Mostrando postagens com marcador Paul Di'Anno. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Paul Di'Anno. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Shows inesquecíveis: Paul Di'Anno (Porto Alegre, 18/11/2007)




Apesar da chuva forte que caiu durante todo um fim de semana em Porto Alegre, e da fraquíssima divulgação que teve, o show de Paul Di'Anno na capital gaúcha foi um dos momentos mais inesquecíveis na minha vida diante de palcos.

Lembro de tudo com precisão de detalhes que talvez não venham ao caso, mas alguns detalhes preciso narrar por aqui. Paul e banda chegaram à cidade por volta de 18h (duas horas antes do horário marcado para o show), no mesmo horário que a chuva parou. Eles vieram de van, direto de Curitiba.


Quando cheguei no local de show, o bar Manara, vários fãs já estavam aglomerados, a maioria na faixa dos 30 e poucos. Claro... O comentário maior entre a gurizada era sobre o show do Iron que iria ocorrer em março de 2008, e que eu já tratei dele aqui no blog


Passado das 20h, a fila já dobrava o quarteirão e nada das portas do bar se abrirem. Somente às 21h pudemos entrar no local. Tradicional ponto de encontro de bandas de pagode, o local caiu como uma luva para o show de Di'Anno. Palco pequeno, lugar apertado e uma acústica realmente de "boteco" fizeram com que, segundo o próprio Paul, relembrassem os primeiros anos de sua carreira ao lado de Harris e cia.



Di'Anno no Manara

Às 21:30, a banda local Ghaya subiu ao palco para animar o público. Muito inspirados em Viper, Angra e Shaman, o grupo mostrou um bom repertório. O destaque ficou por conta do cover de "Painkiller", entoado em uníssono por todos no bar.


Após quatro músicas, a Ghaya deixa o palco, e segui-se uma longa espera até o grande show da noite. A expectativa era grande, principalmente em relação ao repertório. "Será que rola um Charlotte The Harlot?", "Tem que rolar 'Prowler'", "Se rolar qualquer uma do Killers pra mim está bom" foram alguns dos comentários que lembro de ter ouvido na fila. 


O forte calor e a ansiedade eram amenizados com dois grandes ventiladores e muito R'N'R advindo das caixas de som espalhadas pelo local. Led Zeppelin, AC/DC, Motorhead, Rainbow, Kiss, Ozzy Osbourne, Deep Purple, entre outros clássicos podiam ser ouvidos.



"Remember Tomorrow"

Às 23:15 (três horas e quinze minutos de atraso) a banda de apoio subiu ao palco. Logo de cara detonam "Idles Of March". Paul subiu mancando muito com um problema no joelho esquerdo, mas em ótima forma vocal, já entoando as primeiras estrofes de "Wratchild". Na sequência veio "Prowler", uma das mais vibradas da noite. Após se apresentar ao público e cumprimentar a todos, duas surpresas: "Marshal Lokjaw" e "Murders In The Rue Morgue". O público estava enlouquecido. Essas pérolas do Killers não estavam na esperança de ninguém no bar.

Seguiram "The Beast Arises" (em homenagem a "My ex-wife, una putarana!!!") e "Children Of Madness", as quais acalmaram um pouco o ânimo do público. A paulada voltou com "Remember Tomorrow", causando emoção em muita gente! Paul mostrou estar em excelente forma vocal, porém fisicamente não conseguiu agitar tanto quanto nos velhos tempos. Mas isso é o de menos. Ver os berros acompanhados pela guitarra é algo indescritível. Fantástico é pouco! "Faith Healer" e "A Song For You" abriram espaço para os clássicos "Killers" (em homenagem "Ao maior assassino de todos os tempos, George Bush"), "Phantom Of The Opera" e "Running Free", todas cantadas do início ao fim pelas cerca de 600 pessoas que lotaram o bar.


Ingresso do show

Após um intervalo de quinze minutos, a competentíssima banda de apoio voltou aos gritos de "Di'Anno, Di'Anno" entoando "Transylvania". Destaque para o excelente Marlon Morlan nas guitarras. Incrível ver como uma instrumental torna-se uma música com vocal. Todos os solos foram cantados juntos pela galera. Arrepiante!!!!!


