quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Maravilhas do Mundo Prog: Procol Harum - In The Held 'Twas In I [1968]




O grupo britânico Procol Harum é um dos grupos mais injustiçados da história do progressivo. Fundado em 1967, no auge da psicodelia londrina, o quinteto foi um dos pilares do que posteriormente convencionou-se a chamar de rock sinfônico, ou mais precisamente, o rock progressivo, dividindo o bastão taco-a-taco com outro injustiçado britânico, o Moody Blues.

Mas diferente do Moody Blues, que tem suas raízes no rhythm & blues americano (com o ótimo The Magnificent Moodies, de 1965), o Procol Harum já nasceu pomposo, sinfônico e revolucionário. Tudo graças às mentes de seus principais fundadores, o tecladista Matthew Fisher e o pianista Gary Brooker.


The Paramounts: Gary Brooker, B. J. Wilson, Robin Trower e Chris Copping
Brooker era o líder de um quarteto beat chamado The Paramounts, o mesmo que gravou o clássico "Poison Ivy", de Jerry Leiber e Mike Stoller, em 1964, clássico esse eternizado por bandas como Rolling Stones, The Hollies, Manfred Man e até nossa Rita Lee (que gravou "Poison Ivy" em português, batizada de "Erva Venenosa", no álbum 3001 (2000). 

No The Paramounts, acompanhavam Brooker o guitarrista Robin Trower o baixista Chris Copping e o baterista B. J. Wilson. Porém, apesar de ter gravado outros singles, o The Paramounts não conseguiu alcançar mais nenhum êxito, encerrando as atividades em 1966. 

Porém, Brooker não queria sair do mundo da música, e decidiu montar um novo grupo. Assim, agregou forças com o organista Matthew Fisher, o guitarrista Ray Royer, e o baixista David Knights, além do poeta Keith Reid. O nome de batismo do novo conjunto, Procol Harum, uma homenagem ao gato do empresário do grupo, Guy Stevens. 



Matthew Fisher, Ray Royer, Bobby HArrison, David Knights e Gary Brooker

O Procol Harum logo conseguiu um contrato com a EMI britânica, e no dia 10 de fevereiro de 1967, entrou no Olympic Studios para gravar o seu maior sucesso comercial, "A Whiter Shade of Pale", tendo na bateria o músico contratado Bill Eyden. O compacto desta canção foi lançado em 12 de maio do mesmo ano, e se tornou um dos poucos singles a superar a marca de dez milhões de cópias vendidas em todo o mundo (apenas trinta singles conseguiram essa façanha), alcançando a primeira posição no Reino Unido e na Austrália, aonde permaneceu nessa posição por oito semanas. 


O incrível sucesso de "A Whiter Shade of Pale" levou o Procol Harum a fazer uma excursão mundial (isso com um único single lançado), a qual teve como abertura um jovem guitarrista negro chamado Jimi Hendrix. Não à toa, é uma das canções mais conhecidas e regravadas ao redor do mundo. Nessa turnê, Robin Trower e B. J. Wilson ingressaram respectivamente na guitarra e na bateria, e com eles, gravaram o segundo single, "Homburg", lançado em outubro de 1967, alcançando a quinta posição no Reino Undo. 


O contato de Trower com Hendrix influenciou diretamente a forma de tocar de ambos, apesar de muitos afirmarem que apenas Trower bebeu da fonte de inspiração que era Hendrix (Hendrix aprendeu a repetir os vibratos de Trower de forma muito similar).

Entre a gravação de "A Whiter Shade of Pale" e "Homburg", é lançado o primeiro LP do grupo. Procol Harum chegou às lojas em setembro de 1967, através da Deram Records, e como que uma blasfêmia, no Reino Unido, a versão original não contava com "A Whiter Shade of Pale" (o que foi corrigido nas versões americanas e dos outros países europeus). O som do álbum é uma mistura de psicodelia e beat-rock, em um pop simples no geral, carregado pelo órgão inconfundível de Fisher e pelas lindas harmonias instrumentais de Brooker. O disco fez sucesso relativo, e deu a oportunidade para o quinteto seguir seu trabalho.



David Knights, Matthew Fisher, Robin Trower, B. J. Wilson e Gary Brooker

Uma série de singles sem sucesso, mais uma pequena turnê pelo Reino Unido, e chegou o segundo disco do grupo. Shine on Brightly foi lançado em setembro de 1968, e é um ousado projeto da dupla Fisher / Brooker. Nos seus trinta e nove minutos de duração, temos a chave-mestra do que virou o progressivo anos depois, com a primeira grande suíte criada por um grupo de rock, a linda "In Held 'Twas In I". 


Dividida em cinco partes ("Glimpses of Nirvana", "'Twas Teatime at the Circus", "In the Autumn of My Madness", "Look to Your Soul", "Grand Finale"), é uma ousada suíte musical, que demora para ser assimilada, mas depois de absorvida, se torna uma embriagante sessão de relaxamento e prazer. Além disso, a participação de um pequeno coral deu mais drama a essa emocionante canção.
 

