era a orquestra inteira. Aqui, é a linda slide guitar de Gary Moore. O pássaro (flauta) vira o sintetizador, o pato (oboé) é a guitarra com wah-wah, o gato (clarinete) é o violino. O avô (fagote) é um majestoso saxofone, e o lobo (trompas) é feito pelos sintetizadores de Brian Eno. Ainda, a adaptação é muito boa de se ouvir. Temos blues em "Cat Dance", progressivo em "Peter's Theme", e criações especiais para esse disco, com destaque para "Bird and Peter", o complexo dedilhado de "Peter's Chase", "Cat and Duck" e a ótima "Wolf and Duck", faixa fantástica com um show do baixo de Percy Jones, da bateria furiosa de Collins e a guitarra alucinada de Chris Spedding. A versão nacional em vinil ainda trazia um luxuoso encarte de 12 páginas, com a história narrada em inglês, francês, português, italiano e espanhol. Um show musical para roqueiro nenhum colocar defeito.

Viv Stanshall (narrador), Gary Moore (guitarra, violão, slide guitar), Pete Haywood (steel guitar), John Goodsall (guitarras), Alvin Lee (guitarra), Robin Lumley (piano elétrico), Julie Tippettts (voz), Erika Michailenko (sinos tubulares), Brian Eno (sintetizadores), Mandred Mann (sintetizadores), Garry Brooker (sintetizadores), Dave Marquee (baixo), Andy Pyle (baixo), Percy Jones (baixo), Cozy Powell (bateria), Phil Collins (bateria, percussão), John Hiselam (percussão), Bill Bruford (percussão), Keith Tippett (piano), Robin Lumley (clarinete, piano, mellotron), Jack Lancaster (saxofone), Stephane Grappelli (violino), English Chorale (coral), Henry Lowther( trompete)

1. Introduction
2. Peter's Theme
3. Bird And Peter
4. Duck Theme
5. Pond
6. Duck And Bird
7. Cat Dance
8. Cat And Duck
9. Grandfather
10. Cat
11. Wolf
12. Wolf And Duck
13. Threnody For A Duck
14. Wolf Stalks
15. Cat In Tree
16. Peter's Chase
17. Capture Of Wolf
18. Hunters
19. Rock And Roll Celebration
20. Duck Escape
21. Final Theme


David Bowie Narrates Prokofiev's Peter And The Wolf / Young Person's Guide To The Orchestra [1978]

David Bowie também resolveu participar da festa, e acompanhado da Philadelphia Orchestra, comandada por Eugene Ormandy, soltou sua versão para a obra. O marco dessa gravação é ter chegado ao posto 136 da Billboard americana, façanha rara para um disco de história infantil. O belíssimo instrumental é fiel ao proposto pelo compositor russo, sendo o mais próximo do original entre os álbuns aqui apresentados. No lado B, a orquestra interpreta "Young Person's Guide To The Orchestra Op. 34", de Benjamin Britten, que é um extra dentro da peça central. Para colecionadores da obra do camaleão, admiradores de uma música clássica de alto calibre e também para servir de aula de inglês para seus filhos entre 06 e 12 anos.

Orquetra: Philadelphia Orchestra; Narração: David Bowie; Condutor: Eugene Ormandy

1. Peter And The Wolf Op.67
2. Young Person's Guide To The Orchestra Op.34


Pedro E O Lobo [1989]

Essa versão é sensacional. Rita Lee, com toda sua simpatia e capacidade de interpretação (à época), traduz para as crianças (e os adultos) brasileiros a peça de Prokofiev. Como ela diz no início: "Como ainda não existia televisão, Prokofiev resolveu brincar com a imaginação das crianças ...", e assim, ela pede para as crianças apagarem as luzes, sentir os instrumentos, e começa a apresentar a peça. A orquestração da Orquestra Nova Sinfonieta é tão linda quanto as demais citadas anteriormente, cuidadosamente conduzidas por Roberto Tibiriça. O texto ficou a cago de Wladimir Soares, que também foi responsável pelo projeto. Uma raridade da discografia de Tia Rita, que você irá dar muitas risadas, e que apesar de seguir a história original, não trazendo nenhuma canção nova, vale pela divertida interpretação da ex-Mutante.

Orquestra: Nova Sinfonieta; Narração: Rita Lee; Condutor: Roberto Tibiriça

1. Pedro E O Lobo

Peter and the Wolf: A Prokofiev Fantasy [1994]

Em 1994, foi produzido um especial para a TV chamado Peter and the Wolf: A Prokofiev Fantasy. A narrativa da obra ficou a cargo de Sting. O especial foi feito usando pessoas e bonecos para interpretarem os personagens da história, e acabou sendo lançada a trilha sonora de mesmo nome. A principal atração da trilha, além da participação de Sting, é claro, é a excelente performance musical da Chamber Orchestra of Europe, conduzida pelo maestro italiano Claudio Abbado. Os extras musicais são dignos de audição prazerosa e atenta. Sting é um mero narrador, sem ser o centro das atenções, pois são as belas sequências orquestrais que valem a aquisição dessa versão. Quem aprecia música clássica, irá se deliciar com os momentos criados especialmente para o especial, com efusiva melodia em "Just Then ... Out Of The Woods Came The Hunters", e também com as virtuoses "Allegro", "Larghetto" e "Gavotta". O especial foi lançado em laser disc e VHS, e chegou a ser apresentado em alguns canais abertos aqui no país, tornando-se bastante emocionante para os nostálgicos.