Paul subiu ao palco mais uma vez, e surpreendeu novamente, agora com "Blietzkrieg Bop" dos Ramones. "Sanctuary" encerrou a noite de forma totalmente satisfatória.


Após o show, Paul recebeu a imprensa especializada e alguns fãs. Obviamente fui conversar com ele. De muito bom humor, mas sentindo muito a lesão no joelho, o cantor me recebeu acompanhado de pizzas, frutas e muita água (ok.. era vodka, mas em garrafa de água).


Eu (ainda com cabelos) e Paul. O tempo passa ...
Com muitas risadas e uma incrível simpatia, Paul disse que está satisfeito com o atual momento de sua carreira. Apesar de fazer o show praticamente com músicas do Iron, sabe da importância que tem na história do heavy metal e se sente muito feliz em ver jovens e adultos cantando suas músicas.

Perguntei a ele o que achou do show, do público e da cidade. Ele disse que adorou, espera voltar mais vezes e pediu muitas desculpas por não conseguir agitar mais. Estava muito cansado da viagem de dezoito horas de Londrina para Porto Alegre. 



Eu e a banda de apoio de Di'Anno
Desculpar o que Paul? O show foi inesquecível! 

Deixo as palavras do guitarrista Marlon quando perguntei a ele sobre a sensação de estar tocando ao lado de um dos ícones da música. "Cara, é incrível quando algo que você sonha torna-se real. Achava que o máximo que veria Paul era em um DVD. E agora estou aqui, tocando com ele. Não tenho nada mais a dizer. Inesquecível!"


Set list


1. Idles of March

2. Wratchild
3. Prowler
4. Marshal Lokjaw
5. Murders in the Rue Morgue
6. The Beast Arises
7. Children of Madness
8. Remember Tomorrow
9. Impaler
10. Faith Healer
11. A Song for You
12. Killers

Bis


13. Phantom of the Opera

14. Running Free

segunda-feira, 28 de março de 2011

Podcast Grandes Nomes do Rock #12: Iron Maiden [1994 - 2011]


Por Mairon Machado (Publicado originalmente no blog Consultoria do Rock)

Na décima segunda edição do Podcast Grandes Nomes do Rock, apresentaremos a segunda parte da homenagem ao Iron Maiden, contando a história do grupo do ano de 1994 até os dias de hoje, com a turnê que passa atualmente pelo Brasil. Canções das carreiras solo dos três vocalistas, raridades do grupo e também clássicos de bandas que influenciaram o Iron Maiden no início de carreira estarão presentes em uma hora e meia de muito som.



Em 1994, cantores de diversos países enviaram suas demos para o Iron Maiden em busca do posto de vocalista oficial do grupo após a saída de Bruce Dickinson. De Michael Kiske (Helloween) até André Matos (ex-Viper), pelo que consta a lenda, todos queriam estar sob os holofotes do microfone da donzela. Porém, o mais cogitado era o retorno de Paul Di'Anno, que na época liderava o grupo Killers.

Iron Maiden em 1995: Nicko, Harris, Blaze, Janick e Murray


Surpreendentemente, Steve Harris, o vocalista Blaze Bayley (ex-Wolfsbane) e  o resto do Iron Maiden logo entraram em estúdio, lançando em 1995 o álbum The X Factor. Apesar de boas canções como "Sign of the Cross", os fãs de Bruce Dickinson torceram o nariz para a nova formação, e The X Factor se tornuo o disco do grupo com pior marca de vendas desde o lançamento do álbum de estreia em 1980. O grupo saiu em turnê durante os anos de 95 e 96, onde tocaram pela primeira vez em Israel e na África do Sul. Após a turnê, saiu a coletânea Best of the Beast (1996), apresentando uma canção inédita: "Virus".

Mais dois anos de hiato e, em 1998, foi lançado Virtual XI, que vendeu menos ainda, atingindo menos de um milhão de cópias comercializadas pela primeira vez na história do Iron Maiden. As canções com tendências progressivas realmente não agradaram aos fãs, ainda mais quando Blaze cantava as canções da era Bruce, chegando por diversas vezes a ser vaiado. Ao mesmo tempo do lançamento de Virtual XI, que também contém boas canções como "Futureal" e "The Clansman", os fãs cada vez mais se afastaram. A solução encontrada foi a saída de Blaze em um acordo amigável.