Gary Brooker
"Glimpses of Nirvana" abre nossa Maravilha Prog com o som de um instrumento indiando, acompanhando o poema que conta a história. Efeitos de guitarra como microfonias e vibratos aparecem, e após o poema encerrar-se, entra o tema marcado de guitarra, bateria e baixo. As notas da guitarra e do baixo executam um pequeno crescendo, enquanto o piano é martelado por , encerrando essa pequena ponte com os acordes decadentes do piano, intercalado por três intervenções de baixo, bateria e guitarra.

Aqui começa realmente a maravilha musical de "In Held 'Twas In I", com a Sitar e o piano executando o tema principal da canção. O baixo faz leves notas, trazendo o coral que entoa a melodia do tema principal, acompanhando o piano. Uma respiração profunda da espaço para um pequeno solo de piano, e mais um trecho do poema é entoado, enquanto a melodia do piano vai envolvendo o ouvinte, em uma melodia triste, mas muito bela.



Matthew Fisher

Batidas de um sino e rufares percussivos levam para a alegre "Twas Teatime at the Circus", uma espécie de canção-cabaret, misturando valsa e polcas, destacando as vocalizações e intervenções do baixo e do piano, encerrando essa parte da canção com aplausos e muita festa. Porém, uma grande explosão acaba com tudo, trazendo a letra de "In the Autumn of My Madness", em um ritmo leve, tipicamente sessentista, no qual o órgão e a guitarra se destacam.

Fisher faz um pequeno tema no órgão, e a letra continua, sempre com o mesmo ritmo, trazendo novamente o tema do órgão, enquanto ao fundo podemos ouvir uma sirene, gritos e diversos efeitos de colagem musical, os quais vão diminuindo o volume da canção para chegar na parte central e mais empolgante. Guitarra e baixo executam um tema marcado, enquanto o órgão delira com acordes longos. 



Robin Trower

Baixo, guitarra, piano e bateria fazem uma marcação tribal, ao mesmo tempo que o órgão delira, e nessa marcação, a guitarra passa a fazer o tema principal de "In Held 'Twas In". A guitarra então geme com notas muito tristes, enquanto baixo, órgão e piano repetem o tema central acompanhados pelo ritmo tribal.

Brooker passa a cantar acompanhado pelo cravo e pelo piano, e o ritmo suave é retomado pela bateria, com baixo, cravo e piano acompanhando belamente e dando mais emoção ao já emocionante vocal de Brooker, que com um longo grito, fica sozinho ao piano. O cravo e a marcação no prato mantém a letra em ação, seguindo o ritmo leve de "Look at Your Soul", para Trower executar um lindo solo, com muitos vibratos, encerrando "Look at Your Soul" com mais um longo grito e o rufar da bateria.

É a marcação no prato, assim como o baixo, que introduz "Grand Finale", trazendo o piano (aqui tocado por Fisher) e a guitarra executando um tema marcado junto do baixo, para o coral de vozes criar uma bonita melodia enquanto Fisher sola ao piano. Trower passa a solar, e o órgão entra em ação, com a canção ganhando dramaticidade nos acordes do instrumento, e a cozinha Knights/Wilson fazendo um acompanhamento singelo, mas perfeito para as notas rasgadas de Trower, encerrando essa maravilhosa canção com o coral trazendo uma energia positiva para a tristeza que impera em quase toda a suíte, acompanhado pelo ritmo marcial e por um longo acorde do órgão.


Procol Harum: pais do progressivo britânico

O Procol Harum ainda seguiu uma carreira com altos e baixos, trocando de membros como quem troca de roupas. O terceiro disco do grupo, A Salty Dog (1970) tornou-se o mais bem-sucedido álbum de sua carreira. Em 1972, o álbum Live in Concert with the Edmonton Symphony Orchestra trouxe em todo o seu lado B  uma fantástica versão ao vivo para "In Held 'Twas In I", a qual certamente deve ser ouvida pelos apreciadores do estilo. O grupo Transatlantic também fez uma regravação para essa maravilha prog.

O grupo encerrou as atividades em 1977, voltando no início da década de 90 para um único álbum (The Prodigal Stranger, de 1991) e definitivamente na década passada, permanecendo na ativa até hoje fazendo shows ao redor do mundo.

Talvez, se não fosse a ousada investida da dupla Fisher / Brooker, jamais teríamos a oportunidade de ouvir suítes como "Echoes" (Pink Floyd), "Close to the Edge" (Yes) ou "Supper's Ready" (Genesis). "In Held 'Twas In I", além de uma Maravilha Prog, é uma peça essencial na história do rock progressivo e da música. Pena que o Procol Harum nunca mais tenha feito algo do porte dessa suíte, sendo reconhecido até hoje apenas pela bonita, mas ingênua, "A Whiter Shade of Pale.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

R. E. M. - Edições Especiais (Parte II)




A segunda parte das edições especiais feitas para os álbuns do grupo americano R. E. M. abrange mais três importantes álbuns do grupo, os quais foram lançados na segunda metade da década de 90 e início dos anos 2000. São eles: New Adventures in Hi-Fi (1996), Up (1998) e Reveal (2001).