Orquestra: The Chamber Orchestra of Europe; Narração: Sting; Condutor: Claudio Abbado

1. March In B Flat Major, Op. 99
2. Peter And The Wolf Op. 67 - A Musical Tale For The Children
3. Overture On Hebrew Themes Op. 34b - Un Poco Allegro
4. Classical Symphony Op. 25
5. Allegro
6. Larghetto
7. Gavotta: Non Troppo Allegro
8. Finale: Molto Vivace

Peter and the Wolf in Hollywood [2015]

A versão mais recente para os roqueiros tem narrativa de Alice Cooper, e é totalmente modernizada em relação a história original. Pedro é um menino russo que vai morar com o avô, um velho hippie, em Los Angeles. O velho cria patos, dentre eles, um que até sabe ler. Entre várias novas peripécias, criadas pela dupla Doug Fitch e Edouard Getaz, criadores do grupo Giants Are Small, que recriam grandes clássicos da literatura e da música mundial, há paparazzos e um robô construído pelo próprio Peter, o qual é  responsável por capturar o lobo. A orquestração ficou a cargo dos jovens da Germany's National Youth Orchestra, e a interpretação de Alice é tão engraçada quanto a de Rita Lee. Como curiosidade, a história divide-se musicalmente em duas partes. A primeira é composta por uma recriação total de várias peças clássicas unidas, trazendo referências a autorescomo Mahler, Wagner, Zemlinsky, Grieg entre outros. A segunda é uma adaptação em cima da obra original de Prokofiev. Você ainda pode conferir o Making Off e mais detalhes da nova história em um site exclusivo dessa adaptação (www.giantsaresmall.com). Vale tanto para colecionadores de Alice Cooper quanto para conhecer uma versão nova e divertida de uma obra atemporal.

Orquestra: Germany's National Youth Orchestra; Narração: Alice Cooper; Condutor: Alexander Shelley


1. Peter Arrives And Settles In Los Angeles
2. Peter's Birthday
3. The Wolf Hunt Begins
4. Peter Builds The Robot
5. The Hunt Continues
6. Back At Grandfather S Home
7. Peter Is Greeted By The Bird
8. The Duck Waddles Over
9. Peter Notices The Cat
10. Grandfather Warns Peter
11. The Wolf Reappears
12. The Duck Is Caught
13. The Wolf Stalks The Bird And The Cat
14. Peter Prepares To Catch The Wolf
15. The Bird Diverts The Wolf
16. Peter Catches The Wolf
17. The Paparazzi Arrive
18. The Procession To The Zoo

Os instrumentos e os personagens que eles representam na obra

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Podcast Grandes Nomes do Rock # 41: Dia dos Pais




O Podcast Grandes Nomes do Rock desse mês faz uma homenagem aos pais. Em quase duas horas de programa, apresentamos clássicos do rock mundial que citam nossos geradores masculinos em seu nome ou em sua letra, passeando pelo progressivo, metal, rock nacional, artistas solo e outros estilos.

Um Feliz Dia dos Pais para todos os Pais Consultores e também aos Pais leitores de nosso blog!!



O Pai que vos escreve e seu filhão
Track list Podcast # 40 - Postagem 666

Bloco 1
Abertura: "The Number of the Beast" [do álbum The Number of the Beast - 1982 (Iron Maiden)]
"666" [do álbum Monument of Metal: The Very Best of Anvil - 2011 (Anvil)]
"Death Knell" [do álbum Ghost - 2011 (Ghost)]
"In The Darkness" [do álbum In Solitude - 2008 (In Solitude)]
"Black Demon" [do álbum Gates to Purgatory - 1984 (Running Wild)]

Bloco 2
Abertura: "Hell's Bells" [do álbum Back in Black - 1980 (AC/DC)]
"South Side of the Sky" [do álbum Fragile - 1971 (Yes)]
"Welcome Princes of Hell" [do bootleg Live at Madison Square Garden - 1984 (Mercyful Fate)]
"Burning in Hell" [do bootleg San Francisco in Flames - 1984 (Possessed)]
"The Seven Gates of Hell" [do álbum At War With Satan DELUXE EDITION -  2002 (Venom)]
"Back from Hell" [do álbum Rebirth - 1973 (Birth Control)]
"Hell and Black" [do EP Beyond Magnetic - 2012 (Metallica)]

Bloco 3
Abertura: "At War With Satan" [do álbum At War With Satan - 1983 (Venom)]
"Symphony for the Devil" [do álbum 3 - 1970 (Bloody, Sweat & Tears)]
"The Devil's Game" [do Box Set Kansas Box Set - 1992 (Kansas)]
"The Devil is Singing Our Song" [do álbum Bang - 1973 (James Gang)]
"All in Satan's Name" [do álbum Made in England - 1972 (Atomic Rooster)]
"Lucifer Sam" [do álbum The Piper at the Gates of Dawn - 1967 (Pink Floyd)]
"Ave Lucifer" [do álbum A Divina Comédia Ou Ando Meio Desligado - 1970 (Mutantes)]
"Advogado do Diabo" [do álbum Psicoacústica - 1986 (Ira!)]

Bloco 4
Abertura: "The System/Babylon" [do álbum 666 - 1972 (Aphrodite's Child)]
"Loud, Loud, Loud" [do álbum 666 - 1972 (Aphrodite's Child)]
"The Four Horsemen" [do álbum 666 - 1972 (Aphrodite's Child)]
"The Lamb" [do álbum 666 - 1972 (Aphrodite's Child)]
"Seven Trumpets" [do álbum 666 - 1972 (Aphrodite's Child)]
"Altamont" [do álbum 666 - 1972 (Aphrodite's Child)]
"The Weading of the Lamb [do álbum 666 - 1972 (Aphrodite's Child)]
"The Capture of the Beast [do álbum 666 - 1972 (Aphrodite's Child)]
"" [do álbum 666 - 1972 (Aphrodite's Child)]

Encerramento: "Hell Awaits" [do bootleg Monsters of Rock Sao Paulo - 1994 (Slayer)]


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