Iron Maiden na terceira edição do festival Rock in Rio


Para surpresa e delírio de todos, Steve Harris anunciou, em fevereiro de 1999, o retorno de Bruce Dickinson (que vivia uma ótima fase em sua carreira solo) e também de Adrian Smith para as guitarras. Contando agora com o trio Janick, Dave e Adrian nas seis cordas, mais Harris, McBrain e Bruce, o agora sexteto partiu para uma turnê intitulada de "The Ed Hunter Tour", ao mesmo tempo que foi lançado o jogo eletrônico Ed Hunter, que também acompanhava uma coletânea. O primeiro álbum de estúdio com a nova formação saiu em 2000. Brave New World mantinha as influências progressivas dos álbuns com Blaze, em faixas como "The Wicker Man" e "The Nomad", mas que, com a voz de Bruce, encaixaram-se no gosto dos fãs. Assim, a Donzela praticamente saiu das cinzas com a extensa turnê mundial, contando com mais de 100 shows, encerrada no dia 19 de janeiro de 2001, com a apresentação na terceira edição do festival Rock in Rio para uma plateia de aproximadamente 250 mil pessoas, cuja performance ficou registrada no CD e DVD ao vivo Rock in Rio, lançado em março de 2002.

Após mais uma curta turnê, a "Give Me Ed... 'Til I'm Dead Tour", que ocorreu durante o verão de 2003, foi lançado o álbum Dance of Death, que foi aclamado tanto por fãs quanto pela imprensa, que rotulou o álbum como o melhor desde Piece of Mind. Canções como "Montségur" e "Paschendale" resgataram os temas históricos. Na turnê "Dance of Death World Tour", o grupo se apresentou para cerca de 750 mil pessoas durante um período de quatro meses, realizando 50 shows entre 2003 e 2004 pela América do Sul, Japão, Europa e América do Norte.

Em 2005, a banda apresentou-se no Westfalenhalle em Dortmund, na Alemanha, tendo registrado no show o CD e DVD Death on the Road. Para celebrar os 25 anos de carreira do grupo, o grupo iniciou a turnê The Early Days, onde somente material dos quatro primeiro álbuns foi interpretado. Um dos principais espetáculos dessa turnê  foi realizado no Ullevi Stadium, na Suécia, onde o Iron Maiden apresentou-se para um público de 60 mil fãs e teve seu show transmitido pela televisão em toda a Europa. O término dessa gira foi como headliner nos festivais de Reading e Leeds (Inglaterra), nos dias 26 e 28 de agosto, encerrando de vez com uma data onde tocaram para 40 mil fãs no RDS Stadium, na Irlanda.

No outono de 2006, A Matter of Life and Death chegou às lojas, continuando o trabalho de canções elaboradas, temas complexos e próximos ao progressivo. Mais uma turnê foi realizada, com o álbum sendo interpretado na íntegra durante a primeira parcela de apresentações. Na segunda parte, a turnê passou a se chamar "A Matter of the Beast", adicionando canções do álbum The Number of the Beast, que completava 25 anos em 2007. Pela primeira vez, o Iron Maiden se apresentou nos Emirados Árabes Unidos, participando do Dubai Desert Rock Festival em 2007, em um espetáculo para 20 mil fãs. Também visitaram a Índia pela primeira vez, onde realizaram um show em Bangalore para 45 mil pessoas. Além disso, fizeram sua quarta apresentação como headliner no festival de Donington Park para 80 mil pessoas.

Ed Force One


No dia 5 de setembro de 2007, foi anunciada a "Somewhere Back in Time World Tour", com o palco baseado na turnê de Powerslave. A primeira apresentação foi em Mumbai, na Índia, no dia 1º de fevereiro de 2008, com a primeira parte da turnê consistindo de 24 shows em 21 cidades, passando inclusive mais uma vez pelo Brasil e por países onde o grupo colocou os pés pela primeira vez, como Colômbia e Costa Rica, além da primeira apresentação na Austrália após 13 anos. As viagens entre as cidades onde os espetáculos tiveram palco foram feitas com o avião oficial do grupo, o Ed Force One, pilotado pelo vocalista Bruce Dickinson.