As três Edições Especiais de hoje
Nesse período, o quarteto acabou sofrendo a baixa do baterista Bill Berry, seguindo como um trio formado por Michael Stipe (vocais), Peter Buck (guitarras, violões, mandolin) e Mike Mills (baixo, teclados, violões, acordeão). na bateria, músicos contratados revezaram-se álbum após álbum, o que manteve-se até o fim da banda no ano passado.

Vamos aos discos.

New Adventures in Hi-Fi é o último álbum do R. E. M. como quarteto. Sombrio praticamente do início ao fim, é detentor de pérolas do tamanho de "E-Bow the Letter" (com a emocionante participação especial da cantora Patti Smith), "Electrolite", "How the West Was Won and Where It Got Us" ou a linda "Leave". Apesar de não ter sido tão bem sucedido comercialmente nos Estados Unidos, vendendo pouco mais de um milhão de cópias naquele país, conseguiu a incrível façanha de ser o mais vendido em quatorze países diferentes, principalmente na Europa, aonde o R. E. M. passou a frequentar assiduamente para realizar shows ou gravações. 

New Adventures in Hi-Fi Deluxe Edition

A Edição Especial é muito luxuosa. Seguindo o que foi feito em Monster (1994), o álbum foi lançado em um formato de livreto com capa dura, a qual é perfurada em quadrados, e é envolta por uma capa de papelão reciclado em preto, com um losango recortado na parte central, deixando aparecer o livro e os quadrados perfurados.

Dentro do livro, trazendo em suas sessenta e oitoo páginas imagens do grupo durante as viagens da turnê de Monster, a primeira realizada por eles desde 1989, divulgando o álbum Green, bem como outras imagens diversas, assim como informações das canções e pequenas frases das letras das mesmas. O CD está luxuosamente inserido dentro do livro, tendo um espaço exclusivo para ele, com fundo de plástico duro e bordas que protegem o mesmo.

New Adventures in Hi-Fi Special Edition
Assim como a versão de Out of Time, esta é uma Edição bem rara. A média de preços gira entre 20 e 30 dólares (completo), baixando um pouco quando o material (principalmente a capa do livro) está danificado.



Um ano após o lançamento de New Adventures in Hi-Fi, Bill Berry anunciou sua saída do grupo, aposentando-se por problemas de saúde. Foram quase dois anos na expectativa se o R. E. M. iria seguir ou não, e a resposta foi dada com Up (1998), no qual eles apresentam-se aos fãs como um trio formado por Stipe, Mills e Buck. Para bateria, dois músicos convidados (Barrett Martin e Joey Waronker) revezam-se nas canções, assim como a bateria eletrônica ou pré-gravada também é comum durante os sessenta e cinco minutos do álbum.

O ritmo lento de seu antecessor é seguido em Up, porém com a presença constante de eletrônicos. Os principais sucessos do álbum são "Daysleeper", "Walk Unafraid", "At My Most Beautiful" e "Hope", essa última sendo uma composição em parceria com o músico canadense Leonard Cohen. Up chegou na terceira posição nos Estados Unidos, e apesar de ter vendido bem ao redor do mundo, conquistou o primeiro lugar apenas em três países (Áustria, Noruega e Alemanha).

Up Limited Edition

A Edição Especial é muito interessante. Em formato de bloco de anotações, ela vem inserida dentro de uma caixa de papelão, personalizado com o nome do álbum e do grupo, além do nome e da ordem das canções do mesmo. Todo o papel utilizado é de material reciclável. 

Ao abrir a caixa, nas bordas está escrita diversas vezes a palavra Thank You, e então, nos deparamos com o bloco, cuja a capa é feita de papelão, trazendo impressos o nome do LP e do grupo. O CD está inserido dentro do bloco de anotações, aonde também, através das suas cinquenta páginas, encontramos imagens dos integrantes da banda, imagens e artes diversas e as letras das canções, as quais foram impressas fora de ordem. Detalhe para a parte ímpar das imagens, a qual, se unidas, formam uma nova imagem, de um braço no meio do deserto.

Up Limited Edition
O preço dessa Edição gira em torno dos 10 dólares, e é fácil encontrar a mesma através dos sites especializados. Só tome cuidado para ver se está tudo OK com o bloco de anotações (são trinta páginas no total) e com o CD, o qual está inserido no meio do bloco de anotações.