Em 12 de maio de 2008 foi lançada a coletânea Somewhere Back in Time, trazendo faixas desde o LP de estreia até Seventh Son of a Seventh Son (1988). Apesar de contar com tantos anos de carreira, foi apenas nessa turnê que o grupo realizou sua primeira apresentação em um estádio inglês, no caso, o Twickenham Stadium, o segundo maior do país. A segunda perna realizou-se entre fevereiro e março de 2009, com as primeiras apresentações no Peru e no Equador, assim como o retorno para a Venezuela após 19 anos e para a Nova Zelândia após 16 anos. Foi nesse período que se realizou o terceiro show na Índia em menos de dois anos, durante o festival Rock in India 2009, além de ter sido superado o recorde de público exclusivamente para ver a banda, fato ocorrido na apresentação realizada São Paulo no dia 15 de março de 2009. O encerramento da "Somewhere Back in Time World Tour" ocorreu em 2 de abril, com um show realizado na Flórida (EUA). A turnê foi registrada e lançada em DVD através do filme Iron Maiden: Flight 666, além do CD de mesmo nome. 

Palco da "The Final Frontier Tour"


Após o término de mais uma extensa turnê, o grupo voltou para os estúdios e lançou em agosto de 2010 o álbum The Final Frontier, que alcançou a primeira posição em 28 países logo no seu lançamento, chegando ao primeiro posto em mais dez países no dia 6 de setembro, além de ter atingido uma inédita quarta colocação nas paradas norte-americanas, a mais alta do grupo até então.


Em 21 de setembro, foi anunciada uma turnê pelos países escandinavos, e em 11 de novembro, a "The Final Frontier World Tour" foi anunciada, tendo início em 11 de fevereiro com uma apresentação na Rússia. O Iron Maiden encontra-se  atualmente em solo brasileiro, com shows em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Recife e Belém, de onde seguirá para mais uma extensa turnê ao redor do planeta.



Discos de estúdio desse período
Pictures de Rock in Rio

Pictures de Rock in Rio
Flight 666 Picture
Flight 666 Picture
Raridades do Iron Maiden (veja mais no blog Clássicos e Achados)

Track list podcast # 11 - Iron Maiden Part 1

Bloco 01
Abertura: "Iron Maiden" [do EP The Soundhouse Tapes - 1979]
"Prowler" [do EP The Soundhouse Tapes - 1979]
"Charlotte, the Harlot" [do bootleg Nijmegen - Holland 28.04.1981 - 1981]
"22 Acacia Avenue" [do bootleg UK - 3/9/1982 - 1982]
"Wasted Years" [do bootleg Burning in Hell, Porto Alegre 2008 - 2008]

Bloco 02
Abertura: "Phantom of the Opera" [do bootleg Maiden in Brussels - 1981]
"Rock 'n' Roll Woman" [do EP Black Leather Fantasy - 1977 (Urchin)]
"Too Close to Rock" [do álbum Head On - 1980 (Samson)]
"Living in a Dream" [do álbum Hot Tonight - 1984 (Lionheart)]
"That Girl" [do bootleg Marquee Club - 1985 (The Entire Population of Hackney)]

Bloco 03
Abertura: "The Number of the Beast" [do álbum The Number of the Beast - 1983]
"Seventh Son of a Seventh Son" [do bootleg Donington - 1988]
"The Rime of the Ancient Mariner" [do bootleg Rock in Rio I - 1985]

Bloco 04
Abertura: "Alexander the Great" [do álbum Somewhere in Time - 1986]
"Cross Eyed Mary" [do bootleg Live 76 - 1976 (Jethro Tull)]
"Communication Breakdown" [do bootleg Atlanta Pop Festival - 1969 (Led Zeppelin)]
"My Generation" [do álbum Sings My Generation - 1965 (The Who)]
"Woman in Uniform" [do álbum Guilty Until Proven Insane - 1977 (Skyhooks)]

Encerramento: "The Evil That Men Do" [do bootleg Iron Maiden Prayer for the Dying - 1990]
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...