Por fim, Reveal foi lançado em 2001, e é outro com um material bem apetitoso e diferente. Mais alegre que os antecessores, Reveal teve como grande destaque a linda "Imitation of Life", cujo refrão grudento entoou nas rádios e reforçou a chama do R. E. M., que andava meio apagada entre os não-fãs do grupo. Outras canções que se destacaram nesse álbum foram "All the Way to Reno (You're Gonna Be a Star)", "Beat a Drum" e "I'll Take the Rain".

O álbum não foi tão bem sucedido nos Estados Unidos, chegando na sexta posição, mas foi primeiro lugar no Reino Unido e em mais cinco países europeus, consolidando o R. E. M. como um dos grupos mais populares na Europa no final da década de 90 e início dos anos 2000.


Reveal Limited Edition

Sua Edição Especial apresenta um livro de imagens, inserido dentro de uma capa de papelão que imita a capa original do álbum. A capa do livro é idêntica a capa do original, sendo a primeira que o R. E. M. faz nessa forma (o que foi adotado para todas as demais Edições Especiais lançadas posteriormentes). São quarenta e quatro e duas páginas no livreto, com imagens diversas, as letras das canções (fora de ordem) e informações sobre as mesmas. Algumas páginas são recortadas em formatos especiais (o nome do álbum, nuvens, cavalos, as letras R. E. M.), com a imagem formada pela inserção da página seguinte no espaço recortado.

Reveal Limited Edition. O cavalo na página direita é recortado.
 O CD está inserido em um envelope plástico transparente, com a ordem das canções na parte traseira do envelope. É uma versão relativamente fácil de ser encontrada na internet, girando entre centavos e poucos dólares (isso no formato usado). Reveal ainda teve outras Edições Especiais, sendo a mais famosa aquela batizada de r. e. m. I. X. (2002), a qual apresenta mixagens diferentes para seis canções do álbum.

Na semana que vem, vamos ver como são as Edições Especiais da coletânea The Best of R. E. M. 1983 - 2003, Around the Sun e Accelerate.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Bélgica e Holanda: O Paraíso dos Discos (Parte II)



Seguindo a minha peregrinação pelo Paraíso dos discos, hoje encerro o mesmo com a passagem pela Holanda.

Partindo de Bruxelas para a Amsterdam, a terra da maconha livre, peguei o trem, e depois de três horas de viagem, cheguei na Estação Central. Saindo pela única saída que existe, aconselho imediatamente a adquirir um mapa, e com ele, ir para o Van Gogh Museum, fácil de ser localizado por estar situado próximo ao monumento IAMSTERDAM. Qualquer holandês sabe aonde fica esse monumento, e ele será o nosso ponto guia para as lojas.

Antes, um pequeno comentário sobre a cidade. Recheada de pequenos canais, me marcou bastante o forte cheiro de erva em toda a cidade, e como a mesma é consumida em público como se fosse um cigarro normal aqui no Brasil. Lojas especializadas em produtos com maconha estão espalhadas por toda a cidade, e inclusive artefatos como queijos, chocolates e chás são encontrados em supermercados. Me decepcionei um pouco com o quesito mulheres bonitas, inclusive na famosa Red Line, onde apenas duas meninas exibiam-se nas vitrines, completamente vestidas, sem mostrar nem um pouco algo mais excitante. No geral, uma cidade muito bonita, acolhedora para um passeio com a digníssima, e também para comprar discos.

Vamos à eles.

Second Life Music
Eu havia feito uma breve pesquisa na internet um dia antes, e vi que a loja mais recomendada para visitar era a Second Life Music. Foi bom começar por ela, não pelos discos, mas por que o vendedor me indicou todas as lojas que estavam abertas naquele dia. Descobri que das cinco lojas que eu havia anotado, três estavam fechadas, mas as demais ficavam abertas até as 18 horas, o que me motivou bastante.

Quanto a Second Life, localizada na Prinsergracht 366, tirando a atenção do vendedor, achei a loja muito fraca. Os discos (essencialmente LPs) são mal organizados, divididos apenas por sessões, como Rock Holandês, Rock em Geral, Música Clássica, Reggae e outros. Não há uma ordenação alfabética ou algo assim. 

Second Life internamente
Além disso, os vinis são bem usados, e o preço, variando entre 10 e 200 euros, não me convenceu em nada a comprar algo. O único material que eu realmente levaria era a caixa de charutos de Long John Silver (Jefferson Airplane) que o vendedor se recusou a vender por não vir o vinil junto (?!), mesmo eu querendo comprar.

Com o mapa repleto de marcações de lojas de discos, tive que escolher um roteiro que abrangesse o maior número de pontos turísticos e lojas ao mesmo tempo, principalmente por que isso já eram 13 horas. Como eu queria visitar a fábrica da Heineken, e a mesma fica próxima ao IAMSTERDAM, escolhi aquela região, a qual fica próxima ao centro da cidade.

Saindo então pela Prinsergracht, desci a mesma até a Leidseplein Street (nome fácil de lembrar pela comparação com o Led Zeppelin), e da Leidseplein, cheguei na Weteringschans 33 A 1017, onde está localizada a Record Palace. 

Record Palace

Quando vi a placa, lembrei que já conhecia essa loja de algum lugar, e lá dentro, consegui a resposta. O dono da loja me contou, em um inglês bem tosco, que Ed Motta é comprador assíduo da loja, fazendo importações frequentes, e então conclui que em alguma entrevista do sobrinho de Tim Maia ele deve ter citado o local.

O vendedor é muito camarada, e a loja é um atentado ao coração de um bolha. Com preços variando entre 5 e 100 euros, ela é muito limpa e organizada, possui dois andares bem distintos. No andar de cima, estão os discos de rock, englobando desde o Pop Rock do A-ha até o metal extremo de Venom, todos divididos em ordem alfabética e por sessões.

No andar de baixo, discos de jazz, soul, blues, música clássica, reggae e pop holandês. Os compactos ocupam uma pequena estante, e ali comecei a gastar meus euros na Holanda, ampliando minha coleção de compactos do Queen e de David Bowie.

Andar de cima da Record Palace (acima);
Andar de baixo da mesma loja (abaixo)
Nos discos, após uma longa busca, e ter ficado babando um bom tempo nos bootlegs do Pink Floyd (todos na faixa de 30 euros), adquiri o Long John Silver em versão original (com um pequeno defeito na capa, mas tudo bem, o que vale é que agora eu posso montar minha caixa de charutos), e mais os compactos citados. O problema do peso na bagagem da Ryan Air novamente me impediu de comprar diversos discos, mas enfim, a peregrinação tinha que continuar.

A Record Palace fica muito próxima ao monumento IAMSTERDAM, e após ir no mesmo, peguei a Stadhouderskade em direção a Ferdinand Bolstraat. Na esquina dessa rua com a Stadhouderskade fica a fábrica da Heineken, mas decidi ir primeiro em uma loja que fica atrás da fábrica, na própria Ferdinand Bolstraat, número 30, chamada Record Mania.

Record Mania
Assim como na Record Palace, é um local sensacional, com muitos discos e muito material para adquirir. O forte da loja é o rock e o reggae, e essa foi a loja de usados que encontrei mais CDs para vendas. Toda a loja é separada por sessões, em ordem alfabética e por bandas, o que facilita muito na busca do seu artista preferido, com um detalhe: você aqui vai encontrar Ozzy Osbourne e Dio na sessão Black Sabbath, assim como (por exemplo) Whitesnake, Trapeze e Rainbow na sessão Deep Purple. 


Divisões de LPs na Record Mania. Rock (acima),
Eletrônico e músicas do mundo (abaixo)
Como estava atrás de Jefferson Airplane, fui direto na sessão do grupo, e me deparei de cara com o que estava querendo: a versão original do álbum Bark, com a sacola de papel. O preço estava meio salgado, e como eu já estava com poucos euros, além do famoso "peso extra", preferi investir na fábrica da Heineken. 

Record Mania internamente
Saí frustrado da Record Palace, com apenas dois vinis (um do Moody Blues e outro do Erasure) adquiridos por míseros 1 euro cada, e cheguei na Heineken. Porém, quando eu vi que a entrada na fábrica era o dobro do que custava o Bark, voltei para a Record e peguei o mesmo, ainda levando um raro (pelo menos no Brasil) CD do retorno do Quicksilver Messenger Service, gravado ao vivo em 2010, pelo mesmo preço (ambos) do que eu teria se tivesse ficado uma hora aprendendo como a Heineken é feita. Coisa de bolha, mas não me arrependo nem um pouco.

Feliz da vida, com dois discos que estava catando há algum tempo dentro da sacola, dirigi-me pela Vijzelstraat, dobrando a direita na Keizersgracht e retornando um pouco na Utrechtstraat, aonde fica localizada a maior loja de discos de Amsterdã, a Concerto Records.

Essa loja é impressionante! Na verdade são cinco lojas, uma ao lado da outra e todas unidas internamente. Ainda existe uma sexta loja na quadra seguinte, a qual vende apenas produtos fonográficos, como toca-discos, alto-falantes, fones-de-ouvido e outros aparatos musicais em geral.

As cinco lojas são cada uma para um estilo, ou seja: World /Jazz; Pop Rock;  Dance; Rock; Vinil / Usados. As quatro primeiras lojas vendem apenas CDs, enquanto a última vende CDs e LPs usados, além de LPs recém lançados. Todas elas são divididas em três andares, e realmente, dá para passar uma tarde ali dentro. 

Como estava com pressa, e certo de que estava violando o maldito peso da Ryan Air, olhei a loja muito rapidamente, mas com certeza, é um local que se um dia eu voltar para Amsterdã, irei preparar bem os bolsos (e as malas) para fazer aquisições, principalmente no que diz respeito aos discos novos.

Retornei pela Utrechtstraat, me dirigindo a Amstel Records, localizada na Amstelstraat, e que infelizmente estava fechada. Perto dela, encontrei uma feira de discos ao ar livre, com vinis bastante usados, na faixa de 1 a 5 euros. Não encontrei nada interessante ali, mais pela pressa em olhar os LPs do que pela qualidade do material em si.

Entre diversos canais, ruas estreitas e muitas fotos, além de cervejas baratas (bebi oito latas de 500 ml durante toda a tarde, e gastei no máximo 2 euros com TODAS elas), voltei para a estação de trem, certo de ter deixado muitos discos para trás, e com a certeza de que a Holanda vale bastante a pena ir buscar o que você está procurando, ou até mesmo, o que você nem imagina que existe.

Só prepare sua mala, e não viaje de Ryan Air, se não, o risco de pagar uma multa valiosa para ter aquele LP/CD é enorme.


Mapa com algumas lojas de discos em Amsterdã


O mapa acima mostra as lojas citadas no texto. Existem muitas mais espalhadas por Amsterdã, que eu torço poder visitar em uma próxima passagem pela cidade. 

Espero que essas matérias sejam úteis para futuros colecionadores que venham a peregrinar pela Bélgica ou pela Holanda, e obrigado à todos que me apoiaram nessa breve, mas muito satisfatória, jornada.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

R. E. M. - Edições Especiais (Parte I)




Em 1988, o grupo americano R. E. M. lançou seu sexto álbum, Green, o qual foi o primeiro pela gravadora Warner Bros. Para comemorar a façanha, o grupo lançou uma tiragem limitada do álbum, com a capa diferente. Essa tiragem hoje é raríssima, mas foi o pontapé inicial para que a partir de então, todos os álbuns do R. E. M. (com exceção do último, Collapse Into Now, de 2011), recebessem uma edição especial (lá fora) para os verdadeiros fãs, em formatos as vezes não tão convencionais.

Essa série de postagens, divida em quatro partes, irá apresentar exatamente estas edições especias, apresentando para o fã do grupo um material que irá ser um verdadeiro tesouro na sua coleção, e também para despertar o interesse para essa grande banda dos anos 80 e 90 (e por que não, dos anos 2000) naqueles que conhecem uma ou duas canções do grupo. 

As três Edições Especiais que estreiam a série

Em cada postagem, trataremos de três álbuns em edições especiais, seguindo a ordem cronológica de lançamentos dos mesmos (incluindo álbuns ao vivo e a coletânea The Best of R. E. M. 1988-2003 (2003).

Começamos então pelo álbum Out of Time. Lançado pelo grupo em 1991, foi o maior sucesso comercial do quarteto, à época formado por Michael Stipe (vocais), Peter Buck (guitarras, mandolim, violões), Mike Mills (baixo, acordeão, piano, teclados e vocais) e Bill Berry (bateria, congas, percussão). Nele está contida "Losing My Religion", canção que até o gato da vizinha conhece e sai cantando pela rua. O álbum vendeu mais de dez milhões de cópias em todo o mundo, sendo primeiro lugar em vendas em oito países (inclusive o Brasil). Com certeza, você alguma vez na vida ou pegou esse CD/LP/k7 em mãos ou possui o mesmo na sua prateleira até os dias de hoje.


Out of Time: The Portfolio Edition
Sua Edição Especial (somente em CD) é quase tão rara quanto a versão de Green, apesar de ter saído em uma tiragem maior. Para começar, a capa do CD é uma espécie de pacote para enviar cartas, como os usados antigamente por carteiros nos Estados Unidos, todo em preto com o símbolo do álbum (na versão original) em destaque numa cor mais clara, além das pontas deste diário ser amarradas por fitas que envolvem o conteúdo do mesmo. 

Ao abrir o diário, o fã depara-se com um envelope, o qual contém dez cartões postais, um deles com o nome das canções e a ordem das mesmas. O CD, impresso em cor de madeira, está inserido em um papel especial, tipo seda, e ainda existe um adesivo preto com o nome das canções, o que qual serve como "contra-capa" do mesmo.


O material contido na Edição Especial de Out of Time

Achar essa versão por um preço abaixo de 20 dólares é uma missão quase impossível (se tudo estiver intacto), e aos curiosos, não há nenhuma canção extra ou vídeo, apenas as canções originais do LP (o que predomina na maioria dos lançamentos especiais que iremos tratar aqui).

No ano seguinte, o quarteto lançou Automatic for the People, outro grande sucesso em vendas, que também vendeu mais de dez milhões de cópias em todo o mundo, mas não conquistou tantas primeiras posições como seu antecessor (Automatic for the People ficou em primeiro apenas no Reino Unido e na Nova Zelândia). Uma das canções mais conhecidas do álbum é a linda "Everybody Hurts", responsável pela famosa frase: "Quem nunca chorou com 'Everybody Hurts' é por que não tem sentimentos". Além disso, temos a participação mais que especial de John Paul Jones (Ex-Led Zeppelin) fazendo os arranjos para a citada "Everybody Hurts', "Drive", "Nightswimming" e "The Sidewinder Sleeps Tonite".

Automatic for the People: The Wooden Box Edition

A Edição Especial é uma arte só. Ela foi batizada de The Wooden Box Edition, e é isso mesmo, uma caixa de madeira. O CD está contido dentro de uma caixa de madeira, como uma caixa de guardar quinquilharias, inclusive com uma tampa especial para abrir o mesmo. 

Além do CD, o fã encontra dezesseis gravuras em papel de seda. Cada gravura contém uma frase de alguma canção do álbum, ou então, apresenta os liner-notes de Automatic for the People. O CD segue o mesmo do original, totalmente amarelo, e está inserido em um envelope para CDs, feito com papel reciclável. Com muita sorte você encontra essa versão intacta por menos de dez dólares


O material contido na Edição Especial de Automatic for the People 

O último CD que apresentaremos nessa primeira parte é Monster, que foi lançado pelo quarteto em 1994. Outro grande sucesso de vendas (superando a marca de dez milhões de cópias vendidas ao redor do mundo), conquistou a primeira posição em nove países (Brasil inclusive), e é nele que estão clássicos como "What's the Frequency, Kenneth?", "Strange Currencies"  e "Bang and Blame". 

Para muitos fãs, é o último grande disco do grupo, com muitas guitarras pesadas e arranjos mais simples, destoando bastante da grandiosidade das composições dos dois álbuns anteriores. Foi a partir dele que os americanos voltaram a excursionar regularmente, o que não era feito desde a época de Green.

Monster: Limited Edition Version
Sua Edição Especial, chamada apenas de Limited Edition Version, vem em formato de livro, bastante caprichado. Com cinquenta e duas páginas, o livro tem imagens diversas, como desenhos, imagens aleatórias e fotos dos integrantes do R. E. M. (ainda como quarteto com Stipe, Mills, Buck e Berry), sendo a capa em papel laminado, muito bonito, somente com o corpo do urso que está na capa da versão original apenas com o seu rosto.

O CD está inserido no livro, protegido por um envelope com a abertura no formato de estrela. Essa versão é mais fácil de ser encontrada nos sites internacionais, com o preço variando entre 5 e 20 dólares. 


O livro da Edição Especial de Monster
Na semana que vem, veremos como são as Edições Especiais de mais três álbuns do grupo: New Adventures in Hi-Fi (1996),  Up (1999) e Reveal (2001).

sábado, 3 de novembro de 2012

Bélgica e Holanda: O Paraíso dos Discos (PARTE I)




Quando fui convidado pelo meu amigo Prof. Dr. Gustavo Gil da Silveira para ir discutir Física em Bruxelas, após um evento na Espanha, me preparei espiritualmente (e financeiramente) para também conhecer o lugar que é conhecido como Paraíso dos Discos, e ao mesmo tempo, local de delírio para colecionadores do mundo inteiro.

Bélgica e Holanda são países muito próximos, e cuja única similaridade é o fato de fazerem parte da região denominada de Países Baixos. A Holanda é bem mais avançada que a Bélgica. O povo holandês trata suas ruas de forma muito mais limpa, além de uma organização realmente de primeiro mundo. Por outro lado, a Bélgica possui mais sujeira nas ruas, assim como pobreza, algo que se aproxima mais do nosso Brasil varonil. Mas por diversas razões, gostei bem mais da Bélgica do que da Holanda. 

Tive apenas um dia para ver discos em cada país (sábado na Bélgica e Segunda na Holanda), e, meus amigos, realmente foi um delírio.


Barbadas belgas. Quatro discos por 20 euros.
Caixa de quatro LPs de Ike & Tina Turner (acima);
Keeper of the Seven Keys I e II e Goodbye Yellow Brick Road (abaixo)


Começando pela Bélgica, tive o prazer da companhia do Gustavo, que me serviu de guia nas três principais lojas de discos de Bruxelas, localizadas todas no centro da cidade, próximas a famosa estátua Manekken Pis (apelidada carinhosamente por nós de "Guri Mijão"). Passear pela região é algo muito interessante, principalmente pela bela arquitetura do local. O maior destaque fica por conta do Hotel de Ville, uma espécie de prefeitura da cidade, com muitos detalhes que somente quem está lá consegue perceber. Localizado na Grand Place, é o monumento mais imponente da região, e também serve como localizador para as lojas de discos citadas abaixo.

Vamos então à elas. Indo para o centro, Gustavo e eu encontramos um vendedor de rua, diante da Igreja da Madalena (Eglise de la Madeleine), vendendo todos os seus LPs por cinco euros cada, ou três por dez euros. Ali já consumi alguns dos meus euros, mas acabei arrebatando os dois Keepers do Helloween, uma caixa de quatro LPs de Ike & Tina Turner e o Goodbye Yellow Brick Road (Elton John) original com capa tripla, tudo por vinte euros. 

Alegria de um bolha em frente a The Collector Record
A partir daqui não falarei mais em preços, mas ressaltarei algumas aquisições. Descendo a Rue de la Madeleine em direção a Grand Place, pegando depois a Grasmarkt, chegamos na The Collector Record Gallery. Localizada na rua Rue de la Bourse, na Beurstraat 26, ela faz a propaganda de ser A Melhor Loja de Discos de Bruxelas. 

A loja não é das maiores, mas realmente, tem muita coisa boa. Os preços giram em torno de 10 a 150 euros, isso concentrando-se nos LPs. Em termos de CDs, a diversidade não é grande, sendo a especialização da loja os Boxes. O que chama realmente a atenção é a quantidade de bootlegs que a loja possui. Só do Led Zeppelin, por exemplo, havia uma sessão exclusiva de bootlegs, todos com preços na média de 30 euros. 


The Collector Record Gallery internamente
Os LPs (e CDs) são divididos por estilos, e nos estilos, por bandas/artistas em ordem alfabética, o que ajuda muito na busca, mas por exemplo, se você quiser um disco do Ozzy Osbourne ou do Dio solo, não vá na sessão Black Sabbath, e sim, procure a sessão Ozzy Osbourne ou Dio.

Nessa loja eu peguei uns vinte LPs, mas acabei me deparando com um problema: meu vôo de volta para a Espanha seria via a empresa Ryan Air, famosa por ter vôos baratos, e por faturar em cima das bagagens dos passageiros, estabelecendo limites de tamanho e peso nas bagagens. Eu tinha direito a quinze quilos na bagagem despachada, e dez quilos na bagagem de mão, e com medo de superar esse limite (já que eu estava duas semanas na Europa), tive que deixar alguns vinis de lado, muito infelizmente.


Aquisições na The Collector Record Gallery

Mesmo assim, depois de uma luta para conseguir um desconto de apenas 10 euros (e foi uma discussão bem complicada), saí de lá com algumas preciosidades que no Brasil não vou encontrar (não pelo preço que eu paguei), como a versão em vinil triplo do In the Present: live from Lyon (Yes), a versão mono de Little Games (Yardbirds), o bootleg The Man and the Journey (Pink Floyd), e outros menos cotados.


Da The Collector, pegamos a Rue de Midi, em direção a Rue du Lombard, e após comer um delicioso waffles belga, e visitar o Mannekin Pis, chegamos na Arlequin, localizada na Rue du Chêne, a rua que sobe em relação ao Guri Mijão. A frente da loja apresenta grafites de Bob Dylan, John Lennon, Jimi Hendrix e Jim Morrison, mas é dentro que está o que mais chama a atenção.


Arlequin Store

Logo na entrada, à direita, uma imensa prateleira somente com compactos. Babei!! Os compactos, organizados por bandas/artista, também em ordem alfabética, variam entre 1 e 10 euros, e é impossível não querer olhar todos os seus artistas favoritos.

Kiss, Iron Maiden, Madonna, U2, David Bowie, Queen, The Beatles e Rolling Stones eram os que mais possuíam compactos, e só em compactos eu já arrecadei uma senhora quantidade. Passeando pela loja, um pouco menor que a The Collector, comecei a ver as divisões, semelhante à anterior. Os discos variam entre 3 e 100 euros, e a sessão de CDs é bem pequena.


Divisão de discos da Arlequin (acima);
a loja internamente (abaixo).

Diferente da The Collector, o vendedor foi muito mais atencioso, conversando bastante e inclusive dando um generoso desconto nessa loja (sendo que o gastei foi o mesmo que da anterior no valor inicial sem o desconto). Ali, peguei: a versão original, com capa abrindo e mais encarte, do Beyond the Gates (Possessed), Music from the Big Pinky (The Band), Jump in the Fire (Metallica), Wishbone Ash (Wishbone Ash) e alguns compactos do Queen e do David Bowie.


La Boite a Musique

Encerrando a parte Belga de visita às lojas, subimos a Lombardstraat e chegamos na Place de l'Albertine, a qual próxima a ela encontra-se a La Boite a Musique. Especializada em CDs e DVDs, a loja infelizmente estava fechada, e não pude saber como ela "funciona", mas segundo informações, é a melhor loja para comprar CDs lacrados, dentro de Bruxelas, possuindo preços módicos.

O mapa abaixo é um pequeno guia para quem quiser se arriscar pelas ruas de Bruxelas, mostrando essas três lojas. Existem outras pela região, mas não tive tempo de visitar (lembrando que a região é bem no centro da cidade). Vale ressaltar: não deixem de ir na Grand Place, é linda.


Mapa do centro de Bruxelas
Sábado que vem, conto como foi minha aventura pelas lojas de discos na terra das vacas holandesas.
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